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A Avon anunciou a criação da primeira pele bioimpressa que simula os efeitos da menopausa, um avanço significativo na pesquisa sobre envelhecimento cutâneo feminino, com potencial de mercado avaliado em US$ 1,34 bilhões até 2025. Desenvolvido no Brasil, o modelo permite análises controladas das transformações na pele, como perda de colágeno e ressecamento, e complementa iniciativas já existentes, como o estudo da Natura sobre o ciclo hormonal feminino. Essa inovação visa atender a uma demanda crescente por produtos para tratar os efeitos da menopausa, uma fase ainda pouco explorada pela ciência da beleza, mas que afeta a qualidade de vida de milhões de mulheres.
Se antes falar sobre menopausa era considerado um tabu, hoje esse público representa uma nova oportunidade de mercado, com esse segmento sendo avaliado em US$S 1,34 bilhões em 2025, segundo a Grand View Research.
De olho nesse movimento a Avon acaba de anunciar a criação da primeira pele bioimpressa que reproduz com precisão os efeitos da menopausa. Criado em laboratório, o modelo simula transformações como a perda de colágeno, a diminuição da densidade e o ressecamento intenso da pele.
Ao levar para um ambiente tridimensional um processo biológico ainda pouco explorado, a marca amplia as possibilidades de pesquisa e inaugura uma nova frente de investigação sobre o envelhecimento cutâneo feminino. A tecnologia permite análises mais controladas e aprofundadas, o que deve acelerar o desenvolvimento de produtos mais eficazes e direcionados. O modelo foi desenvolvido no Brasil, no Centro de Inovação da Avon, considerado um dos mais avançados da América Latina, e posiciona o país no centro das discussões globais sobre ciência, beleza e longevidade da pele.
Esta ação da gigante de varejo de beleza abre portas para um novo tipo de pesquisa cosmética direcionado para ciclos femininos, e que irá impulsionar por consequência um setor que tem expectativa de crescimento anual médio de 10,3% ao ano até 2033.

Um novo território de pesquisa
O movimento da Avon reflete a evolução da ciência dedicada ao climatério no Brasil. A Natura foi pioneira ao adotar a bioimpressão 3D de pele para testes de eficácia. Esse DNA tecnológico agora sustenta uma parceria com a Science Valley para viabilizar o maior estudo brasileiro sobre o ciclo hormonal feminino. O projeto acompanhará 1,5 mil mulheres em todas as capitais do país, gerando dados inéditos sobre como fatores genéticos, sociais e regionais moldam a experiência dessa fase da vida.
“Um dos grandes diferenciais é que utilizamos células de mulheres brasileiras, o que garante maior representatividade e precisão para a nossa realidade. Para reproduzir as condições específicas da menopausa, o modelo foi submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona, fator determinante para as alterações cutâneas características dessa fase” – Luciana Vasquez, gerente de pesquisa em pele de Avon
Nesse cenário, o desenvolvimento da pele bioimpressa complementa esse avanço ao trazer uma camada laboratorial e aplicada à pesquisa, permitindo correlacionar dados clínicos com respostas cutâneas em nível molecular. Além de permitir testes mais assertivos, o modelo de pele 3D também contribui para práticas mais sustentáveis na pesquisa cosmética, reduzindo a necessidade de outros métodos e alinhando inovação tecnológica com responsabilidade científica.
“A menopausa ainda é um território pouco explorado pela ciência da beleza, apesar de impactar profundamente a vida de milhões de mulheres. Segundo a Fiocruz, no Brasil, 82% das mulheres apresentam sintomas que comprometem a qualidade de vida e com essa inovação, damos um passo importante para transformar conhecimento em cuidado, respeitando a complexidade dessa fase e oferecendo soluções mais assertivas” – Tatiana Ponce, CMO e head de Inovação da Natura e Avon.
Antes tabu, agora um novo território de pesquisa
A urgência por trás dessa inovação fica clara nos números. O estudo Menopause Experiences & Attitudes, conduzido pela farmacêutica Astellascom 13.800 mulheres, dentre elas2.300 brasileiras, mostrou que 80% relataram não receber apoio suficiente durante a fase do climatério.
A falta de suporte não é o único desafio. Dados da Grand View Research apontam que pelo menos 50% das mulheres perceberam mudanças na pele associadas à menopausa. As alterações hormonais típicas desse período levam à diminuição da produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico, à perda de volume e densidade e ao declínio nas funções das glândulas sebáceas e sudoríparas afetando diretamente a qualidade da pele.
Diante desse cenário, a demanda por produtos que auxiliem a hidratação, o reparo da barreira cutânea e as fórmulas para peles sensíveis aumenta expressivamente. Aqui, cabe destacar que 1,2 bilhão de mulheres estarão na menopausa até 2030.
