No 1º semestre de 2026, o setor de beleza faturou R$ 8,26 bilhões no e-commerce brasileiro, alta de 28,7% frente ao mesmo período de 2025, ante 16,9% de crescente no varejo online como um todo; a perfumaria lidera com 36,5% do faturamento (mais de R$ 3 bilhões, +37,7% y/y), seguida por produtos para cabelo (28,3%, R$ 2,33 bilhões) e skin care (17,4%, R$ 1,44 bilhão), enquanto depilação registra o maior crescimento do semestre, 41,6%. O estudo Da Compra à Confiança, da Confi com Neotrust, Aftersale e E-commerce Brasil, apresentado no Fórum E-commerce Brasil, aponta que o crescimento se deve mais à frequência de compra do que ao valor médio por pedido (o tíquete médio caiu 13,3% para R$ 275,50, mesmo com o total de pedidos subindo 34,8% no semestre). O varejo online brasileiro fechou o semestre com R$ 208,4 bilhões, e a Confi projeta R$ 462,5 bilhões para 2026; maio foi o mês de maior receita, impulsionado pelo Dia das Mães. A matéria reforça a liderança do Brasil entre os maiores mercados globais de higiene, perfumaria e cosméticos, com a violência de pós-venda revelando desafios operacionais, como 58% de estornos e 42% de vale-compras em devoluções segundo Aftersale, ainda que o recorte específico para beleza não tenha sido feito. Bruno Pati (E-commerce Brasil) e Pedro Chiamulera (Confi) destacam a consolidação do consumo digital de beleza, com categorias consolidadas mantendo participação relevante e nichos de autocuidado acelerando, impulsionados também por marcas criadas por influenciadoras.
Resumo supervisionado por jornalista.O setor de beleza faturou R$ 8,26 bilhões no e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026, alta de 28,7% sobre os R$ 6,42 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O ritmo é quase o dobro do observado no comércio eletrônico como um todo, que avançou 16,9% no intervalo. Os dados fazem parte do estudo “Da Compra à Confiança – Panorama do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026”, elaborado pela Confi, por meio da Neotrust e da Aftersale, em parceria com o E-commerce Brasil, e apresentado em durante o Fórum E-commerce Brasil, em São Paulo.
A perfumaria respondeu por 36,5% do faturamento do setor no período, movimentando mais de R$ 3 bilhões e registrando crescimento anual de 37,7%, mantendo a liderança do faturamento do e-commerce de beleza. Em seguida aparecem os produtos para cabelo, com participação de 28,3% e receita de R$ 2,33 bilhões, e skin care, com 17,4% e faturamento de R$ 1,44 bilhão. Embora ainda represente uma fatia menor do mercado, depilação registrou o maior crescimento do semestre, com alta de 41,6%.
Para Pedro Chiamulera, CEO da Confi, o desempenho reforça a consolidação do consumo digital de produtos de beleza. “O mercado de beleza e perfumaria no e-commerce brasileiro segue em ritmo acelerado de expansão”, afirma. Segundo ele, a perfumaria continua sustentando o maior volume de vendas, enquanto categorias menores apresentam os ritmos mais acelerados de crescimento.
O avanço foi impulsionado mais pela frequência de compra do que pelo aumento do valor gasto em cada pedido. No comércio eletrônico brasileiro como um todo, os pedidos cresceram 34,8% no semestre, enquanto o tíquete médio caiu 13,3%, para R$ 275,50. Para o varejo de beleza, o movimento pode indicar um consumidor comprando com maior recorrência, comportamento compatível com categorias de reposição, como cuidados com os cabelos e skin care, em que a rotina tende a gerar novas compras ao longo do ano.
No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 208,4 bilhões no semestre e a Confi projeta faturamento de R$ 462,5 bilhões em 2026. Maio foi o mês de maior receita do período, impulsionado pela proximidade do Dia das Mães, uma das principais datas do calendário para o setor de beleza.
O resultado reforça a força de um mercado em que o Brasil já ocupa a terceira posição mundial em consumo de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, segundo a ABIHPEC. Globalmente, a NielsenIQ aponta que o e-commerce continua crescendo acima das vendas em lojas físicas.
Além dos números de vendas, o estudo trouxe indicadores sobre pós-venda no comércio eletrônico em geral. Segundo a Aftersale, 58% das solicitações de devolução terminaram em estorno e 42% foram convertidas em vale-compras. Embora o levantamento não tenha recorte específico para beleza, os dados ilustram um desafio operacional que tende a ganhar importância à medida que o volume de pedidos cresce.
O levantamento considera transações reais monitoradas pela Neotrust em mais de sete mil lojas parceiras e reúne dados sobre o perfil de mais de 85 milhões de consumidores digitais.
Para Bruno Pati, CEO do E-commerce Brasil, a expansão do setor não depende de um único vetor. “Há categorias consolidadas, como perfumaria e cabelos, mantendo participação relevante, enquanto nichos ligados ao autocuidado continuam acelerando acima da média”, afirma. Na avaliação do executivo, um dos principais motores recentes do setor são as marcas criadas por influenciadoras, que vêm crescendo rapidamente e disputando espaço com fabricantes tradicionais.
