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Estudo da L’Oréal revela quem são os profissionais que movem os salões do Brasil

Estudo da L’Oréal traça o mais amplo retrato já feito da categoria e mostra como o salão se tornou um espaço de diversidade, acolhimento e ascensão profissional

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FigCaption Imagem: Reprodução/Instagram
Por Redação em 01/12/2025 Atualizado: 04/12/2025 às 07:18

O setor de beleza brasileiro convive diariamente com a força e a sensibilidade dos profissionais que atuam nos salões, mas até agora não havia um mapeamento profundo sobre quem são esses cabeleireiros, o que pensam, como trabalham e quais desafios enfrentam. Essa lacuna começou a ser preenchida com estudo o Na raiz do PRO, realizado pela Divisão de Produtos Profissionais do Grupo L’Oréal Brasil. O estudo reuniu entrevistas em profundidade com profissionais de diferentes perfis e mais de mil conversas quantitativas distribuídas por 400 cidades brasileiras, resultando em um raio X inédito da categoria.

Na imagem que inspirou esta matéria, publicada originalmente no perfil Cherry Gloss, uma profissional negra atende uma cliente de cabelo crespo em um ambiente moderno, reforçando visualmente o que a pesquisa evidencia: a profissão é diversa, plural e repleta de histórias que unem técnica, afeto e transformação.

Formação, expectativas e o peso da profissionalização

Um dos pontos centrais da pesquisa é a formação técnica. Embora a capacitação formal não seja exigida por lei, o estudo mostra que 74% dos entrevistados buscaram cursos antes de iniciar a carreira. O dado revela uma categoria que valoriza o conhecimento e enxerga na educação um diferencial competitivo, especialmente diante de um mercado que se torna cada vez mais profissional. Ao mesmo tempo, 69% dos cabeleireiros esperam que empresas ofereçam esses treinamentos, indicando uma oportunidade real para marcas fortalecerem relacionamento e impacto positivo no setor.

A combinação entre vontade de aprender e expectativa por apoio das marcas sinaliza uma necessidade crescente de formação contínua. Em um mercado movido por tendências, novas tecnologias e diversidade de perfis, o acesso democratizado ao ensino pode ser um dos caminhos mais eficazes para fortalecer toda a cadeia da beleza.

Diversidade que movimenta o salão

A pesquisa também evidencia um cenário plural. A maioria dos cabeleireiros é formada por mulheres, que representam 62% da categoria. Profissionais pretos ou pardos somam 52%, revelando um segmento mais representativo do que muitos outros mercados brasileiros. O levantamento aponta ainda que 15% dos profissionais se identificam como LGBTQIAP+, índice 2,5 vezes maior que o da população geral. Esse conjunto de dados reforça que os salões são espaços de acolhimento, expressão e protagonismo.

Apesar desse ambiente diverso, as desigualdades estruturais ainda aparecem nos números. Homens ganham em média 19% mais que mulheres, enquanto profissionais brancos recebem 21% a mais que negros. Há também diferença de 23% entre a remuneração de heterossexuais e homossexuais. Esses dados indicam avanços importantes, mas também mostram que a busca por equidade deve continuar sendo uma pauta prioritária.

O salão como espaço de renda e transformação

O estudo revela ainda que a profissão ultrapassa a estética. Para muitos, trabalhar com cabelo é também atuar na autoestima, na identidade e no bem-estar das pessoas. Essa dimensão social se soma a um potencial de ascensão profissional significativo. A renda média de um trabalhador formal de salão é de 5.950 reais, valor bem acima da média nacional per capita, que é de 2.069 reais. Entre os donos de salões, a média chega a 11.200 reais, enquanto os profissionais autônomos registram cerca de 4.950 reais mensais.

Esses números traduzem um setor que oferece oportunidades reais de construção de carreira, desde o primeiro atendimento até a gestão de um negócio próprio. É um mercado que cresce, profissionaliza e se reinventa, refletindo o dinamismo e a criatividade que sempre marcaram a beleza no Brasil.

Caminhos para um futuro mais justo

O estudo destaca que diversidade e inclusão estão profundamente ligadas à identidade da profissão, mas lembra que ainda existem desafios para tornar o setor mais equilibrado. O comentário de Eduardo Paiva, Head de Diversidade, Equidade e Inclusão do Grupo L’Oréal Brasil, reforça essa urgência ao apontar que as disparidades de gênero, raça e orientação sexual precisam ser enfrentadas de forma coletiva.

Para marcas, varejistas e profissionais, o relatório funciona como um convite à ação. Ao compreender melhor quem são os cabeleireiros brasileiros e quais são suas realidades, torna-se mais fácil desenvolver iniciativas, produtos e programas que fortaleçam o ecossistema e promovam um futuro mais inclusivo.

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