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Visagismo no centro das decisões técnicas 

A tendência da personalização tem ampliado o espaço do visagismo nos salões, reforçando a importância de técnicas alinhadas à beleza individual.

2 minutos de leitura

FigCaption Imagem: Acervo
Por Shâmia Salem em 12/11/2025 Atualizado: 28/11/2025 às 00:14
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A personalização tem ampliado a relevância do visagismo nos salões de beleza, destacando a importância de técnicas que respeitam as características individuais dos clientes. Profissionais como Rodrigo Cintra e Elisabeth Kelly enfatizam que o visagismo permite criar resultados harmoniosos, alinhando cortes e colorações ao formato do rosto, cor da pele e estilo de vida dos clientes. Essa abordagem vai além da mera replicação de referências, buscando uma transformação que valoriza a autenticidade e a essência de cada pessoa. Com a crescente demanda por personalização, o visagismo se torna um diferencial competitivo e essencial para o sucesso no setor de beleza.
Resumo supervisionado por jornalista.

Imagens mostrando o antes e depois de transformações de beleza sempre fizeram sucesso na internet. Mas, nada se compara ao boom atual dos vídeos que exibem mudanças impressionantes alcançadas após um corte, coloração e barba realizados com base no visagismo. 

Os resultados são tão surpreendentes que já tem gente viciada em maratonar esse tipo de conteúdo, e entre os comentários mais comuns estão o de que aquela não parece ser a mesma pessoa ou que ela passou por uma harmonização sem agulhas. 

“Vale destacar que hoje o público já reconhece a diferença entre o profissional que faz um corte com excelência técnica e outro que norteia suas decisões técnicas pelo visagismo. Ou seja, alinhando o corte e a coloração a características individuais da pessoa, como formato do rosto e das sobrancelhas, curvatura da testa, presença ou não de entradas e papada, cor da pele e dos olhos, tipo de fio, tamanho do nariz e das orelhas, profissão, personalidade, estilo de vida, desejo de disfarçar ou ressaltar algo etc.”, lista o hair stylist e visagista Rodrigo Cintra, co-apresentador do programa Esquadrão da Moda, do SBT, e Embaixador Global Olenka.  

Visagismo é visto como diferencial 

A cabeleireira e Embaixadora Beauty Fair Elisabeth Kelly, mais conhecida como Kelly Glam, conta que sentiu necessidade de se especializar em visagismo assim que entrou para a área da beleza, há 19 anos. “Sempre acreditei que a imagem pode transmitir a essência de cada pessoa, o que reforça a responsabilidade que temos com quem senta em nossa cadeira. Diante disso, o conhecimento em visagismo apura o olhar do profissional para que ele consiga compreender e satisfazer melhor cada cliente. Também dá argumentos para esclarecer que aquela referência de cabelo pesquisada na internet pode deixar o visual desarmonioso e traz segurança para oferecer propostas a partir do desejo da pessoa”, diz.  

Ela completa: “Aplicar o visagismo nas decisões técnicas do dia a dia no meu salão me garantiu um diferencial frente à clientela e colaborou para o sucesso que venho conquistando, principalmente neste momento em que se valoriza a autenticidade e a beleza natural. Na minha visão, não há como atender esse cliente, que busca personalização e respeito à sua identidade, sem ter conhecimento em visagismo”. 

Busca pelo olhar profissional 

Verdade seja dita, o visagismo sempre teve relevância no universo do salão, mas agora ele tem ganhado mais destaque pela tendência da personalização e devido a educação do consumidor. “Para entender melhor, basta lembrar que antes a cliente chegava com uma revista na mão, querendo que a gente replicasse o visual da atriz da novela. Hoje, ela vem em busca é do olhar do profissional, querendo saber o que é melhor para ela especificamente. Isso é visagismo em estado puro”, garante Rodrigo Cintra. 

O cabeleireiro especialista em visagismo e Keune Barber Educator Gusttavo Oliver afirma: “O profissional que tem conhecimento técnico mas não possui conhecimento em visagismo tende a oferecer o mesmo serviço para todos que atende, e agradar acaba virando questão de sorte. Ele não ousa por medo de arriscar e errar. Por isso acredito firmemente que o resultado de um cabelo que satisfaz e surpreende não é só questão de talento profissional, é de visão do todo, e quem nos dá esse olhar é o visagismo”.