Em julho de 2026, o canal de perfumaria registrou queda de 6,7% no faturamento frente a julho de 2025, com recuo de 13,4% nas unidades vendidas e alta de 7,7% no preço médio, mostrando que o aumento de preços não compensou a menor quantidade vendida. A classe cabelo continuou liderando as vendas, respondendo por 54,2% do valor, porém caiu 5% no faturamento e 11,8% nas unidades, mantendo a pressão sobre o resultado; apenas higiene pessoal e higiene bucal registraram crescimento modesto de 0,3% (ambas com queda de unidades superiores a 15%). A coloração foi a única exceção positiva, avançando 7,4% no faturamento, com alta de 11% no preço médio, impulsionando subcategorias como tonalizantes (+15% em valor, +6% em unidades) e descolorantes (+14,7% em valor, +2,1% em unidades). Outros destaques positivos ficaram por conta de lenço higiênico (+9%), fralda infantil (+6,8%), creme dental (+3%) e fragrância (+2,9%). Por outro lado, tratamentos capilares (-8,3%), shampoo (-9,8%), maquiagem para rosto (-17%) e maquiagem para boca (-29,3%) pressionaram o canal, com os finalizadores (-5,7% no faturamento; -10,3% nas unidades) puxando especialmente quedas em leave-in e ativadores capilares.
Resumo supervisionado por jornalista.A retração do canal perfumaria ganhou força em julho e manteve a tendência observada nos últimos meses. Segundo o Radar Scanntech divulgado nesta terça-feira (5), o faturamento das lojas caiu 6,7% na comparação com julho de 2025. O resultado reflete principalmente a redução do consumo: as vendas em unidades recuaram 13,4%, enquanto o preço médio dos produtos aumentou 7,7%.
Na prática, os dados mostram que o aumento dos preços não foi suficiente para compensar a queda no volume vendido. O consumidor levou menos produtos para casa, movimento que acabou pesando sobre o faturamento do canal.
Cuidado com o cabelo continua determinando o resultado
A cesta de cuidado do cabelo permaneceu como a principal categoria do canal, respondendo por 54,2% das vendas em valor. Justamente por esse peso, seu desempenho teve impacto direto sobre o resultado geral.
Em julho, a categoria registrou retração de 5% no faturamento e de 11,8% nas unidades vendidas. Embora tenha apresentado a menor queda entre as grandes categorias que ficaram no vermelho, seu tamanho fez com que continuasse sendo o principal fator de pressão sobre o desempenho do canal.
Além dos produtos para cabelo, também encerraram o mês em queda cosmética (-10,4%), cuidado com a pele (-6%) e eletroportátil (-24,5%), esta última com o pior desempenho entre todas as cestas analisadas.
Apenas duas categorias conseguiram crescer
Entre as principais cestas do canal, somente higiene pessoal e higiene bucal fecharam julho no positivo.
As duas cresceram 0,3% em faturamento, resultado sustentado pelo aumento do preço médio dos produtos, já que ambas registraram queda nas unidades comercializadas, de 15,8% e 16,6%, respectivamente.
Coloração foi a principal exceção positiva
Mesmo com a retração do cuidado capilar como um todo, uma categoria caminhou na direção oposta.
A coloração avançou 7,4% em valor sobre julho do ano passado e foi a categoria que mais contribuiu positivamente para o desempenho do canal. Segundo a Scanntech, o crescimento foi impulsionado principalmente pela alta do preço médio, de 11%.
Entre as subcategorias, tonalizantes e descolorantes chamaram atenção por crescerem não apenas em faturamento, mas também em unidades vendidas. Os tonalizantes aumentaram 15% em valor e 6% em unidades, enquanto os descolorantes avançaram 14,7% em valor e 2,1% em unidades, indicando expansão efetiva do consumo, e não apenas efeito dos reajustes de preços.
Outras categorias que contribuíram positivamente para o resultado do canal foram lenço higiênico (+9%), fralda infantil (+6,8%), creme dental (+3%) e fragrância (+2,9%).
Tratamentos e finalizadores perderam força
Na outra ponta, tratamento capilar (-8,3%), xampu (-9,8%), maquiagem para rosto (-17%) e maquiagem para boca (-29,3%) apareceram entre as categorias que mais pressionaram o desempenho do canal.
Os finalizadores capilares também tiveram um mês negativo. A categoria recuou 5,7% em faturamento, puxada principalmente pela queda de 10,3% nas unidades vendidas.
Dentro desse grupo, leave-in e ativador capilar registraram as maiores retrações, superiores a 11% em valor, acompanhadas por quedas ainda mais intensas nas unidades comercializadas, de 18% e 19,6%, respectivamente. Segundo a Scanntech, o movimento evidencia que a perda de faturamento foi consequência da redução do consumo dessas subcategorias.
