A Alfaparf Milano escolheu a unidade Ikesaki do SP Market, em São Paulo, para uma ativação ao vivo que transforma a vitrine em obra de arte inspirado no Cristalli, como parte da campanha “A Arte de Brilhar”, com a artista Raquel Gorzalka, reforçando inovação, performance, beleza e sofisticação no varejo. O planejamento partiu do perfil de clientes da loja, definindo linguagem visual e o produto protagonista, o que levou a uma vitrine pintada à mão em vez de comunicação tradicional, e a estratégia passou a considerar dados do lojista de forma mais aprofundada. A ação integra a estratégia multicanal, gerando conteúdo para redes e ampliando a percepção da marca, enquanto indicadores como fluxo, permanência, engajamento e lembrança são monitorados, além de relevância local e adaptação ao público da loja. Os resultados apontam ganhos de conversão, ticket médio e engajamento, sinalizando que ativação personalizada, bem calibrada ao lojista, pode superar modelos genéricos e fortalecer a ideia de intervenções artísticas ao vivo como diferencial estratégico para a indústria e o varejo de beleza.
Resumo supervisionado por jornalista.À medida que indústria e varejo compartilham mais informações sobre o perfil dos consumidores de cada loja de beleza multimarcas, as ativações no ponto de venda deixam de seguir modelos padronizados e passam a ser desenhadas para a realidade de cada operação. A ação realizada pela Alfaparf Milano na unidade da Ikesaki do SP Market, em São Paulo, é um exemplo desse movimento.
No sábado, 25 de julho, a artista plástica Raquel Gorzalka transformou, ao vivo, a vitrine de loja em um obra de arte inspirada no universo da marca para destacar o óleo capilar Cristalli, best-seller da Alfaparf. A iniciativa integrou a campanha “A Arte de Brilhar” e teve como proposta transformar o ponto de venda em uma experiência capaz de gerar encantamento, fortalecer a percepção da marca e ampliar a conexão com o consumidor.

Segundo Edilaine Godoi, head de marketing da Ikesaki Cosméticos, ao transformar o ponto de venda em um espaço de expressão artística, a iniciativa reforça o posicionamento da perfumaria de unir inovação, performance, beleza e sofisticação, fortalecendo o relacionamento com o consumidor.

Mais do que a ativação em si, porém, o projeto chama atenção pelo processo de planejamento. A escolha da unidade, o formato da experiência e os indicadores acompanhados foram definidos a partir das características daquela operação. Para entender como esse modelo vem sendo construído, o Negócios de Beleza conversou com Gabriel Pizani, coordenador nacional de trade marketing da Alfaparf Milano; acompanhe.
Por que a Ikesaki do SP Market foi escolhida para receber essa ativação?
A Ikesaki foi escolhida por seu fluxo intenso e relevância no varejo paulistano, o palco ideal para um formato que só faz sentido ao vivo, além de ter uma parceria de anos consolidada com a Alfaparf. Uma vitrine pintada na hora tem um poder que nenhuma peça pronta tem: ela vira acontecimento.
Quais informações da operação da Ikesaki foram consideradas no planejamento da ação?
O ponto de partida foi o perfil de cliente da loja. Entender quem frequenta aquele espaço ajudou a calibrar a linguagem visual e a escolha do produto protagonista.
Como esses dados influenciaram o formato da experiência criada para essa unidade?
O perfil de cliente da Ikesaki foi o que guiou a escolha de transformar a vitrine em uma peça de arte viva. Em vez de uma comunicação tradicional de produto, foi um formato pensado para conversar com o tipo de consumidor que passa por ali. Entender quem frequenta aquele espaço ajudou a calibrar a linguagem visual e a escolha do item protagonista.
O que mudou na forma de planejar ativações em comparação com o passado?
Esse tipo de troca de informação com o lojista já era rotina, mas hoje ela é mais aprofundada. Antes as ativações eram mais padronizadas; agora o planejamento nasce olhando com mais cuidado para quem realmente entra naquela loja.
Por que o Cristalli foi escolhido como protagonista da ativação?
O produto foi escolhido por ser o best-seller da marca, um produto já consolidado e reconhecido no mercado. Pela embalagem, textura e fragrância, já é um item de desejo para quem o experimenta. Transformá-lo em protagonista de uma vitrine pintada à mão é uma forma de elevar sua percepção. Não é “mais um óleo capilar”, mas a peça central de uma experiência. O objetivo é que o consumidor associe o produto à exclusividade e ao cuidado antes mesmo de tocá-lo. Não se trata de um lançamento, mas de impactar e encantar consumidores que ainda não conhecem o Cristalli.

Como essa iniciativa se integrou à estratégia multicanal da Alfaparf?
A ação física não fica isolada: o momento da pintura gerou conteúdo que pode circular nas redes sociais, tanto da marca quanto da loja, reforçando o mesmo posicionamento e linguagem visual em outros pontos de contato com o consumidor final. É a mesma assinatura estética alcançando o público por diversos canais.
Quais elementos foram pensados para aproximar o consumidor da marca?
A artista Raquel Gorzalka transformou a vitrine em uma tela, com o Cristalli emoldurado como uma obra de arte – não uma prateleira, um quadro. Essa escolha convida o consumidor a olhar o produto de um jeito novo, quase como uma peça de galeria. Vai muito além de um produto: desperta encantamento, identificação e gera experiência.
Como a Alfaparf avalia o sucesso desse tipo de projeto? Além das vendas, quais indicadores são acompanhados?
A marca acompanha o fluxo e permanência gerados na loja, engajamento espontâneo em redes sociais e o quanto a experiência aumenta a lembrança da marca depois do momento vivido. Em ativações personalizadas, o diferencial é medir também a relevância local, se aquele formato específico conversou de fato com o perfil daquela loja e daquele público.
Esse modelo de planejamento conjunto tem gerado resultados para a indústria e para o varejo?
Sim. A Alfaparf já observa ganhos em conversão na loja, ticket médio e engajamento quando a ativação nasce desse alinhamento mais próximo com o lojista. Sinal de que a personalização, quando bem calibrada, converte melhor do que comunicação genérica.
Depois dessa experiência, qual é o papel que vocês enxergam para esse tipo de ativação dentro da estratégia da marca?
Essa experiência confirma que intervenções artísticas ao vivo são um antídoto real à comoditização do varejo de beleza. Assim como qualquer iniciativa que gere experiência e desperte o desejo no consumidor, são formatos que a Alfaparf pretende repetir.
