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3 minutos de leitura

De fã à vendedora: Nina Makeup testa novo caminho para transformar consumidoras em influenciadoras de vendas

Com showroom voltado à criação de conteúdo e programa de afiliados, marca busca transformar o engajamento espontâneo de sua comunidade em um canal estruturado de vendas

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Por Redação em 22/07/2026 Atualizado: 22/07/2026 às 09:00
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Nina Makeup abre o Espaço Nina Lovers, em Itaim Bibi, São Paulo, combinando showroom de mais de 170 produtos, estúdio de conteúdo e ponto de encontro da comunidade, ao lado do Programa Nina Lover, que oferece comissões entre 12% e até 20% para consumidoras aprovadas, gerenciadas pela plataforma Pilea Labs; a iniciativa organiza pela primeira vez o engajamento espontâneo em canal de vendas rastreável, acompanhando a tendência da economia de criadores de transformar fãs em parceiras comerciais, similar ao modelo da Natura, com foco em conversões e previsibilidade de resultados para a marca.

Resumo supervisionado por jornalista.

A Nina Makeup inaugurou, no dia 14 de julho, o Espaço Nina Lovers, showroom no Itaim Bibi, em São Paulo, que reúne os mais de 170 produtos já lançados pela marca e funciona também como estúdio de conteúdo e ponto de encontro da comunidade. A abertura acontece junto com a estreia do Programa Nina Lover, iniciativa de afiliação que oferece comissão sobre vendas às consumidoras que já promoviam a marca de forma espontânea e que foram aprovadas para integrar o programa.

Shirley Costa, CEO e fundadora da Nina Makeup, definiu a novidade como “um terceiro espaço para reunir a nossa comunidade, parceiros, fornecedores, influenciadores e demais apaixonados por Nina Makeup”. Segundo a executiva, o showroom foi pensado para aproximar a comunidade da marca, oferecendo estrutura para encontros, experimentação de produtos e criação de conteúdo.

Uma mulher com cabelos longos e escuros presos em um rabo de cavalo, vestindo um terno bege e uma blusa branca, está em pé, sorrindo, com uma mão levantada e a outra apoiada no braço, diante de um fundo bege liso.
Shirley Costa. Foto: divulgação


Vistas em conjunto, as duas frentes descrevem um mesmo movimento: dar estrutura, rastreamento e contrapartida financeira a uma defesa de marca que, até aqui, acontecia de forma espontânea e sem remuneração. 

O uso do espaço para gravações, eventos ou reuniões é gratuito, mas depende de agendamento e aprovação prévia da marca. O programa prevê comissionamento acima de 12% nas condições padrão, podendo chegar a 20% em campanhas e datas especiais, com cupom individual para cada afiliada aprovada. A inscrição e o rastreamento das vendas correm pela plataforma Pilea Labs, especializada em gestão de marketing de influência para e-commerces, e cada perfil passa por análise interna antes de entrar.

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Afiliados deixam de ser marketing e viram canal de vendas

O momento escolhido pela Nina não é aleatório: a economia de criadores entrou em um ciclo de institucionalização: no Brasil, o mercado alcançou US$ 5,47 bilhões em 2025, com projeção de atingir US$ 33,5 bilhões até 2034, segundo o relatório O Horizonte da Creator Economy no Brasil, da Noodle. Mais relevante para quem vende do que o tamanho é a mudança de objetivo por trás do investimento: o mesmo levantamento aponta que 69% dos CMOs já indicam vendas e conversão como prioridade, superando métricas de awareness, citadas por 41%. Transformar engajamento em comissão rastreável, como faz o programa da Nina, é a tradução prática dessa virada.

O caminho não é exclusivo da marca. A referência mais próxima no setor de beleza é a Natura, que também converteu uma base já existente em força de venda por conteúdo: no programa Criadores da Beleza, cerca de 42% dos pedidos das consultoras já têm origem em conteúdos digitais, e quem passa pelos treinamentos vende, em média, 2,3 vezes mais. A diferença está na origem de cada comunidade. A Natura formaliza uma rede de venda direta consolidada, enquanto a Nina parte de fãs que promoviam a marca sem contrato. 

Ao estruturar um programa de afiliados voltado a uma comunidade já existente, a Nina Makeup acompanha um movimento observado em diferentes segmentos do varejo: transformar consumidores engajados em parceiros comerciais com métrica de desempenho, rastreamento de vendas e remuneração por conversão. O modelo preserva o potencial de alcance da comunidade, ao mesmo tempo em que oferece à marca maior previsibilidade sobre os resultados gerados por esse tipo de recomendação.

A inauguração do Espaço Nina Lovers e o lançamento do Programa Nina Lover reforçam essa estratégia ao combinar infraestrutura física para produção de conteúdo com um modelo de afiliação voltado à conversão de vendas, ampliando o papel da comunidade no crescimento da marca.

Uma loja de maquiagem moderna, na cor pêssego, com prateleiras repletas de cosméticos, um espelho grande e um balcão branco elegante sob uma iluminação sofisticada.
Foto: divulgação


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