No Centro de Inovação da Natura em Cajamar, um dos maiores centros de P&D do hemisfério sul, pesquisadores desenvolvem e testam tecnologias capilares, como a BioProteína de Tripla Ação, que atua nos danos internos, na superfície da fibra e no couro cabeludo; a unidade reúne mais de 140 pesquisadores, 350 patentes e investiu mais de R$ 1 bilhão em inovação em 2024, combinando dados históricos, inteligência artificial e testes de uso em laboratório e com consumidores para validar formulações ao longo de cerca de dois anos; a BioProteína já integra a linha Natura Lumina e volta a sustentar novos produtos, incluindo Nutrição de Nanoprecisão, com aplicações que vão de shampoos a óleos, em sistemas voltados tanto a reconstrução quanto a anticaspa, antiqueda, brilho e cuidado de fios cacheados e crespos.
Resumo supervisionado por jornalista.O que acontece antes de um novo produto de beleza chegar às prateleiras? Para acompanhar parte desse processo, a equipe de reportagem do Negócios de Beleza foi até Cajamar, na Grande São Paulo, conhecer o Centro de Inovação da Natura. A estrutura reúne áreas de pesquisa e desenvolvimento de diferentes categorias e é, segundo a companhia, um dos maiores centros de P&D do hemisfério sul. São mais de 140 pesquisadores e 350 patentes. A Natura também informa que investiu mais de R$ 1 bilhão em inovação em 2024, sendo a maior parte desse orçamento destinada à área de Pesquisa e Desenvolvimento.

Durante a visita, a reportagem conheceu laboratórios, acompanhou parte dos processos de desenvolvimento e testes de produtos e conversou com profissionais envolvidos na pesquisa de cabelos. Entre as tecnologias apresentadas está a BioProteína de Tripla Ação, que atualmente integra diferentes produtos de Natura Lumina. “O banco de dados da Natura sobre fios é gigantesco, e o Brasil se destaca com a maior diversidade capilar do mundo. Aqui no centro, aplicamos tecnologias capilares do mundo inteiro adaptadas ao cabelo do brasileiro”, conta Edjane Lima, head de desenvolvimento de formulações de cabelo e sabonete da Natura.
O que há por trás de uma tecnologia capilar
No laboratório dedicado à pesquisa de cabelos, o trabalho começa antes da formulação. Os pesquisadores analisam a fibra capilar, observam os efeitos provocados por diferentes tipos de dano e investigam como essas alterações aparecem em diferentes regiões do fio.

A equipe mostrou à reportagem análises realizadas em fios submetidos a situações comuns da rotina, como lavagem, manipulação e processos químicos. A observação em escala microscópica permite investigar alterações que não são perceptíveis a olho nu. Foi nesse contexto de pesquisa que a Natura desenvolveu a BioProteína de Tripla Ação. Segundo a companhia, a tecnologia atua em três frentes: no preenchimento dos danos internos, na reparação da superfície da fibra e no equilíbrio do couro cabeludo. “Cada um dos nossos bioativos possui tecnologias inéditas do nosso centro, combinadas a ingredientes importantes do mercado de cabelos”, afirma Ana Mazzilli, head de marketing das categorias de cuidados pessoais e beleza da Natura.
Couro cabeludo entra na pesquisa

A terceira frente da tecnologia acompanha uma mudança que vem ganhando espaço no haircare: o cuidado deixa de olhar apenas para o fio e passa a incluir também o couro cabeludo, com maior atenção a prevenção, equilíbrio e tratamento. É uma lógica que aproxima cada vez mais o cuidado capilar do skincare e ajuda a explicar a expansão de produtos voltados a necessidades específicas da raiz e do couro cabeludo.
Na Natura, essa abordagem aparece no próprio desenvolvimento da BioProteína e nos produtos que utilizam a tecnologia. A empresa tem sistemas de Lumina voltados, por exemplo, a anticaspa, antioleosidade, antiqueda e crescimento, além de tratamentos direcionados a diferentes condições da fibra.
Uma tecnologia, diferentes aplicações
A BioProteína de Tripla Ação não está restrita a um único tipo de produto. Hoje, ela aparece em xampus, condicionadores, máscaras, séruns, tônicos e outros tratamentos da marca, combinada a diferentes ativos de acordo com a necessidade trabalhada.
Em um sistema voltado à reconstrução de danos extremos, por exemplo, a tecnologia é combinada a um ativo reconstrutor; em uma solução para anticaspa, aparece junto ao Ativo Dermocontrole; e em produtos para cabelos cacheados e crespos, é associada a um complexo de chia, linhaça e óleo de rícino. O desenvolvimento de uma tecnologia, portanto, pode gerar diferentes aplicações dentro de uma mesma categoria.
Do laboratório ao teste
O desenvolvimento não termina quando a fórmula fica pronta. Durante a visita, a Natura mostrou uma estrutura que reproduz um salão profissional e é utilizada para avaliações de produtos capilares. Ali, profissionais testam as formulações em diferentes tipos de cabelo e observam aspectos como aplicação, lavagem, penteabilidade e aparência dos fios.

Uma das metodologias apresentadas à reportagem é o teste às cegas. O profissional recebe os produtos sem saber qual deles foi desenvolvido pela Natura e faz a avaliação a partir da experiência de uso. Também são realizados testes com consumidores, que utilizam os produtos em casa durante determinado período.
Segundo a companhia, o desenvolvimento de uma nova solução pode levar cerca de dois anos, considerando as diferentes etapas de pesquisa, formulação e avaliação.
O papel dos dados no desenvolvimento
Outra frente apresentada durante a visita foi o uso do histórico de formulações da companhia. A Natura mantém um banco de dados formado pelas informações acumuladas ao longo de décadas de desenvolvimento de produtos. Segundo a empresa, ferramentas de inteligência artificial são utilizadas para cruzar esses dados e apoiar novas formulações.
Segundo Edjane, esse histórico também permite que a empresa use informações acumuladas ao longo dos anos no desenvolvimento de novas soluções. “A Natura possui muitos anos de história e muitos produtos no varejo, então todas as nossas receitas estão guardadas em um banco de dados. A inteligência artificial já é aplicada na hora de fazer cruzamento de dados e formulações”, explica. O recurso se soma às etapas tradicionais de pesquisa e desenvolvimento, que envolvem análise de ingredientes, formulação, testes laboratoriais e avaliações de uso.
Pesquisa que chega ao novo Lumina

A BioProteína de Tripla Ação é hoje uma das tecnologias utilizadas pela Natura Lumina e está presente em diferentes sistemas de tratamento da marca. A tecnologia também está no centro do novo lançamento da marca, Natura Lumina Nutrição de Nanoprecisão. A linha chega com xampu, condicionador, máscara e óleo bifásico e combina a BioProteína Tripla Ação ao chamado Ativo Nanocorretor, desenvolvido para atuar sobre danos microscópicos da fibra. “Se chama tripla ação porque ela cuida do couro cabeludo, da parte interna e da parte externa da fibra”, esclarece Ana Mazzilli.
A reportagem também registrou a visita em vídeo; confira abaixo e nas redes sociais do Negócios de Beleza:
