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Uma mulher vestindo jaleco apresenta dados de análise capilar em um monitor grande dentro de um laboratório, com amostras de cabelo e líquido em copos sobre a mesa. Duas outras pessoas vestindo jalecos observam.
Home > Notícias & Tendências > Dentro do centro de inovação da Natura: onde a indústria testa o futuro do haircare

5 minutos de leitura

Dentro do centro de inovação da Natura: onde a indústria testa o futuro do haircare

Em Cajamar (SP), a equipe de reportagem do Negócios de Beleza conheceu um dos maiores centros de P&D do hemisfério sul e acompanhou etapas de pesquisa, testes e desenvolvimento que estão por trás de novas tecnologias capilares

5 minutos de leitura

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Por Gustavo Brait em 31/08/2026 Atualizado: 31/08/2026 às 15:46
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No Centro de Inovação da Natura em Cajamar, um dos maiores centros de P&D do hemisfério sul, pesquisadores desenvolvem e testam tecnologias capilares, como a BioProteína de Tripla Ação, que atua nos danos internos, na superfície da fibra e no couro cabeludo; a unidade reúne mais de 140 pesquisadores, 350 patentes e investiu mais de R$ 1 bilhão em inovação em 2024, combinando dados históricos, inteligência artificial e testes de uso em laboratório e com consumidores para validar formulações ao longo de cerca de dois anos; a BioProteína já integra a linha Natura Lumina e volta a sustentar novos produtos, incluindo Nutrição de Nanoprecisão, com aplicações que vão de shampoos a óleos, em sistemas voltados tanto a reconstrução quanto a anticaspa, antiqueda, brilho e cuidado de fios cacheados e crespos.

Resumo supervisionado por jornalista.

O que acontece antes de um novo produto de beleza chegar às prateleiras? Para acompanhar parte desse processo, a equipe de reportagem do Negócios de Beleza foi até Cajamar, na Grande São Paulo, conhecer o Centro de Inovação da Natura. A estrutura reúne áreas de pesquisa e desenvolvimento de diferentes categorias e é, segundo a companhia, um dos maiores centros de P&D do hemisfério sul. São mais de 140 pesquisadores e 350 patentes. A Natura também informa que investiu mais de R$ 1 bilhão em inovação em 2024, sendo a maior parte desse orçamento destinada à área de Pesquisa e Desenvolvimento.

Uma mulher de cabelos escuros e cacheados sorri para a câmera, com os braços cruzados. Ela está vestindo uma jaqueta na cor ferrugem sobre uma blusa da mesma cor e calças brancas. O fundo é claro, com um padrão sutil de linhas pontilhadas em vermelho.
Edjane Lima, head de desenvolvimento de formulações de cabelo e sabonete da Natura/Foto: Divulgação

Durante a visita, a reportagem conheceu laboratórios, acompanhou parte dos processos de desenvolvimento e testes de produtos e conversou com profissionais envolvidos na pesquisa de cabelos. Entre as tecnologias apresentadas está a BioProteína de Tripla Ação, que atualmente integra diferentes produtos de Natura Lumina. “O banco de dados da Natura sobre fios é gigantesco, e o Brasil se destaca com a maior diversidade capilar do mundo. Aqui no centro, aplicamos tecnologias capilares do mundo inteiro adaptadas ao cabelo do brasileiro”, conta Edjane Lima, head de desenvolvimento de formulações de cabelo e sabonete da Natura.

O que há por trás de uma tecnologia capilar

No laboratório dedicado à pesquisa de cabelos, o trabalho começa antes da formulação. Os pesquisadores analisam a fibra capilar, observam os efeitos provocados por diferentes tipos de dano e investigam como essas alterações aparecem em diferentes regiões do fio.

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Uma mulher de cabelos escuros e cacheados está em frente a um expositor amarelo com a inscrição “natura lumina SALÃO CONCEITO”. Alguns produtos para os cabelos estão visíveis sobre uma mesa ao fundo.
Ana Mazzilii, head de marketing das categorias de cuidados pessoais e beleza da Natura/Foto: Divulgação

A equipe mostrou à reportagem análises realizadas em fios submetidos a situações comuns da rotina, como lavagem, manipulação e processos químicos. A observação em escala microscópica permite investigar alterações que não são perceptíveis a olho nu. Foi nesse contexto de pesquisa que a Natura desenvolveu a BioProteína de Tripla Ação. Segundo a companhia, a tecnologia atua em três frentes: no preenchimento dos danos internos, na reparação da superfície da fibra e no equilíbrio do couro cabeludo. “Cada um dos nossos bioativos possui tecnologias inéditas do nosso centro, combinadas a ingredientes importantes do mercado de cabelos”, afirma Ana Mazzilli, head de marketing das categorias de cuidados pessoais e beleza da Natura.

Couro cabeludo entra na pesquisa

Um modelo detalhado de um cabo elétrico amarelo em corte transversal, com vários fios internos, exposto sobre uma mesa de laboratório, tendo como pano de fundo equipamentos científicos e computadores.

A terceira frente da tecnologia acompanha uma mudança que vem ganhando espaço no haircare: o cuidado deixa de olhar apenas para o fio e passa a incluir também o couro cabeludo, com maior atenção a prevenção, equilíbrio e tratamento. É uma lógica que aproxima cada vez mais o cuidado capilar do skincare e ajuda a explicar a expansão de produtos voltados a necessidades específicas da raiz e do couro cabeludo.

Na Natura, essa abordagem aparece no próprio desenvolvimento da BioProteína e nos produtos que utilizam a tecnologia. A empresa tem sistemas de Lumina voltados, por exemplo, a anticaspa, antioleosidade, antiqueda e crescimento, além de tratamentos direcionados a diferentes condições da fibra.

Uma tecnologia, diferentes aplicações

A BioProteína de Tripla Ação não está restrita a um único tipo de produto. Hoje, ela aparece em xampus, condicionadores, máscaras, séruns, tônicos e outros tratamentos da marca, combinada a diferentes ativos de acordo com a necessidade trabalhada.

Em um sistema voltado à reconstrução de danos extremos, por exemplo, a tecnologia é combinada a um ativo reconstrutor; em uma solução para anticaspa, aparece junto ao Ativo Dermocontrole; e em produtos para cabelos cacheados e crespos, é associada a um complexo de chia, linhaça e óleo de rícino. O desenvolvimento de uma tecnologia, portanto, pode gerar diferentes aplicações dentro de uma mesma categoria.

Do laboratório ao teste

O desenvolvimento não termina quando a fórmula fica pronta. Durante a visita, a Natura mostrou uma estrutura que reproduz um salão profissional e é utilizada para avaliações de produtos capilares. Ali, profissionais testam as formulações em diferentes tipos de cabelo e observam aspectos como aplicação, lavagem, penteabilidade e aparência dos fios.

Sete pessoas, algumas em pé e outras sentadas, conversam em um salão ou clínica moderna, com grandes espelhos, jalecos brancos e uma decoração elegante. Duas pessoas estão sentadas em cadeiras pretas de salão, enquanto outras permanecem em pé nas proximidades, conversando.
Equipe em Salão dentro do Complexo Cajamar/Foto: Gustavo Brait

Uma das metodologias apresentadas à reportagem é o teste às cegas. O profissional recebe os produtos sem saber qual deles foi desenvolvido pela Natura e faz a avaliação a partir da experiência de uso. Também são realizados testes com consumidores, que utilizam os produtos em casa durante determinado período.

Segundo a companhia, o desenvolvimento de uma nova solução pode levar cerca de dois anos, considerando as diferentes etapas de pesquisa, formulação e avaliação.

O papel dos dados no desenvolvimento

Outra frente apresentada durante a visita foi o uso do histórico de formulações da companhia. A Natura mantém um banco de dados formado pelas informações acumuladas ao longo de décadas de desenvolvimento de produtos. Segundo a empresa, ferramentas de inteligência artificial são utilizadas para cruzar esses dados e apoiar novas formulações.

Segundo Edjane, esse histórico também permite que a empresa use informações acumuladas ao longo dos anos no desenvolvimento de novas soluções. “A Natura possui muitos anos de história e muitos produtos no varejo, então todas as nossas receitas estão guardadas em um banco de dados. A inteligência artificial já é aplicada na hora de fazer cruzamento de dados e formulações”, explica. O recurso se soma às etapas tradicionais de pesquisa e desenvolvimento, que envolvem análise de ingredientes, formulação, testes laboratoriais e avaliações de uso.

Pesquisa que chega ao novo Lumina

Um estande ao ar livre da marca Natura Lumina, exibindo produtos para os cabelos sob uma placa com os dizeres “Nutrição de Nanoprecisão”, tendo árvores e plantas ao fundo.
Natura Lumina/Foto: Gustavo Brait

A BioProteína de Tripla Ação é hoje uma das tecnologias utilizadas pela Natura Lumina e está presente em diferentes sistemas de tratamento da marca. A tecnologia também está no centro do novo lançamento da marca, Natura Lumina Nutrição de Nanoprecisão. A linha chega com xampu, condicionador, máscara e óleo bifásico e combina a BioProteína Tripla Ação ao chamado Ativo Nanocorretor, desenvolvido para atuar sobre danos microscópicos da fibra. “Se chama tripla ação porque ela cuida do couro cabeludo, da parte interna e da parte externa da fibra”, esclarece Ana Mazzilli.


A reportagem também registrou a visita em vídeo; confira abaixo e nas redes sociais do Negócios de Beleza:

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Dados e TecnologiaIndústriaMercado Nacional

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