O Grupo Boticário inicia um piloto de anúncios no ChatGPT com a Make B., tornando-a a primeira marca do portfólio a testar esse formato e buscando entender o papel da publicidade na jornada de descoberta mediada por IA. A iniciativa surge junto ao crescimento da busca em modo conversa e à presença orgânica expressiva da empresa em IA (98% de citação sobre inovação em junho de 2026, segundo a Ranqia), e parte para a mídia paga para medir impacto na performance, intenção de compra, tráfego, cliques e conversão, sem influenciar as respostas da IA. O objetivo é aprender como marcas de beleza podem se posicionar nessa nova experiência de descoberta e consideração, tratando o piloto como um laboratório para entender comportamentos do usuário e o papel da publicidade nesse ecossistema de IA.
Resumo supervisionado por jornalista.O Grupo Boticário iniciou neste mês um projeto-piloto de anúncios no ChatGPT, colocando a Make B., marca de maquiagem da companhia, como a primeira do portfólio a experimentar esse novo formato de mídia. A iniciativa abre uma frente de testes para entender, na prática, como a publicidade pode participar de uma jornada de descoberta cada vez mais baseada em conversas com ferramentas de inteligência artificial.
A aposta do grupo acontece em um momento em que a busca começa a ganhar características de conversa: em vez de recorrer apenas a palavras-chave, consumidores podem formular perguntas mais detalhadas, contextualizar necessidades e aprofundar a pesquisa dentro de uma mesma interação. Para o Grupo Boticário, testar anúncios nesse ambiente é também uma forma de aprender como marcas podem construir relevância nessa nova etapa da jornada de descoberta e consideração.
Com o piloto, o Grupo Boticário passa a experimentar uma nova frente de mídia dentro de uma plataforma de inteligência artificial generativa. A iniciativa faz parte de uma nova estratégia de experimentação da companhia com IA e novos modelos de publicidade.
A decisão de testar o formato também se relaciona à presença orgânica que o Grupo Boticário já alcança em plataformas de IA. Segundo levantamento da Ranqia, deeptech especializada em GEO (otimização para mecanismos generativos), a companhia teve 98% de citação nas respostas geradas pelo ChatGPT sobre inovação em junho de 2026. O dado ajuda a contextualizar por que o grupo passou a experimentar também a dimensão paga dessa presença.
Da presença orgânica ao teste de mídia
Hoje, entre as marcas brasileiras mais presentes em menções orgânicas de IA, o Grupo Boticário registra 98% de citação nas respostas geradas pelo ChatGPT sobre inovação em junho de 2026, de acordo com levantamento da Ranqia. O índice se refere a esse recorte específico – inovação – e não à presença geral da companhia nas respostas do ChatGPT.

A partir dessa presença, a companhia decidiu avançar para a experimentação de mídia paga no ambiente conversacional. Mais do que buscar apenas exposição, o teste pretende gerar aprendizado sobre o comportamento do consumidor nesse novo canal e sobre o papel que a publicidade pode desempenhar em momentos de descoberta e consideração.“Estamos acompanhando de perto como a inteligência artificial está transformando não apenas a tecnologia, mas também a maneira como as pessoas pesquisam, descobrem produtos e tomam decisões. Testar e experimentar novos formatos nos permite aprender rapidamente e entender qual deve ser o papel das marcas nesse novo ambiente de descoberta e consideração”, afirma Natália Calixto, diretora executiva de gestão e valor do consumidor do Grupo Boticário.
Uma nova frente na jornada de descoberta
O teste do Grupo Boticário acontece em um ambiente em que a busca deixa de ser apenas uma consulta por palavras-chave e passa a incorporar contexto, preferências e perguntas de acompanhamento. É essa dinâmica que dá origem ao conceito de mídia conversacional e cria uma nova possibilidade para marcas que querem estar presentes durante a descoberta de produtos.
O avanço do GEO não significa simplesmente substituir o SEO. As práticas de otimização para mecanismos de busca passam a conviver com novas disciplinas voltadas à presença das marcas em mecanismos generativos, que exigem conteúdos, dados e ativos digitais preparados para responder a intenções mais contextualizadas.
É nesse contexto que o Grupo Boticário começa a testar a mídia paga. A proposta é entender como anúncios podem atuar em uma experiência na qual o consumidor não apenas busca informação, mas conversa com a ferramenta para esclarecer dúvidas, comparar possibilidades e avançar em sua decisão.
Os anúncios dentro do ChatGPT são explorados pela companhia principalmente sob a perspectiva de performance e intenção de compra. O formato pode conectar a jornada de descoberta ao e-commerce oficial da marca e permitir a mensuração de indicadores como tráfego qualificado, taxa de cliques e conversão.
Para o Grupo Boticário, esses resultados também fazem parte do aprendizado sobre o comportamento do usuário nesse novo canal. “Mais do que ocupar um novo espaço de mídia, queremos compreender uma mudança de comportamento. À medida que a busca começa a ganhar características de conversa, as marcas precisam aprender como ser relevantes nesse contexto sem perder aquilo que é fundamental para nós: entregar experiências úteis, responsáveis e conectadas às necessidades reais das pessoas”, diz Natália.
Dentro da plataforma, os anúncios são identificados como conteúdo patrocinado e aparecem separados das respostas geradas pelo ChatGPT. Segundo o Grupo Boticário, eles não influenciam o conteúdo das respostas. A distinção é relevante para a estratégia da companhia: o piloto não busca interferir na resposta gerada pela IA, mas testar uma nova possibilidade de presença de marca em um ambiente no qual descoberta, consideração e intenção de compra podem acontecer dentro da mesma experiência conversacional.
Para o Grupo Boticário, portanto, o movimento ainda é menos uma aposta em escala e mais um laboratório. Ao colocar a Make B. como primeira marca do portfólio a testar anúncios no ChatGPT, a companhia busca entender como funciona essa nova frente de mídia, quais resultados ela pode gerar e, sobretudo, como as marcas de beleza deverão se posicionar em uma jornada de consumo cada vez mais mediada pela inteligência artificial.
