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Tecnologia ou técnica? Congresso de Estética BH debate resultados em peles negras e miscigenadas

Para a Dra. Cristiane Boneta, o diferencial dos tratamentos está na personalização e preparo, não nos equipamentos

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FigCaption Imagem: Divulgação Beauty Fair Co
Por Redação em 07/07/2025 Atualizado: 28/11/2025 às 00:13
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Durante o Congresso de Estética BH, a Dra. Cristiane Boneta destacou a importância da personalização nos tratamentos estéticos, especialmente para peles negras e miscigenadas, enfatizando que o diferencial não está nos equipamentos, mas na formação técnica dos profissionais. Ela criticou a tendência de priorizar a tecnologia em detrimento do conhecimento, alertando que muitos tratamentos falham devido à falta de preparo da pele e à escolha inadequada de protocolos. Cristiane também abordou a alta incidência de hiperpigmentação nessas peles e os riscos do uso impróprio de aparelhos. Por fim, insistiu na necessidade de atualização contínua dos esteticistas para melhorar a eficácia dos atendimentos e a fidelização dos pacientes.
Resumo supervisionado por jornalista.

Estamos trocando o conhecimento pelo botão “start” na estética? A estética evoluiu, os aparelhos se multiplicaram, mas os desafios continuam os mesmos, especialmente quando falamos de peles negras e miscigenadas. Afinal, onde realmente mora o diferencial nos resultados?

É nesse ponto que a técnica precisa voltar ao centro da conversa. E foi exatamente essa provocação que norteou a palestra da Dra. Cristiane Boneta durante o Congresso de Estética BH, realizado na Professional Fair BH, nos dias 6 e 7 de julho.

Com atuação nacional e internacional, Cristiane é esteticista, administradora, biomédica, palestrante e consultora técnica em estética. Mestranda em saúde da população negra, também atua no desenvolvimento de dermocosméticos e na mentoria de mulheres empreendedoras. A especialista propôs uma análise crítica sobre a valorização excessiva dos equipamentos em detrimento da formação técnica dos profissionais

“A tecnologia é uma ferramenta. A cabeça pensante no seu consultório é você. O diferencial não é o laser. É o profissional que estuda, interpreta e personaliza”, afirmou Cristiane, convidando os profissionais presentes a refletirem sobre a prática clínica.

Durante a apresentação, ela ainda destacou que muitos profissionais investem em novos aparelhos acreditando que a tecnologia, por si só, trará resultados. Segundo ela, essa expectativa desconsidera aspectos essenciais como o preparo da pele, a escolha do protocolo e o conhecimento das características específicas de cada paciente.

“A gente fica comprando tecnologia. Nem terminou de pagar uma, já quer comprar outra. Se fosse só isso, todos os pacientes teriam os mesmos resultados em qualquer clínica”, afirmou.

Cristiane alertou também para a alta incidência de hiperpigmentação em peles negras e miscigenadas, principalmente em casos de melasma. A profissional mencionou que o uso inadequado de equipamentos pode gerar calor excessivo e efeito rebote, agravando a condição.

“Os erros mais comuns acontecem na aplicação sem preparo da pele. A consequência é o insucesso no tratamento, a frustração do profissional e a perda do paciente”, explicou.

A palestrante chamou atenção ainda para os impactos da sobrecarga de atendimentos, muitas vezes motivada pela necessidade financeira. Segundo ela, isso compromete a qualidade dos protocolos e interfere diretamente na fidelização do público.“A demanda aumenta, mas sem planejamento e personalização, os resultados não vêm. O paciente desiste do tratamento e procura outro profissional”, disse.

Ao final da palestra, Cristiane reforçou a importância da constante atualização dos profissionais de estética, especialmente em relação às especificidades da pele brasileira. “Estamos em um momento de estudo e de remontar protocolos para tornar os atendimentos mais assertivos”, concluiu.

A Professional Fair BH segue até esta terça-feira, 8 de julho, reunindo profissionais do setor de beleza para uma programação voltada à qualificação e às tendências do mercado.