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Transformações climáticas e sociais estão redefinindo o futuro dos cuidados pessoais

Para responder aos desafios contemporâneos, produtores de matérias-primas para cosméticos têm investido em soluções adaptativas e resilientes.

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FigCaption Imagem: Divulgação
Por Shâmia Salem em 29/09/2025 Atualizado: 28/11/2025 às 00:13
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As transformações climáticas e sociais estão moldando o futuro dos cuidados pessoais, levando a indústria de cosméticos a buscar soluções que unam eficácia e responsabilidade ambiental. Com consumidores cada vez mais exigentes, empresas como a BASF e a Biotec investem em ingredientes sustentáveis e tecnologias inovadoras, como biopolímeros vegetais e sistemas antioxidantes, que garantem proteção e performance. No entanto, o desafio permanece em equilibrar a naturalidade dos produtos com a eficácia desejada, exigindo avanços tecnológicos para manter a estabilidade e o desempenho dos ingredientes.
Resumo supervisionado por jornalista.

Extremos de temperatura, radiação solar intensa, variações de umidade e poluição têm feito surgir novas demandas nos cuidados com a pele e os cabelos. “Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com os efeitos ambientais causados pelas nossas escolhas, e estamos empenhados em impulsionar essa transformação verde na indústria”, diz Fabio Cahen, diretor de personal care da BASF para a América do Sul. 

Tal posicionamento reflete o quanto o mercado de beleza vem se moldando para conduzir um futuro em que a ciência, a sustentabilidade e a transparência caminhem juntas; e que convida a enxergar a beleza como algo vivo, em constante evolução, conectada ao mundo e às mudanças ao seu redor. “Nos últimos anos, percebemos que as transformações climáticas e os novos hábitos sociais têm levado o consumidor a buscar fórmulas que unam eficácia com responsabilidade ambiental. Isso impacta diretamente nosso trabalho, pois entendemos que inovação não é apenas performance, mas também compromisso com sustentabilidade e rastreabilidade.

Por isso, investimos em ingredientes desenvolvidos a partir da química verde, do uso responsável da biodiversidade e validados por certificações independentes, como o selo COSMOS Approved, que reforçam a confiança do consumidor e aumentam o valor dos produtos finais no mercado”, completa a farmacêutica e gestora técnica da Biotec, Maria Eugenia Ayres.

Sustentabilidade é palavra de ordem

Uma mostra de como as transformações climáticas, sociais e de comportamento estão redefinindo os cuidados pessoais está no desenvolvimento de ingredientes e tecnologias que apresentam soluções adaptativas e resilientes, capazes de responder aos desafios contemporâneos, antecipar as necessidades dos consumidores e favorecer a inovação e o crescimento do mercado de forma sustentável. Boas novidades neste campo não faltam, como é o caso destas:

  • Verdessence Maize é um biopolímero de origem vegetal, 100% derivado de matérias-primas renováveis e prontamente biodegradável, ideal para cosméticos naturais e orgânicos, com aplicações capilares nas versões spray e mousses leves e resultados equivalentes aos polímeros sintéticos em rigidez e retenção de cachos. 
  • Na categoria de proteção solar, o Uvinul TS Hydro se destaca por ser um filtro solúvel em água e que auxilia na diminuição da carga oleosa das formulações, atendendo à demanda por texturas mais fluidas. É altamente eficaz contra os raios UVA-I e UVA-II, além de funcionar como estabilizante de cor.
  • Oximony é um bioativo inovador que revitaliza a pele, promovendo firmeza, brilho e longevidade celular ao combater sua degradação natural e o estresse oxidativo, além de estimular a taurina, um aminoácido encontrado naturalmente no corpo. O ingrediente é um extrato de Lysimachia christinae, certificado como FairWild e de origem sustentável, também conhecido como Jin Qian Cao, uma planta antiga reverenciada na medicina tradicional chinesa. Cada aspecto da cadeia de suprimentos do ingrediente é totalmente rastreável, garantindo transparência desde suas origens botânicas na China até o produto final.
  • Lamesoft OP Plus é uma nova dispersão opacificante à base de cera de alta eficácia para processamento a frio. Prontamente biodegradável, também serve como alternativa a ingredientes sintéticos à base de estireno acrilato. Traz benefícios adicionais em termos de sensorialidade e penteabilidade.
  • Derivado da casca do arroz, Rice Silk SN é obtido através de um processo de upcycling que transforma um subproduto agrícola em uma sílica vegetal natural. Atua no controle da oleosidade e melhora o sensorial das formulações cosméticas. Representa de forma clara a tendência de economia circular e redução de resíduos, sem abrir mão da performance.
  • Pro.Care AOX é um sistema antioxidante que combina cúrcuma, chá verde, camomila e alecrim, associados a bioativos como quercetina e luteína. Atua como protetor global contra poluição, radiação UV e estresse oxidativo, favorecendo a saúde da pele e dos cabelos. Une ciência e natureza em um sistema carreador lipofílico de origem vegetal, garantindo eficácia e estabilidade.

Desafios naturais

Apresentar formulações de proteção solar, cuidados com pele, com os cabelos e com o couro cabeludo que tenham adaptação e resiliência com a natureza ao mesmo tempo que atendem o desejo do consumidor por resultado superior tem sido um desafio para a indústria. E o principal deles está em equilibrar naturalidade e eficácia. “Ingredientes de origem vegetal podem apresentar variações sazonais, o que exige processos tecnológicos capazes de assegurar padronização, estabilidade e alta performance. Além disso, o consumidor deseja resultados rápidos e comprovados – seja na fotoproteção, no antienvelhecimento ou nos cuidados capilares. Uma estratégia é investir em sistemas funcionais inteligentes, como carreadores lipofílicos, proteínas hidrolisadas, uso da fermentação através da biotecnologia, que potencializam os ativos naturais e asseguram segurança, eficácia e experiência sensorial de alto nível. Assim, conseguimos oferecer soluções que conectam ciência, natureza e sustentabilidade sem abrir mão da performance que o mercado exige”, afirma a farmacêutica Maria Eugenia Ayres.