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“Virar MEI não garante o sucesso de ninguém”, alerta Luis Cesar Bigonha sobre os desafios de empreender na podologia

Especialista alerta que o sucesso na podologia depende mais de gestão e estratégia do que apenas da técnica profissional.

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FigCaption Imagem: Divulgação Beauty Fair Co.
Por Redação em 19/09/2025 Atualizado: 28/11/2025 às 00:13
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Durante o Congresso de Podologia da Beauty Fair 2025, o especialista Luis Cesar Bigonha destacou que, embora abrir um CNPJ como MEI seja um passo atrativo, isso não garante o sucesso no empreendedorismo na podologia. Ele enfatizou que o êxito depende mais de uma gestão eficiente e visão estratégica do que apenas da habilidade técnica, apontando que 27% dos MEIs fecham no primeiro ano devido à falta de preparo na administração. Bigonha também alertou sobre os desafios de empreender sozinho, como a necessidade de acumular funções e lidar com a concorrência, e defendeu a importância de parcerias estratégicas para reduzir custos e aumentar a visibilidade, permitindo que os profissionais foquem na sua especialidade. Por fim, ele ressaltou que, apesar das dificuldades, o empreendedorismo na área pode ser transformador para aqueles que estão preparados e dispostos a enfrentar os desafios.
Resumo supervisionado por jornalista.

Empreender sempre foi um desejo de muitos profissionais da beleza e do bem-estar e, na podologia, não é diferente. Mas transformar habilidade técnica em um negócio de sucesso é um caminho que exige mais do que paixão pela profissão. Foi exatamente esse o recado do especialista Luis Cesar Bigonha, durante o Congresso de Podologia da Beauty Fair 2025, que trouxe reflexões e alertas valiosos para quem deseja trilhar essa jornada.

Segundo ele, abrir um CNPJ como MEI pode ser um passo atrativo pela baixa carga tributária, pela emissão de notas fiscais e pelos benefícios previdenciários. No entanto, o especialista foi enfático: “Virar MEI não garante o sucesso de ninguém. É só o primeiro degrau de uma escada longa, que exige preparo e visão estratégica”.

Os números ajudam a entender o cenário: 27% dos MEIs fecham no primeiro ano e 69% não resistem além de cinco anos. Para ele, o grande vilão não é a falta de talento, mas a ausência de preparo para a gestão. “Quando você abre um negócio, precisa estar pronto para cuidar de finanças, marketing, relacionamento com clientes e até das regras da Vigilância Sanitária”, reforçou.

O peso de empreender sozinho

Abrir uma clínica de podologia pode facilmente se transformar em um fardo quando o profissional precisa acumular funções de gestor, contador, estrategista e ainda cuidar do atendimento. “Quem empreende sozinho muitas vezes passa mais tempo cuidando de papéis do que de pés”, alertou Bigonha.

Entre os principais obstáculos estão a dificuldade de fidelizar clientes, a guerra de preços com a concorrência e os custos elevados para manter uma estrutura adequada. Some-se a isso a sensação de isolamento, comum a quem inicia sem rede de apoio.

A importância de parcerias

Para tornar o caminho mais sustentável, Luis defende a construção de alianças estratégicas. Trabalhar dentro de um salão estruturado, se associar a clínicas de estética ou dividir espaço com outros profissionais pode reduzir custos e aumentar a visibilidade. “Empreender exige mais do que habilidade técnica. É na parceria que o processo fica mais fácil e sustentável”, destacou.

A ideia de “empreender dentro do empreendimento” ganhou força em sua fala: usar a estrutura de negócios já consolidados permite que o podólogo foque no que sabe fazer melhor, cuidar da saúde e bem-estar dos pés, sem se perder nas burocracias.

Crescimento sustentável e propósito

Apesar das dificuldades, o profissional garante que empreender na podologia pode ser transformador para quem encara o processo com resiliência e planejamento. “Hoje, empreender é mais difícil do que nunca, mas é justamente esse processo que vai fazer você crescer. A questão é: você está preparado para isso?”, provocou.

Empreender na podologia exige coragem, preparo e visão de futuro. Mais do que dominar a técnica, é preciso desenvolver a capacidade de transformar talento em negócio sustentável, construindo parcerias e enxergando a profissão como uma oportunidade de mercado sólida e estratégica.