Fórum Beauty Fair do Varejo de Beleza reuniu mil lojistas convidados em São Paulo, no Expo Center Norte, no dia 4 de setembro, para debater como dados, canais, tendências e comportamento do consumidor se cruzam na gestão de lojas multimarcas, com destaques para o desempenho das perfumarias, a transformação dos canais de venda e a influência de tendências globais como o K-Beauty; a programação enfatizou a leitura integrada de indicadores, a evolução da jornada de compra pelos diversos canais e a necessidade de conectar informações para decisões de sortimento, preços e oportunidades, ressaltando que a gestão moderna do varejo de beleza depende de entender como dados, comportamento, canais e tendências se influenciam mutuamente.
Resumo supervisionado por jornalista.O varejo de beleza já não cabe mais dentro das quatro paredes da loja, nem pode ser compreendido apenas olhando para o próprio negócio ou para o concorrente ao lado. Consumidor, canais, dados, tendências, tecnologia e contexto de mercado passaram a se influenciar mutuamente, criando uma operação em que uma decisão sobre sortimento pode estar relacionada ao que viralizou no digital, ao desempenho de uma categoria, a uma mudança no comportamento de compra ou a uma tendência que acaba de chegar de outro mercado. Para o lojista multimarca, isso significa conectar cada vez mais informações para decidir o que oferecer, em qual canal, para quem e em que momento.
É nesse cenário que acontece o Fórum Beauty Fair do Varejo de Beleza, em 4 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo mil profissionais das principais redes de beleza do Brasil. Exclusivo para lojistas convidados, o encontro coloca em discussão dados sobre o desempenho das perfumarias, transformação dos canais de venda e tendências globais capazes de influenciar o comportamento do consumidor e o sortimento.
A relevância do Fórum está justamente na convergência desses temas. Em vez de tratar vendas, canais, comportamento e tendências como assuntos isolados, a programação propõe olhar para como esses movimentos se cruzam na prática e afetam decisões que fazem parte da rotina do varejo –
da leitura dos indicadores ao planejamento do mix, da escolha dos canais à identificação de oportunidades em novas categorias e conceitos de beleza. Em um mercado no qual a jornada de compra se tornou mais fragmentada e as referências chegam cada vez mais rapidamente ao consumidor, essa capacidade de conectar os pontos passa a ser uma competência importante para a gestão.
Dados para entender o que está acontecendo no canal
A leitura dos dados ganha espaço na programação com Thomaz Machado, CEO da Scanntech Brasil, que apresenta o Radar da Perfumaria. A palestra leva ao encontro informações atualizadas sobre os principais movimentos de vendas das perfumarias no país.

Mais do que acompanhar indicadores isolados, a análise de dados se torna uma ferramenta para compreender mudanças de comportamento e apoiar decisões sobre categorias, preços, mix e oportunidades. Em um mercado no qual diferentes fatores podem alterar rapidamente a performance de uma loja, olhar para os números ajuda o varejista a separar movimentos pontuais de mudanças que podem exigir uma resposta mais estrutural.
Jornada de compra se espalha pelos canais
A transformação da jornada do consumidor é outra variável que vem tornando as decisões do varejo mais interdependentes. A compra pode começar em uma rede social, passar por uma pesquisa online, continuar em uma loja física e terminar em outro ambiente digital.
É essa dinâmica que Alice Caetano, fundadora da Inside Beauty, aborda na palestra “Canais de venda em beleza: o que o consumidor brasileiro quer e como inovar”. A apresentação parte de loja física, e-commerce e live commerce para discutir o que está influenciando a escolha do consumidor brasileiro em cada canal e quais possibilidades de inovação já podem ser incorporadas pelo varejo.

O avanço de novas formas de interação digital torna essa discussão ainda mais concreta. Segundo a McKinsey, 19% dos consumidores brasileiros entrevistados em sua pesquisa global de beleza de 2025 disseram ter participado de uma live de compras no ano anterior. Para o varejo multimarca, portanto, a questão não é apenas estar presente em mais canais, mas entender qual papel cada um desempenha na jornada e como eles podem se complementar.
Tendência global vira decisão de sortimento
A velocidade com que novos conceitos chegam ao mercado acrescenta outra variável à gestão da loja. O K-Beauty é um dos exemplos mais evidentes: sua influência não se limita aos produtos coreanos, mas envolve uma lógica de inovação, desenvolvimento acelerado, ingredientes, comunicação digital e construção de marcas a partir das expectativas do consumidor.
John Byun, diretor da MTEX, empresa especializada na distribuição de marcas de K-Beauty, leva essa discussão ao Fórum com a palestra “K-Beauty: os 30 anos que mudaram o consumo global e os 10 anos que vão mudar a sua prateleira”. A apresentação revisita a trajetória do K-Beauty e projeta os próximos dez anos da indústria, com temas como personalização, beleza funcional, biotecnologia, inteligência artificial, sustentabilidade e oportunidades em mercados emergentes como Brasil e América Latina.

Gestão atual exige conectar os pontos
Embora abordem perspectivas diferentes, os três temas do Fórum apontam para uma mesma mudança na gestão do varejo de beleza: as decisões sobre o negócio estão cada vez menos isoladas umas das outras.
Dados ajudam a interpretar o desempenho; comportamento indica o que o consumidor busca; canais mostram onde e como ele se relaciona com as marcas; e tendências sinalizam o que pode ganhar espaço no futuro. Para a loja multimarca, conectar essas informações pode ser tão importante quanto acompanhar cada uma delas individualmente.
