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Europa proíbe químico usado em esmaltes em gel; quais os próximos passos para aos salões brasileiros

A restrição europeia ao TPO reacende debate sobre segurança química em cosméticos e pode pressionar salões e fabricantes no Brasil a repensarem suas formulações.

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FigCaption Imagem: Acervo
Por Redação em 01/10/2025 Atualizado: 28/11/2025 às 00:13
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A proibição do óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO) na Europa, devido à sua classificação como tóxico para a reprodução, reacende a discussão sobre a segurança química em cosméticos e pode impactar o mercado brasileiro de esmaltes em gel, que cresce em popularidade. Embora a medida não impeça o uso de esmaltes em gel, os fabricantes precisarão reformular suas linhas para substituir o TPO por alternativas aprovadas, e essa mudança pode influenciar marcas brasileiras que seguem normas internacionais. Nos salões, a pressão por transparência sobre os ingredientes utilizados deve aumentar, levando profissionais a esclarecer sobre a composição dos produtos aplicados, enquanto a Anvisa ainda não se manifestou sobre o assunto.
Resumo supervisionado por jornalista.

Em setembro, a Comissão Europeia anunciou a proibição do uso do óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO), um fotoiniciador presente em muitos esmaltes em gel. O composto foi classificado como tóxico para a reprodução e, por isso, não poderá mais ser utilizado em produtos de beleza na União Europeia.

Apesar da repercussão, a medida não representa uma proibição do esmalte em gel em si, mas apenas dos produtos que contenham TPO. A decisão reforça a política preventiva da Europa em relação a substâncias químicas suspeitas de riscos à saúde, ainda que os efeitos tenham sido comprovados apenas em estudos com animais.

O que muda no mercado europeu

O TPO é usado para ajudar o esmalte em gel a secar sob a luz ultravioleta, garantindo a fixação e a resistência que tornaram esse tipo de produto popular entre consumidores e profissionais de beleza. Com a restrição, as marcas precisarão reformular suas linhas, substituindo o TPO por outros fotoiniciadores aprovados.

Fabricantes europeus já estão se movimentando para adaptar suas fórmulas. Produtos em estoque que contenham o composto devem ser retirados do mercado, e novas formulações precisam atender às normas atualizadas. O Reino Unido deve adotar regras semelhantes a partir de 2026.

E no Brasil?

Embora a restrição seja europeia, a decisão tende a influenciar o mercado brasileiro. Muitas marcas nacionais importam insumos da Europa ou seguem referências regulatórias internacionais para validar seus produtos. Além disso, o Brasil é um dos maiores mercados de esmaltes do mundo e a demanda por esmaltes em gel cresce entre consumidores que buscam durabilidade e acabamento profissional.

Nos salões, a tendência é de maior atenção às formulações usadas. Como o consumidor geralmente não tem acesso direto à lista de ingredientes, caberá aos profissionais esclarecer quais produtos estão sendo aplicados. A pressão por mais transparência pode se intensificar, e alguns salões podem adotar como diferencial o uso de esmaltes livres de TPO.

Alternativas já no radar

Especialistas lembram que já existem fotoiniciadores alternativos ao TPO, e várias marcas vinham testando reformulações mesmo antes da proibição. Outra opção segue sendo o esmalte tradicional, que possui um histórico de segurança de quase um século, ainda que não ofereça a mesma durabilidade do gel.

Impacto global

Enquanto a União Europeia adota uma postura proativa ao restringir ingredientes suspeitos, países como os Estados Unidos ainda não avançaram na proibição, o FDA, órgão regulador local, não sinalizou mudanças nesse sentido. Mesmo assim, fabricantes globais podem optar por eliminar o TPO de seus portfólios para garantir a uniformidade de suas linhas em diferentes mercados.No Brasil, a Anvisa ainda não se manifestou sobre o tema, mas é provável que a discussão ganhe espaço no setor, especialmente entre fabricantes e distribuidores que atendem o mercado profissional. Para os salões de beleza, o movimento europeu serve como alerta: em breve, clientes poderão começar a perguntar se os esmaltes usados estão alinhados às novas exigências internacionais.