O Mata Lab inaugura uma nova fase ao integrar beleza, acessórios e óculos em um espaço que privilegia a exploração estética e a descoberta de marcas autorais, posicionando-se como destino premium dentro da Cidade Matarazzo, em São Paulo, onde a curadoria assume protagonismo e marcas como Guerlain já consolidam o centro como referência de consumo sensorial de alto valor agregado; a experiência é deliberadamente menos tradicional e mais fluida, com ambientes que estimulam teste, permanência e uma jornada de compra ligada à narrativa, ao propósito e à biodiversidade brasileira, enfatizando a construção de vínculo emocional e repertório cultural em vez de simples transação.
Resumo supervisionado por jornalista.O varejo de beleza atravessa uma fase em que preço, sortimento e lançamento já não são suficientes para garantir diferenciação. Marcas passaram a valorizar ambientes capazes de estimular repertório, experimentação e conexão estética. É justamente nesse território que o Mata Lab começa a chamar atenção do mercado.
Parte do ecossistema Mata São Paulo, localizado dentro da Cidade Matarazzo, complexo de luxo instalado no bairro da Bela Vista, em São Paulo, o espaço integra um ambiente que reúne hotelaria, gastronomia, arte, moda, cultura e design em meio a construções históricas restauradas e áreas preservadas de Mata Atlântica. O projeto transformou o antigo Hospital Matarazzo em um dos principais polos de consumo premium de São Paulo.
É nesse contexto que o Mata Lab inaugura sua nova fase ao ampliar sua atuação para beleza, acessórios e óculos de sol. O espaço reúne mais de 80 marcas em uma proposta voltada à descoberta de novos criadores e marcas autorais.
Jornada de compra que valoriza a exploração e permanência na loja
A lógica do Mata Lab se distancia do varejo tradicional: os produtos não aparecem organizados apenas por categoria ou necessidade de compra, mas inseridos de forma fluida na experiência do ambiente. Beleza, design e moda convivem naturalmente, criando uma jornada mais ligada à exploração do que à compra acelerada.
O formato conversa com um público interessado em marcas autorais, design, novidades e experiências presenciais mais cuidadas. Ao mesmo tempo, aproveita o fluxo de consumidores que já frequentam a Cidade Matarazzo em busca de gastronomia, arte e entretenimento.
Recentemente, o espaço também passou a ganhar atenção internacional ao receber a primeira boutique da Guerlain na América Latina. A escolha da marca francesa pelo Mata Lab reforça o posicionamento do espaço como destino ligado à beleza, experiência e consumo de alto valor agregado, reforçando como grandes marcas internacionais passam a enxergar o Brasil como mercado estratégico para expansão física no setor de beleza.

Varejo de beleza mais sensorial e menos tradicional
A entrada mais forte da beleza no Mata Lab ajuda a revelar uma mudança importante no comportamento do consumidor. Skincare, maquiagem, perfumaria e autocuidado aparecem integrados em uma proposta mais próxima da experimentação do que da lógica tradicional de perfumaria.
Entre as marcas presentes estão nomes como Care Natural Beauty, Shin Care, Bond Rio, Leoni Beauty, Lalume Beauty, Leoni Beauty Mellow Body, e Glas, além de projetos ligados à biodiversidade brasileira e ao autocuidado contemporâneo.
O espaço evita a sensação de “prateleira cheia” típica do varejo tradicional e aposta em exposição mais limpa, pausas visuais, áreas abertas para teste e circulação mais intuitiva. A experiência de compra acontece de forma mais desacelerada, permitindo que o consumidor explore marcas e produtos antes mesmo da decisão de compra. Nesse modelo, os produtos passam a integrar a própria ambientação da loja.
O projeto também estimula uma relação mais tátil com os produtos. A experimentação fica disponível para o público sentir e explorar os itens de forma livre, incentivando uma permanência maior dentro do ambiente.
Esse talvez seja um dos principais aprendizados para o varejo de beleza: o consumidor atual não quer apenas encontrar produtos, mas acessar experiências que gerem identificação e pertencimento.
“Percebemos um consumidor muito mais interessado em profundidade do que apenas em novidade. Hoje existe uma busca clara por marcas com propósito, fórmulas mais conscientes, processos transparentes e uma relação mais emocional com o universo da beleza. Ao mesmo tempo, o público está cada vez mais aberto à descoberta, disposto a experimentar produtos, texturas e diferentes universos de forma mais sensorial e imersiva, e isso também reforça a retomada da valorização da experiência no varejo”, reforça Ana Carolina Friedmann, diretora executiva da Mata Lab.
Beleza surge como extensão natural da experiência
A expansão para o território da beleza também ajuda a explicar uma mudança importante no consumo presencial. Diante do excesso de oferta online e do acesso facilitado a praticamente qualquer produto, o espaço físico passa a ganhar relevância quando consegue oferecer algo que o digital não entrega com facilidade, como experimentação e maior permanência. “Depois de um período de forte aceleração digital no mercado como um todo, existe novamente o desejo por experiências presenciais mais ricas”, afirma Ana Carolina Friedmann.
A Mata Lab trabalha produtos que estimulam teste, textura e interação presencial, aumentando o tempo de permanência no ambiente e fortalecendo a construção de vínculo emocional com as marcas. A própria dinâmica do espaço favorece esse comportamento. Em vez de uma jornada acelerada e funcional de compra, o ambiente estimula circulação, observação e descoberta espontânea entre categorias diferentes. Beleza, acessórios, design e moda passam a funcionar de forma integrada dentro da experiência de consumo.
“A proposta da Mata Lab não é apenas reunir diferentes produtos de beleza em um mesmo ambiente, mas criar uma plataforma de curadoria e descoberta, onde o consumidor possa conhecer novas marcas, explorar propostas inovadoras e ampliar seu repertório sobre beleza, wellness e autocuidado com o que há de mais interessante no mercado”, aponta Ana Carolina Friedmann.
Esse movimento também ajuda a explicar por que o varejo premium vem ampliando investimentos em experiências presenciais mais imersivas. Em vez de competir apenas por preço ou volume, espaços como o Mata Lab passam a disputar atenção através de repertório, curadoria e conexão emocional com o consumidor.

Curadoria passa a funcionar como posicionamento
O Mata Lab também reforça um movimento cada vez mais forte no varejo premium, no qual a curadoria deixa de ser apenas seleção de produtos e passa a funcionar como parte do posicionamento da loja. “Mais do que ampliar categorias ou marcas presentes, essa nova fase reforça um olhar muito específico sobre o consumo contemporâneo de beleza e autocuidado, priorizando uma seleção de marcas que compartilham valores ligados à inovação, propósito, sustentabilidade, criatividade e produção consciente”, afirma Ana Carolina Friedmann.
Ao invés de trabalhar profundidade de estoque ou excesso de marcas, o espaço aposta em seleção mais enxuta e altamente conectada a uma narrativa estética e cultural. A lógica se aproxima mais da edição de conteúdo do que da operação tradicional multimarca. Grande parte das marcas presentes carrega forte componente autoral, design proprietário e ingredientes ligados à biodiversidade brasileira.
“A curadoria é o grande diferencial do projeto: cada marca presente foi selecionada de maneira muito criteriosa, considerando inovação, propósito, qualidade, narrativa e relevância cultural, sempre buscando fortalecer marcas brasileiras, que compõem a maioria da nossa seleção”, explica Ana Carolina Friedmann, diretora executiva da Mata Lab. Nesse modelo, marcas menores ou ainda pouco conhecidas conseguem ganhar relevância porque o consumidor passa a confiar na curadoria como filtro de qualidade e tendência.
Luxo contemporâneo passa pela experiência
A nova fase do Mata Lab ajuda a ilustrar uma transformação mais ampla no mercado de luxo e beleza. O valor deixa de estar apenas no produto e passa a ser construído na experiência e na forma como o consumidor se relaciona com aquele universo. O próprio projeto arquitetônico reforça essa lógica. O espaço foi desenvolvido pelo estúdio francês Malherbe Paris, conhecido por projetos para marcas como Dior e Givenchy, e aposta em materiais naturais, iluminação e integração entre arte, natureza e design.
Dentro da Cidade Matarazzo, essa experiência ganha ainda mais força ao se conectar com um ambiente que mistura arquitetura histórica restaurada, hospitalidade de luxo, arte contemporânea, gastronomia e natureza em plena região central de São Paulo. O complexo abriga o hotel Rosewood São Paulo, espaços culturais, restaurantes, lojas e experiências ligadas a bem-estar e consumo premium, criando um fluxo de consumidores predispostos à descoberta e à permanência.
O que as perfumarias podem aprender com o Mata Lab
Apesar de operar em uma realidade muito diferente da maioria das perfumarias brasileiras, o Mata Lab traz aprendizados relevantes para o setor: “Um dos principais é que o consumidor atual valoriza cada vez mais curadoria e contexto”, pontua Ana Carolina Freidmann. Isso mostra que experiência não significa necessariamente tecnologia ou grandes investimentos cenográficos. Muitas vezes, a diferença aparece em escolhas mais simples, como reduzir excesso de comunicação visual, criar espaços de experimentação, trabalhar melhor a exposição dos produtos e construir uma curadoria mais coerente.
Outro aprendizado interessante está na forma como beleza aparece conectada a identidade, comportamento e repertório cultural. O consumidor não busca apenas um hidratante, um perfume ou um sérum, mas marcas com as quais consiga criar conexão e identificação. “É importante entender o espaço físico como um lugar de descoberta, repertório e conexão, e não apenas de transação. Acreditamos que existe uma oportunidade muito rica de evoluir o varejo de beleza para formatos mais autorais e experienciais, em que o consumidor possa construir relações mais profundas com as marcas e compreender o universo criativo por trás de cada produto”, analisa Ana Carolina Friedmann.
O Mata Lab ajuda a mostrar que o futuro do varejo de beleza pode estar menos na lógica de volume e mais na capacidade de criar desejo, descoberta e permanência dentro da loja física. “Não se trata apenas de reunir diferentes marcas em um mesmo espaço, mas de criar uma plataforma capaz de ampliar acesso a novos criadores e propostas de consumo”, finaliza Ana Carolina Friedmann, diretora executiva da Mata Lab.
