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Apenas 10% dos executivos da beleza usam a tecnologia de forma consistente

Enquanto a maioria do setor ainda está em fase exploratória, especialistas apontam que a inteligência artificial deve moldar o futuro da beleza nos próximos anos

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Por Redação em 09/07/2025 Atualizado: 28/11/2025 às 00:13
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A adoção da inteligência artificial na indústria da beleza ainda é incipiente, com apenas 10% dos executivos utilizando a tecnologia de forma consistente, segundo o relatório State of Beauty 2025 da McKinsey. Enquanto algumas marcas, como Estée Lauder e L’Oréal, já implementam soluções de IA para personalização e desenvolvimento de produtos, a maioria das empresas permanece em fase exploratória, enfrentando desafios como a falta de talentos especializados, infraestrutura tecnológica defasada e uma cultura de negócios tradicional. Apesar das dificuldades, a integração da IA é vista como um diferencial competitivo crucial para o futuro do setor, prometendo maior agilidade e inovação nas operações.
Resumo supervisionado por jornalista.

Ela já sugere tons de base, analisa o humor da cliente, especifica grupos de públicos para o marketing e antecipa tendências de consumo, tudo em segundos. A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se tornar presença real (e cada vez mais estratégica) no mercado da beleza. É fato que essa transformação já começou, mas a verdade é que, nesse setor, ela ainda engatinha.

Apesar do hype em torno da tecnologia, poucos estão realmente preparados para ir além da superfície. De acordo com o relatório State of Beauty 2025, da McKinsey, apenas 10% dos executivos do setor usam IA de forma consistente. A maioria – cerca de 60% – ainda está testando, explorando, tentando entender por onde começar.

O resultado é um cenário fragmentado, onde algumas marcas já apostam em espelhos inteligentes, personalização via IA e análise de comportamento em tempo real, enquanto outras ainda buscam caminhos possíveis para aplicar tudo isso de forma estratégica e, principalmente, viável.

Da teoria à prática: onde a IA já está presente

Entre os que lideram essa transformação, a IA tem sido usada em diversas frentes: desenvolvimento de produtos, previsão de tendências, marketing personalizado e otimização da cadeia de suprimentos. Marcas como Estée Lauder, L’Oréal e Shiseido são exemplos de empresas que já implementam ferramentas avançadas para analisar preferências do público, criar campanhas automatizadas e até desenvolver fórmulas com base em bancos de dados de ingredientes e eficácia.

No Brasil, ainda são raras as iniciativas em larga escala, mas o movimento de digitalização começa a se acelerar, especialmente entre startups de beleza e grandes redes varejistas que buscam ganhar competitividade com dados e automação.

Por que a IA ainda não decolou na indústria da beleza?

Apesar do discurso otimista em torno da transformação digital, a adoção da inteligência artificial na indústria da beleza ainda é pontual e desigual. Segundo a McKinsey, três obstáculos principais ajudam a explicar esse atraso: barreiras técnicas, lacunas culturais e desalinhamento estratégico. Mas o buraco é um pouco mais embaixo.

1- Falta de talentos especializados: muitas empresas ainda não contam com profissionais capacitados em IA e ciência de dados, o que limita a implantação de soluções robustas.

2- Infraestrutura tecnológica defasada: especialmente em mercados emergentes, a digitalização de processos básicos ainda é um desafio.

3- Cultura de negócios tradicional: a beleza é um setor historicamente impulsionado por estética e sensibilidade humana, o que gera resistência na adoção de abordagens baseadas em algoritmos.

Além disso, o estudo aponta que muitas empresas ainda estão testando a tecnologia de forma pontual, seja em pilotos internos ou em parcerias com plataformas, o que contribui para o alto percentual de executivos que se declaram em fase exploratória.

IA como diferencial competitivo

Apesar das dificuldades, a McKinsey reforça que a IA será um fator crítico de diferenciação competitiva nos próximos anos. Marcas que conseguirem integrar a tecnologia em suas operações terão mais agilidade para se adaptar às mudanças de comportamento do consumidor, reduzir custos operacionais e inovar com mais velocidade.

No setor de varejo, por exemplo, a IA já tem sido usada para prever rupturas de estoque, mapear fluxos em loja e criar recomendações de compra personalizadas. Em salões e clínicas, ferramentas de IA generativa podem apoiar na produção de conteúdo para redes sociais, diagnósticos de pele, organização de tarefas e até no relacionamento com o cliente.

O que o profissional da beleza precisa saber agora

Para os profissionais da beleza, do salão à indústria, entender o potencial da IA é essencial para se manter relevante em um mercado que se transforma rapidamente. A capacitação contínua, o uso de ferramentas acessíveis (como assistentes de texto, agendamentos inteligentes, editores de imagem com IA) e a curiosidade para testar novos formatos podem ser grandes aliados na construção de um diferencial competitivo.

Como resume o relatório, o momento é de transição: sair do discurso para a prática. E, embora ainda haja um longo caminho, os que começarem agora estarão mais bem posicionados para liderar a próxima fase da beleza.