Não só de jogos vivem os torcedores da Copa do Mundo. Durante o mundial, outras experiências também são consideradas importantes, como momentos de preparação e a vontade de comprar alguns itens. De fato, o evento faz parte da cultura brasileira e impacta diferentes pontos da rotina nacional. Apesar de grande parte dos pequenos negócios de beleza ainda terem certa dificuldade para vincular o campeonato ao aumento de venda, o brasileiro vai comprar e incluir, também, a beleza na Copa do Mundo.
Quem afirma isso é uma pesquisa promovida pelo Google em parceria com a Offerwise. Segundo o estudo, 71% dos participantes pretende se planejar para o campeonato e 66% têm a intenção de adquirir um produto ou serviço relacionado ao evento de futebol.
Beleza na Copa do Mundo: é hora de festa e consumo
As notícias são boas para o varejo. Dessa vez, as pessoas estão mais comprometidas com o evento em relação à última Copa. De acordo com o levantamento, 47% estão mais envolvidos do que há 4 anos. Além disso, 91% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos da seleção ao vivo e 86% dos entrevistados afirmaram que vão acompanhar, de fato, o campeonato.
É aí que entra o consumo. Com o clima de festa próprio do período, as reuniões de família e amigos aumentam, a vontade de comemorar é grande e a beleza na Copa do Mundo também vai fazer parte da rotina.
Para que o varejo do setor de beleza se prepare melhor para o momento, é fundamental conhecer os perfis de público que estarão dispostos a consumir no período.
Torcedores casuais
Os torcedores casuais são principalmente da Classe C, vão assistir aos jogos (74%), mas se envolvem somente nas semanas de competição. Isso significa que quanto mais o Brasil permanecer no campeonato, maiores as chances de compra.
O grupo deve gastar, em média, R$200 no período. Por isso, quando falamos de beleza na Copa do Mundo voltada a esse público, o ideal é reforçar as estratégias de venda nas vésperas dos jogos, no próprio dia e nos dias subsequentes.
Como estão mais interessados em produtos relacionados às reuniões e às festas, são clientes ideais para a área de beleza, sobretudo com itens como acessórios de cabelos, esmaltes nas cores do Brasil, além de delineadores e sombras também em verde e amarelo.
Torcedores entusiastas
Os entusiastas irão se envolver mais que o primeiro grupo. 86% devem assistir aos jogos e 67% já estavam envolvidos antes mesmo do evento iniciar. Pertencem principalmente à classe B e devem gastar entre R$200 e R$1000.
Apesar de estarem mais interessados em decoração, comidas e bebidas, o varejo de beleza na Copa do Mundo pode aproveitar a oportunidade para oferecer produtos de valor mais elevado, como perfumes e produtos-base de maquiagem, como primer, pó compacto e base.
Torcedores fanáticos
Os torcedores fanáticos fazem parte, majoritariamente, da classe A. 90% vão assistir aos jogos e 53% se envolveram antes mesmo de novembro em assuntos relativos ao mundial. O grupo está disposto a investir acima de R$500 e devem procurar principalmente eletrônicos.
Para eles, o campeonato é tão importante que o varejo de beleza na Copa do Mundo também pode aproveitar para vender produtos criados com exclusividade para o momento. Exemplo disso é a collab da Quem Disse Berenice com o Guaraná Antárctica, que contempla lápis e esmaltes nas cores brasileiras.
Copa coincide com o final do ano
Pela primeira vez, a competição não ocorre no mês de julho, o que levou às compras coincidirem com o consumo natural do final de ano e da Black Friday.
Segundo o Google, as compras para o mundial começam em novembro e os artigos de beleza estão entre os produtos que terão crescimento nesse intervalo. Sendo assim, o varejo de beleza na Copa do Mundo deve destacar itens sobretudo no aquecimento dos jogos, ou seja, o período imediatamente antes das partidas.
Como vender na Copa do Mundo da beleza?
Manter uma estratégia omnichannel será fundamental para alcançar bons resultados no período. Para o mercado de beleza, vender nas lojas físicas será mais importante durante os jogos. O online deve receber reforços nos períodos mais longos entre partidas.
Isso porque, de acordo com a pesquisa do Google,70% pretende comprar em uma lógica física ou local de atendimento, 59% irá comprar no site de uma marca, 43% deve consumir através de um app da loja, 33% em app de delivery, 14% via Whatsapp e 10% através de redes sociais.
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A ideia é equilibrar os canais que o consumidor mais procura com a capacidade operacional da marca de atender e entregar produtos. O importante é estar preparado para atrair a demanda e atender os torcedores da melhor forma, mesmo em mercados que, em um olhar mais apressado, pode parecer mais desconectado do campeonato, como a área de beleza na Copa do Mundo.

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