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Buddha Spa fecha 2025 com faturamento de R$ 210 mi; projeção para 2026 é crescer 40% e internacionalizar a marca

Cofundador e CEO da rede de spas urbanos, Gustavo Albanesi, diz que bons resultados passam pela abertura de 40 unidades e aquisição da rede Espaço Prana e da Pomander.

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FigCaption Imagem: Divulgação
Por Shâmia Salem em 29/11/2025 Atualizado: 01/12/2025 às 18:50
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O Buddha Spa, maior rede de spas urbanos da América Latina, projeta encerrar 2025 com um faturamento de R$ 210 milhões, um crescimento de mais de 40% em relação ao ano anterior, impulsionado pela abertura de 40 novas unidades e pela aquisição das redes Espaço Prana e Pomander. O CEO Gustavo Albanesi destaca que a estratégia inclui a expansão internacional para países como Chile e Argentina a partir de 2026. Com um ticket médio de R$ 210, a clientela é predominantemente das classes A e B, sendo 2/3 feminina. As massagens relaxantes são os serviços mais procurados, representando mais de 60% das vendas. A marca também investe em produtos de bem-estar, consolidando sua atuação no setor, que já movimenta US$ 111 bilhões no Brasil.
Resumo supervisionado por jornalista.

O IBGE acaba de anunciar que a expectativa de vida do brasileiro subiu para 76,6 anos. Esse dado ajuda a entender porque investir em longevidade, produtividade e qualidade de vida não é mais questão de modismo e, sim, uma mudança cultural. Para ter ideia, o chamado mercado de bem-estar movimentou US$ 5,6 trilhões e, entre 2020 e 2022, cresceu 12%, segundo o Global Wellness Institute. A projeção é que até 2027 esse montante chegue aos US$ 8,5 tri. 

No Brasil, o setor atingiu US$ 111 bilhões, colocando o país em 12º lugar no ranking mundial e em 1º quando se faz um recorte na América Latina. Vale destacar que, juntos, os segmentos de alimentação saudável e cuidados pessoais representam a maior parte desse total. Quem vem surfando nessa onda e fazendo grandes planos para o futuro próximo é o Buddha Spa, maior rede de spas urbanos da América Latina, como conta nesta entrevista exclusiva o cofundador e CEO da rede, Gustavo Albanesi.

Vocês classificaram que este ano houve uma “forte expansão” do Buddha pelo Brasil. Em números, o que isso significa?

Imagem: Divulgação

Terminaremos o ano de 2025 com um saldo muito positivo: o de crescer mais de 40% em relação a 2024. Para ter ideia, fechamos o ano passado com cerca de 110 unidades, e em 2025 estamos com 150. Também fizemos a aquisição de duas importantes empresas do setor: a rede Prana e a Pomander, que vieram somar e incrementar nossa atuação dentro do nosso segmento, ampliando nosso ecossistema. Também estamos organizando a abertura de spas fora do Brasil. 

Diante disso, como ficou o faturamento? 

A rede terá um faturamento de R$ 210 milhões em 2025; e projetamos para 2026 um crescimento de 40%. 

Você falou em expansão internacional. Quais os planos? 

Estamos estudando dois países: Chile e Argentina. E isso é um projeto já para 2026.

Qual a estratégia por trás da aquisição da rede Espaço Prana?

Ela nos permitiu acelerar e ocupar locais estratégicos com alto potencial de público, já que a Prana tinha cinco unidades localizadas nos shoppings Jardim Sul, Center Norte, Vila Olímpia, Parque da Cidade e Tamboré. O investimento total de R$7,5 milhões incluiu a compra e o custo de conversão para o padrão Buddha Spa. Vale destacar que esta é a sexta aquisição de spas realizada pelo Buddha ao longo de sua trajetória e ela marca mais um passo no fortalecimento do modelo de unidades híbridas. Nesse formato, a franqueadora participa como sócia com 51% do capital, enquanto os franqueados seguem como operadores com total autonomia de gestão. Com essas cinco unidades do Prana, passaremos a ter sete operações híbridas. Esse modelo permite que franqueados da rede cresçam com menos investimento e que a franqueadora participe diretamente dos resultados das operações.

E qual a intenção por trás da compra da Pomander?

Esse movimento reforça a estratégia de expansão e diversificação do Buddha, que agora integra uma marca referência em produtos de bem-estar, florais de Bach, óleos essenciais, home sprays e cosméticos naturais. O valor da operação foi de R$ 4,8 milhões em capital, além de uma participação societária: as fundadoras da Pomander, Márcia Rissato e Samanta Alves, passaram a deter 15% de participação no Buddha Lab, empresa do grupo dedicada ao desenvolvimento e comercialização de produtos. A Pomander nos traz um know-how técnico reconhecido e uma base de clientes altamente qualificada, que se alinha perfeitamente ao propósito do Buddha de promover saúde integral e equilíbrio emocional.

Quem frequenta o Buddha? E quanto esse cliente gasta, em média, a cada ida?

Hoje, o ticket médio das compras online gira em torno de R$ 270 e diretamente nas unidades, o valor é de R$ 210. Quanto ao público, ele é formado por pessoas das classes A e B, sendo 2/3 feminino e 1/3 masculino. A faixa etária transita entre 30 a 40 anos, porém, temos percebido um crescimento de clientes mais jovens e também mais velhos.

Quais os serviços mais buscados?

As massagens relaxantes são, em disparado, as mais procuradas, já que representam mais de 60% das vendas no nosso e-commerce – em números exatos, 38% delas correspondem a Relaxante Corporal e 25% a Relaxante Buddha Spa. Na sequência temos o shiatsu, que corresponde a 6% das vendas; a reflexologia, com 5%; e a Brazilian Massage e a Ayurvédica, com 3% cada uma. 

O portfólio do Buddha também conta com produtos variados, indo de bule a chinelos, passando por óleos essenciais e chás. Quanto eles representam nos negócios? Há planos para investir em cosméticos?

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Temos uma gama grande de produtos com funções terapêuticas, que ajudam os clientes a levarem um pouco da terapia recebida no Buddha para suas casas. São chás, louças para chá, óleos essenciais, difusores, sabonete líquido, chinelo, travesseiro de descanso, florais de Bach e incensos, entre outros. Recentemente, fortalecemos essa frente com a aquisição da marca Pomander, especializada em aromaterapia e florias de Bach. Hoje, os 10  produtos mais vendidos são o kit Óleos Essenciais, o refil difusor terapêutico, o travesseiro de olhos, o chá indiano, o Óleo Sono, o Óleo Calma, o Chá Relax, o kit Bem-estar, home spray e difusor Buddha.

Existe a percepção (e preocupação) de que o consumidor confunda os serviços do spa urbano com o da clínica de estética? 

Hoje o cliente não se confunde mais, porque entendeu que aqui no Buddha eles encontram uma experiência sensorial, além do despertar dos cinco sentidos, algo que não acontece nas clínicas de estética. 

Construir oportunidades no mercado do bem-estar também passa por entender onde estão as falhas e públicos não atendidos. O que vocês estão fazendo nesse sentido?

O setor de bem-estar está em um processo de maturação contínuo, e o Buddha Spa também. Nossa rede vem conquistando mensalmente novos clientes. Para ter ideia, hoje, 70% dos clientes que entram em uma unidade, estão vindo pela primeira vez, o que nos mostra que temos um grande potencial de crescimento, inclusive para chegar a regiões que não possuem spa urbano. E, como em todo negócio, quando existe uma falha corrigimos imediatamente, por isso é que nossos terapeutas são treinados e reciclados constantemente no Buddha Spa College e nossas técnicas, apresentação e ritual são padronizados e com alto grau de excelência.