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e-commerce de beleza

E-commerce cresce 6 vezes mais rápido que lojas físicas e força revisão estratégica do varejo de beleza

Relatório da NielsenIQ aponta mudança estrutural no consumo e reforça a urgência de integração entre canais para capturar crescimento

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Por Redação em 02/04/2026 Atualizado: 02/04/2026 às 10:00
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O e-commerce no setor de beleza cresce seis vezes mais rápido que as vendas em lojas físicas, segundo o relatório State of Beauty 2026 da NielsenIQ, que destaca a urgência de integração entre canais de venda. O estudo aponta que a conveniência, como entregas rápidas e serviços associados, é uma prioridade para 52% dos consumidores, que também valorizam produtos fabricados localmente. Além disso, a jornada de compra é cada vez mais híbrida, com influência significativa de conteúdo digital e creators nas decisões de compra. Para capturar o crescimento no setor, as marcas precisam repensar a experiência do consumidor, conectando conteúdo e conveniência em um modelo fluido que combine o físico e o digital.
Resumo supervisionado por jornalista.

O e-commerce está crescendo 6 vezes mais rápido do que as vendas em lojas físicas, remodelando as estratégias das marcas nos outros canais. No setor de beleza, esse movimento ganha ainda mais força. É o que aponta o relatório State of Beauty 2026, da NielsenIQ, baseado em dados de pontos de venda no varejo em 9 categorias e 52 mercados, complementados por painéis de consumo e métodos de coleta de dados sobre o comportamento de compra de produtos de beleza em todo o mundo.

O estudo consolida uma mudança no consumo de beleza: a decisão de compra está cada vez mais orientada por conveniência, influência digital e fluidez entre canais. Confira alguns dos principais achados da NielsenIQ:

  • E-commerce cresce 6x mais rápido

O digital não apenas cresce mais rápido, como passa a concentrar o avanço do setor. O relatório mostra que o e-commerce é hoje o principal motor de expansão em diversas categorias de beleza.

Já o físico deixa de ser apenas ponto de venda e passa a atuar como espaço de experimentação, descoberta e construção de marca.

  • 52% dos consumidores pagam mais pela conveniência

A disposição do consumidor em pagar mais por conveniência aparece como um dos sinais mais claros de mudança no comportamento de consumo.

Entregas rápidas, reposição automática, kits prontos, curadoria e até serviços associados ao produto ganham relevância. A conveniência passa a ser expectativa, especialmente em categorias de uso recorrente.

  • A jornada de compra é híbrida por definição

O consumidor de beleza não compra mais em um único canal. Ele transita entre digital e físico ao longo da jornada, influenciado por diferentes pontos de contato.

O relatório reforça que a distinção entre canais está cada vez menos relevante para o consumidor. 

  • Conteúdo e creators influenciam diretamente a venda

O conteúdo digital está cada vez mais relevante na decisão de compra. Tutoriais, reviews e recomendações de creators atuam como extensão do ponto de venda. Isso encurta o funil: o consumidor descobre, valida e compra no mesmo fluxo, muitas vezes sem sair do ambiente digital.

  • 49% pagam mais por produtos fabricados localmente

Segundo o relatório da NielsenI, quase metade dos consumidores afirma estar disposta a pagar mais por produtos produzidos localmente, refletindo uma busca crescente por autenticidade, transparência e confiança.

Marcas com narrativa de origem, produção local ou conexão com ingredientes regionais ganham vantagem competitiva, especialmente em um contexto onde o consumidor valoriza rastreabilidade e identidade. 

  • 63% priorizam o bem-estar mental

Esse dado amplia o território do setor. Produtos, serviços e experiências passam a ser avaliados também pelo impacto emocional, seja na rotina, na autoestima ou no momento de uso. Para o varejo de beleza, isso significa repensar desde o sortimento até a experiência em loja, incorporando uma abordagem mais sensorial, acolhedora e conectada ao autocuidado.

Inspirações para o varejo

O relatório da NielsenIQ aponta que o crescimento do setor está diretamente ligado à capacidade de integrar canais e reduzir fricções na jornada. O físico não perde relevância, mas muda de papel. 

Para o varejo de beleza, o desafio é conectar experiência, conteúdo e conveniência em um modelo fluido. Quem conseguir fazer isso tende a capturar crescimento em um cenário onde o consumidor já não separa mais online e offline.

As vendas globais de produtos de beleza cresceram 10% em relação ao ano anterior, impulsionadas por uma forte aceleração digital, um dado que reforça o papel do online não apenas como canal, mas como motor direto de expansão do setor.