Mercado

Oferecido por

Rodada de Negócios

Compradores internacionais de olho nos cosméticos brasileiros

Marcas brasileiras tem alto desempenho no mercado externo e geram negócios na Beauty Fair 2022.

2 minutos de leitura

FigCaption
Por Ligia Favoretto em 27/09/2022 Atualizado: 28/11/2025 às 00:14

Os compradores internacionais interessados em cosméticos brasileiros, encontraram na Beauty Fair 2022 um espaço exclusivo das marcas exportadoras com horários agendados para rodadas de negócios.

Os números não mentem. Foram realizadas 230 reuniões de negócios com o envolvimento de 70 empresas.

“Especialmente esse ano, notou-se um aumento de procura por esse tipo de ação por parte das indústrias. Sinal de que os negócios internacionais estão acelerando novamente”, celebra Patrizia Battaglia, gerente de novos negócios da Beauty Fair.

Apesar dos bons números, a Beauty Fair já mira o aumento da presença desse profissional na feira nos próximos anos, inclusive de formar novos, mesmo que eles ainda não sejam atuantes no mercado internacional.

Combinação perfeita entre indústria e Compradores internacionais

Para atrair um grupo qualificado de compradores internacionais, a Beauty Fair sabe que a indústria que participa deve estar extremamente qualificada. Prioriza-se empresas estabelecidas e que já façam importação, sem esquecer do amplo portfólio para resultar em uma grande quantidade de reuniões.

Para o match perfeito, o ideal é que 70% desses compradores internacionais tenham interesse nas segmentações de mercado que essa indústria atua.

“Este ano, trouxemos compradores do Paraguai, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá e os convidados do Iraque. Apesar do foco ser América Latina, queremos começar a atrair países spots”, explica Rodrigo Pinho, consultor da Beauty Fair.

Dinâmica entre empresas e compradores

A Rodada de Negócios Internacionais funciona com reuniões de 15 a 20 minutos onde a indústria apresenta suas linhas de produtos e conhecem as contrapartidas dos compradores.

Apenas 15% das empresas participantes das rodadas não eram exportadoras, mas por terem uma linha bem estabelecida, com processo industrial consagrado, a Beauty Fair permitiu que eles fizessem o primeiro contato, disponibilizando inclusive tradutores.

O diretor geral da Beauty Fair, Cesar Tsukuda, antecipa que, para 2023, a Beauty Fair levará o projeto de exportação para a BeautyWorld Middle East Dubai. “Sem dúvida nenhuma a internacionalização das marcas brasileiras é uma das nossas prioridades, pois temos a certeza que há um grande potencial das marcas brasileiras pelo mundo.”

Palavra da indústria

A empresa Salvatore foi uma das participantes das rodadas de negócios e ressalta que o projeto é muito relevante, pois possibilita fazer contatos que não seriam fáceis de encontrar se não estivessem concentrados ali.

A analista de negócios internacionais da Salvatore, Tania Caldeiron, comentou que foi possível desenvolver boas conversas e acredita que logo fecharão novos negócios. “Os compradores estão interessados em qualidade e preço. Então, tentamos mostrar nosso diferencial para que possamos nos destacar”.

Para a Prohall, a Beauty Fair é de grande importância. Por ser tratar de uma feira internacional, traz visibilidade e permite captar contatos relevantes para a marca.

O diretor comercial da empresa, Guilherme Ascencio, revelou que a expectativa do projeto Rodada de Negócios Internacionais os surpreendeu. “As negociações com os contatos obtidos por meio desse projeto tiveram sequência com sucesso após feira. O produto de grande interesse internacional foi o realinhamento capilar, que aqui no Brasil já é um sucesso de vendas.”

Ele disse ainda que a feira é de grande excelência para expandir negócios nacionais e internacionais, realmente um networking.

A gerente de exportação da Richee, Aline Ardel, lembra que a feira é de fundamental importância para posicionamento de marca. Entre os desafios enfrentados com a exportação ela destacou o despreparo da concorrência e o alto interesse por produtos para alisamento capilar.