Logo: Negócios de Beleza Logo: Negócios de Beleza
Notícias & Tendências Operação & Estratégia E-commerce & Marketplace Marketing & Vendas Lançamentos Especiais
Menu Fechar menu
Logo: Negócios de Beleza Logo: Negócios de Beleza
Notícias & Tendências Operação & Estratégia E-commerce & Marketplace Marketing & Vendas Lançamentos Especiais
Buscar
Fechar menu
fechar
Ícone de busca
Digite sua busca
Buscando...
Nenhum resultado encontrado.
Uma mulher com a pele brilhante e suave, com uma grade digital sobreposta à bochecha, está sentada em meio a elegantes frascos de produtos para a pele, personificando “o futuro da beleza” sob uma iluminação quente e dramática.
Home > Notícias & Tendências > O futuro da beleza não está apenas nos cosméticos

8 minutos de leitura

O futuro da beleza não está apenas nos cosméticos

A convergência entre beleza, saúde, bem-estar, longevidade e hospitalidade amplia o território da beleza e cria novos desafios e oportunidades para fabricantes, distribuidores, varejistas e seus modelos de negócios

8 minutos de leitura

X Whatsapp Linkedin Facebook
FigCaption Imagem gerada por IA
Por Redação em 09/07/2026 Atualizado: 09/07/2026 às 09:00
Com pouco tempo? Experimente o resumo automático.

A convergência entre beleza, saúde, bem-estar, longevidade e hospitalidade transforma a beleza em parte estratégica da economia do autocuidado, criando o conceito de “Transformational Luxury” e ampliando o espaço da categoria ao disputar orçamento e atenção com serviços de saúde, academias, clínicas de longevidade e experiências de hospitalidade; o varejo passa a atuar como espaço de descoberta e personalização, incorporando diagnósticos, serviços e comunidades para manter a relevância, enquanto marcas adotam ciência, precaução e eficácia comprovada para conquistar confiança; no Brasil, o movimento já se manifesta em portfólios mais integrados, lojas que oferecem serviços e experiências, parcerias com saúde e bem-estar, e uma nova lógica de distribuição e modelos de negócio que privilegia jornada integrada de autocuidado, com a personalização baseada em dados e transparência tecnológica como diferenciais.

Resumo supervisionado por jornalista.

A consultoria especializada em marketing de luxo Together Group desenvolveu o relatório New Codes of Luxury: Longevity & Wellbeing Strategies em parceria com a The Future Laboratory. Embora o estudo tenha como foco a transformação do conceito de luxo, uma parte importante de suas reflexões recai sobre a indústria da beleza. A principal hipótese é que as fronteiras entre beleza, saúde, bem-estar e hospitalidade tendem a se tornar cada vez menos definidas, formando um ecossistema de valor que os autores chamam de “Transformational Luxury”, ou luxo transformativo.

A partir dessa perspectiva, a beleza deixa de ser tratada como uma categoria isolada e passa a ocupar uma posição estratégica dentro da economia do bem-estar. O relatório sugere que essa aproximação entre categorias pode ampliar o espaço ocupado pela beleza, integrando produtos, serviços e experiências dentro de uma proposta mais ampla de autocuidado.

Essa mudança interessa diretamente ao varejo brasileiro porque amplia o número de empresas que disputam o mesmo consumidor. A principal mudança é que a concorrência futura pode não estar restrita às tradicionais categorias de beleza. A concorrência deixa de acontecer apenas entre marcas de beleza e passa a envolver diferentes categorias que disputam o mesmo orçamento destinado ao autocuidado.

A questão central não é uma perda de relevância da categoria, mas uma ampliação do ambiente competitivo: a beleza continua sendo protagonista, mas passa a disputar atenção e orçamento com novos territórios ligados ao autocuidado.

Continua depois da publicidade


Seja em casa, em um spa, em uma clínica ou dentro da loja física, o consumidor passa a integrar beleza, saúde e bem-estar em uma mesma jornada de autocuidado. Como consequência, a beleza tende a disputar a atenção do consumidor também com serviços como academias, programas de saúde, clínicas de longevidade e experiências de hospitalidade.

Longevidade passa a ser vista como artigo de luxo

Segundo dados da Global Wellness Institute, o mercado mundial de longevidade é estimado em US$ 610 bilhões, com expectativas de crescimento de até 7,3% ao ano até 2028. Para o relatório, esse crescimento reflete uma mudança na percepção de valor: consumidores passam a atribuir mais importância a soluções que prometem melhorar saúde, vitalidade e qualidade de vida do que simplesmente adquirir produtos.


Apesar do estudo ter como foco mercados internacionais, alguns sinais já começam a aparecer no Brasil. Em busca de atender consumidores que valorizam prevenção, ciência e bem-estar, varejistas nacionais e fabricantes ampliaram seus portfólios, serviços e narrativas que aproximam a beleza de conceitos tradicionalmente associados à saúde.

Um frasco do Soro de Longevidade NAD da ADCOS, com um dispensador metálico, está sobre uma superfície clara, ao lado de uma grande gota do soro. O frasco é de vidro fosco e contém 30 ml do produto.
NAD Longevity Sérum da Adcos/Foto: Divulgação

A Adcos é um exemplo de como a longevidade começa a influenciar não apenas a comunicação, mas também a inovação em skincare. A marca direcionou uma campanha ao público 40+ e lançou o NAD Longevity Sérum, com o ativo NAD + como protagonista da formulação, aproximando o skincare de conceitos como prevenção e envelhecimento saudável. Já o Grupo Boticário vem incorporando conceitos de bem-estar, autocuidado e saúde da pele em diferentes marcas de seu portfólio, acompanhando uma tendência mais ampla de aproximação entre beleza e bem-estar.

Outro exemplo é a No7 Beauty Company, divisão de beleza do grupo Walgreens Boots Aliance, que vem ampliando sua estratégia de skincare baseada em ciência e saúde da pele, reforçando a aproximação entre cosméticos e cuidados tradicionalmente associados ao universo farmacêutico. 

Quatro produtos de maquiagem da marca No7, em um fundo dourado, apresentam o futuro da beleza: um estojo redondo, um batom, uma paleta de sombras com quatro tons e um frasco pequeno, todos em embalagens luxuosas na cor dourada. Um brilho labial repousa elegantemente sobre o estojo.
No7 Beauty Company/Foto: Divulgação


A tendência também ganha força internacionalmente. Nos Estados Unidos, a Ulta Beauty ampliou sua aposta na categoria de bem-estar, reunindo produtos antes separados do universo da beleza e investindo em educação e experimentação para aproximar consumidores desse segmento. A iniciativa reforça como o varejo começa a tratar beleza e bem-estar como partes de uma mesma jornada de consumo

Para o varejo, o desafio deixa de ser apenas comercializar produtos e passa a envolver a oferta de valor. Isso pode significar incorporar serviços, orientação e personalização à experiência de compra, fortalecendo o relacionamento com o consumidor. Na prática, isso envolve avaliar parcerias com negócios ligados ao bem-estar, ampliar programas de relacionamento, investir em experiências presenciais e explorar novos pontos de contato com o consumidor além da venda tradicional de produtos.

Um dos pontos revelados no relatório é a alteração na lógica do consumo. Segundo o estudo, cresce entre determinados perfis de consumidores a valorização de experiências que produzam benefícios duradouros, em detrimento da aquisição de bens como um fim em si. 

Na prática, essa transformação pode ampliar e redefinir o papel do varejo físico. Além de vender produtos, lojas podem ganhar relevância ao oferecer diagnósticos, serviços, eventos, comunidades e programas de relacionamento capazes de integrar beleza, saúde e bem-estar. A reflexão central do relatório para o mercado brasileiro é que, se o consumidor passa a enxergar essas categorias como partes de uma mesma jornada de autocuidado, fabricantes, distribuidores e varejistas precisarão rever não apenas seus portfólios, mas também seus parceiros, canais de distribuição e modelos de negócio.


Ampliação do papel do varejo e novos modelos de negócio


Se a convergência entre beleza, saúde e bem-estar avançar, uma das principais transformações poderá acontecer justamente dentro da loja física. Em vez de funcionar apenas como ponto de venda, o varejo tende a assumir um papel mais próximo ao de um espaço de descoberta, experimentação, relacionamento e prestação de serviços.

É nesse contexto que o relatório aproxima beleza e hospitalidade. A lógica deixa de ser exclusivamente comercial para incorporar elementos característicos de hotéis, spas e wellness clubs, como acolhimento, personalização, permanência e construção de comunidade. Mais do que vender um produto, a proposta passa a ser oferecer uma experiência capaz de fortalecer o vínculo com o consumidor. Esse movimento já pode ser observado em algumas marcas de luxo. A Dior, por exemplo, expandiu sua atuação com uma rede internacional de spas em hotéis de luxo, levando tratamentos, produtos e protocolos da marca para experiências de bem-estar que vão além da venda de cosméticos.

Um espaço comercial elegante com uma placa “MECCA AESTHETICA”, prateleiras repletas de produtos de beleza e uma mesa com livros em exposição. Ao fundo, portas de vidro revelam o CAFÉ MECCA — um local aconchegante banhado por uma luz acolhedora, que convida você a explorar o futuro da beleza.
Interior da Mecca/ Foto: Divulgação



Além da hotelaria de luxo, essa transformação também começa a influenciar o próprio varejo especializado. A Mecca, uma das maiores redes de beleza premium da Austrália, expandiu seu modelo de negócios apostando em serviços, curadoria especializada, educação e experiências presenciais que prolongam o tempo de permanência do cliente na loja e reforçam o relacionamento com a marca.

Uma loja de varejo luminosa e moderna, de dois andares, com vitrines coloridas, prateleiras repletas de produtos de beleza e plantas, além de uma placa com os dizeres “MECCA GIFT BOX” na grade do andar superior — oferecendo um vislumbre do futuro da beleza.
Mecca/ Foto:Divulgação


A lógica também aparece na Sephora. Em diferentes mercados, a rede vem ampliando o uso de diagnósticos de pele, ferramentas digitais e personalização integrada ao programa de fidelidade para transformar a loja física em um espaço de orientação e descoberta, e não apenas de venda de produtos. 

A partir desse exemplo, é possível traçar paralelos com dados apresentados no relatório. Um deles, também da Global Wellness Institute, é o de que 77% dos consumidores de luxo afirmaram consumir produtos e serviços também para participar das comunidades criadas pelas marcas. Esse dado ajuda a explicar por que programas de relacionamento, eventos presenciais, masterclasses, diagnósticos de pele, demonstrações, experiências sensoriais e comunidades de marca vêm ganhando espaço em diferentes mercados. O produto continua sendo o ponto central da categoria, mas passa a estar inserido em uma proposta de valor mais ampla, que envolve relacionamento, serviços e conexão com o consumidor.

No Brasil, essa tendência ainda aparece de forma pontual, mas já pode ser observada em iniciativas como serviços de skincare em lojas, ativações presenciais, consultorias individualizadas, experiências de maquiagem e programas de relacionamento que ampliam o contato entre consumidor e marca. Redes como Sephora Brasil oferecem serviços de maquiagem e diagnóstico de pele, enquanto perfumarias multimarcas vêm ampliando eventos, ativações e consultorias para fortalecer o relacionamento com os consumidores.

Ao mesmo tempo, a convergência sugerida pelo relatório pode criar novos modelos de negócio. Academias, clínicas de longevidade, spas, hotéis e wellness clubs deixam de ser apenas parceiros potenciais da indústria da beleza e passam a disputar parte do orçamento e da atenção do mesmo consumidor. O movimento também ocorre no sentido inverso. A Equinox, rede norte-americana de academias premium e hotéis voltados ao bem-estar, passou a incorporar marcas de beleza e experiências ligadas ao autocuidado em seus clubes, mostrando que empresas tradicionalmente associadas ao fitness também passaram a disputar espaço dentro da economia da beleza e do bem-estar. Da mesma forma, fabricantes e varejistas podem encontrar nesses ambientes novos canais de distribuição, serviços e oportunidades de parceria.

Essa mudança também amplia a importância da distribuição. Produtos de beleza podem passar a circular com mais frequência em clínicas, hotéis, centros de bem-estar e outros estabelecimentos que tradicionalmente não faziam parte da cadeia do setor. Para fabricantes e distribuidores, isso significa olhar para novos pontos de contato e desenvolver estratégias adaptadas a esses ambientes.

Ciência e dados orientam uma beleza mais personalizada

A personalização baseada em dados é uma estratégia cada vez mais relevante dentro do varejo de beleza. À medida que a experiência passa a ocupar um papel mais importante na jornada de compra, informações sobre preferências, histórico de consumo e necessidades individuais tendem a ganhar valor para criar recomendações, serviços e ofertas mais aderentes a cada cliente.

Além da personalização baseada em dados, o relatório destaca a ciência como elemento de diferenciação. Em vez de confiar apenas em narrativas de marca, consumidores demonstram interesse crescente por eficácia comprovada, estudos clínicos, transparência na comunicação e informações sobre ativos e tecnologias empregadas nos produtos.

Na prática, dados e ciência cumprem funções diferentes, mas complementares. Enquanto a ciência fortalece a credibilidade dos produtos, os dados permitem personalizar recomendações, acompanhar a jornada do consumidor e criar experiências mais relevantes. Juntos, esses elementos podem se tornar importantes vantagens competitivas para fabricantes e varejistas.

Insights para o varejo brasileiro

O relatório da Together Group apresenta uma visão prospectiva, construída principalmente a partir de tendências identificadas em mercados mais maduros, como Europa e Estados Unidos. No Brasil, a convergência entre beleza, saúde, bem-estar e hospitalidade ainda está em estágio inicial, mas já existem sinais de que essa discussão começa a influenciar estratégias das indústrias e do varejo.

Para empresas brasileiras, a principal mudança está na necessidade de ampliar a compreensão sobre o que o consumidor busca quando compra produtos de beleza. Mais do que uma categoria isolada, beleza passa a dialogar com necessidades ligadas à prevenção, autoestima e qualidade de vida. Essa transformação pode influenciar desde o desenvolvimento de produtos (com maior valorização de ingredientes associados à ciência, prevenção e eficácia) até a forma como marcas comunicam seus benefícios. A diferenciação tende a depender menos apenas de atributos emocionais e mais da capacidade de comprovar resultados, oferecer personalização e construir confiança.

Na distribuição, a mudança pode abrir espaço para novos canais e parcerias comerciais. Fabricantes, distribuidores e varejistas podem buscar aproximações com negócios ligados à saúde, bem-estar e experiências, criando novos pontos de contato com o consumidor.

Nesse contexto, a capacidade de criar experiências, ampliar serviços e estabelecer novas parcerias pode se tornar um diferencial competitivo tão importante quanto o próprio portfólio de produtos. O consumidor que busca uma rotina de longevidade, por exemplo, pode dividir seu investimento entre cosméticos, tratamentos estéticos, suplementos, atividades físicas, serviços de saúde e experiências de bem-estar.

Nesse cenário, lojas físicas podem ganhar uma nova relevância ao se tornarem espaços de orientação, descoberta e relacionamento. A venda continua sendo parte fundamental do negócio, mas passa a coexistir com serviços, comunidades e experiências capazes de gerar conexão e recorrência.

A pergunta deixada pelo relatório não é se a beleza deixará de existir como categoria, mas como ela irá se posicionar dentro de uma jornada mais ampla de saúde, bem-estar e autocuidado. Para fabricantes e varejistas brasileiros, acompanhar essa transformação pode significar identificar antes da concorrência quais novos formatos, serviços e parcerias serão capazes de atender um consumidor que busca soluções cada vez mais integradas de autocuidado.

Tags
Inteligência de DadosMercado InternacionalMercado NacionalVarejo de Beleza

Leia mais

Lançamentos
7 min de leitura

MBOOM lança primeira marca própria de maquiagem e mira R$ 200 milhões em faturamento no primeiro ano

À frente da empresa, Flávia Montebeller explica por que decidiu arriscar o modelo centralizado em influenciadoras para construir uma linha com identidade própria e sem um creator como protagonista

Lançamentos
10 min de leitura

No varejo de beleza, vender resolve a necessidade de hoje; relacionar constrói a preferência de amanhã

A frase resume a principal ideia do livro Você vende. Mas se relaciona?, de Bruna Fallani, fundadora da Shopper 2B e membro do Centro de Excelência em Varejo da FGV (FGVcev). Em entrevista exclusiva, a criadora do método R.E.L.A.C.I.O.N.A.R.® mostra como lojas multimarcas podem transformar atendimento em relacionamento e fortalecer a fidelização dos clientes

E-commerce & Marketplace
5 min de leitura

Natura e Avon entram na Shopee e mostram nova estratégia do varejo de beleza omnichannel

Movimento das marcas vai além da abertura de um novo canal de vendas e reflete a disputa pela jornada do consumidor entre lojas físicas, e-commerce e marketplaces

Especiais

Eventos

PROFESSIONAL FAIR RJ
PROFESSIONAL FAIR RJ De 18 a 20 de outubro de 2026 Expo Rio Cidade Nova - Rio de Janeiro (RJ)
HAIR SUMMIT
HAIR SUMMIT De 12 a 14 de abril de 2026 Expo Center Norte - Pavilhão Azul - São Paulo (SP)
BRAZIL LASH CONGRESS
BRAZIL LASH CONGRESS De 30 a 31 de maio e 1 de junho de 2026 Expo Center Norte - São Paulo (SP)
PMU PRIME BRAZIL
PMU PRIME BRAZIL De 27 a 29 de abril de 2025 Pro Magno - São Paulo (SP)

Assine nossa Newsletter

Notícias & Tendências

Perfumarias apostam em eventos culturais para fortalecer posicionamento e conquistar novos públicos

4 min de leitura
Notícias & Tendências

Do 7/7 ao 11/11: como as datas duplas estão se transformando em grandes campanhas do varejo

4 min de leitura
Notícias & Tendências

Natura Ingredientes: nova startup da Natura vende bioingredientes da Amazônia para outras indústrias

2 min de leitura
Notícias & Tendências

Dia do Batom deixa de vender só batons e impulsiona toda a categoria de lábios

3 min de leitura
Categorias
  • Notícias & Tendências
  • Operação & Estratégia
  • E-commerce & Marketplace
  • Marketing & Vendas
  • Lançamentos
Destaque
  • Opinião
  • Entrevistas
  • Especiais
  • Podcast
Conteúdo
  • Podcast
Logo: Negócios de Beleza Logo: Beauty Fair

© 2026 todos os direitos reservados