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4 minutos de leitura

O PDV virou mídia, as redes sociais viraram shopping

Como o varejo de beleza está monetizando atenção e convertendo desejo em decisão através de retail media e social commerce

4 minutos de leitura

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FigCaption Imagem: Acervo
Por Redação em 18/11/2025 Atualizado: 15/04/2026 às 19:28
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O varejo de beleza está passando por uma transformação significativa, com o ponto de venda (PDV) se tornando um canal de mídia através do retail media, enquanto as redes sociais evoluem para plataformas de compra completas, permitindo que a jornada do consumidor ocorra sem sair dos aplicativos. Com um crescimento projetado de 165% no retail media até 2028 e um impacto significativo do social commerce nas vendas de beleza, as marcas estão reavaliando o valor de seus canais, tratando lojas e redes sociais como ferramentas de comunicação e conversão. Essa mudança reflete uma nova abordagem onde branding e conversão estão interligados, e a categoria de beleza se destaca por impulsionar inovações e oportunidades de monetização.
Resumo supervisionado por jornalista.

O que faz um batom vender em uma perfumaria? Muitas vezes, não é a marca, nem o preço. É a forma como ele aparece para o cliente: seja em uma ponta de gôndola bem posicionada, em um vídeo curto passando ao lado do produto ou em uma ação promocional feita na hora certa. 

O varejo de beleza vive uma mudança de chave: o ponto de venda se consolida como um canal de mídia altamente segmentado por meio do retail media, enquanto o social commerce permite que a jornada de compra comece e termine nas redes sociais, muitas vezes sem que o consumidor precise sair do aplicativo.

Esse movimento é mais do que uma tendência: é uma mudança clara na forma como o setor enxerga o valor de seus próprios canais. Em vez de depender apenas de anúncios externos para atrair o consumidor, o varejo começa a tratar suas lojas e plataformas sociais como meios próprios de comunicação, influência, conversão e rentabilidade.

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Para quem lidera negócios no setor de beleza, esse novo cenário abre oportunidades concretas: transformar presença física e digital em performance, e não apenas em visibilidade.

A loja não é o fim. É o meio.

A ideia de que o ponto de venda é apenas um “lugar de fechar venda” foi enterrada nos últimos anos por números robustos e práticas cada vez mais integradas ao marketing. No Brasil, o investimento em retail media – que inclui formatos como painéis digitais, rádios internas e espaços promocionais dentro das lojas – tem crescido em ritmo acelerado. 

Em 2024, esse mercado movimentou R$ 3,8 bilhões, segundo a plataforma Ecommerce Brasil. Isso representa um crescimento de 42,3% em relação ao ano anterior, muito acima da média global, que ficou em 20,3%. E as projeções seguem otimistas. A consultoria eMarketer estima um crescimento adicional de 36% em 2025, com expansão acumulada de 165% até 2028.

Esses números refletem um ponto essencial: a loja física é, também, um espaço que pode ser monetizado como mídia. A Casas Bahia, por exemplo, já opera com painéis digitais em mais de 350 lojas físicas – usando as próprias TVs à venda como plataforma de anúncio das marcas – número que deve chegar a 1.000 em breve. Já por meio do Casas Bahia Ads, a empresa registrou crescimento de 112% na receita anual e aumento de 14% no GMV no último trimestre, oferecendo às marcas a chance de impactar o consumidor no momento mais decisivo: a hora da compra.

E esse não é o único exemplo. Em levantamento feito pela The Led, 68% dos consumidores disseram que a sinalização digital dentro da loja influencia suas decisões de compra. Já os varejistas que adotaram esse tipo de mídia registraram aumento médio de 32% nas vendas. A comunicação de marcas no PDV, quando bem planejada, não é apenas informativa, ela é persuasiva e estratégica.

O feed já era vitrine, agora é também checkout

Enquanto isso, no universo digital, as redes sociais deixaram de ser apenas uma ferramenta de descoberta. Elas se tornaram ambientes completos de compra. O consumidor não apenas descobre produtos no feed: ele compra ali mesmo.

De acordo com a Euromonitor International, 22% das vendas globais de produtos de beleza em 2024 foram impactadas diretamente por social commerce. Ou seja, começaram ou foram decididas em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. O estudo também aponta que 3% de todo o e-commerce mundial já acontece inteiramente dentro dessas redes, sem que o consumidor precise sair da plataforma.

Imagem: Reprodução/Internet

Um dos exemplos mais emblemáticos vem do Reino Unido: em 2025, a TikTok Shop se tornou o quarto maior varejista de beleza do país, com um produto vendido por segundo, segundo reportagem do jornal The Times. Além disso, mais de 80% dos usuários britânicos da plataforma afirmaram que o conteúdo que consomem ali influencia suas decisões de compra de cosméticos.

No Brasil, os números também impressionam. Segundo a Research and Markets, o mercado brasileiro de social commerce movimentou US$ 3,58 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 23,1% desde 2021. A projeção é de que esse número ultrapasse US$ 6,9 bilhões até 2030, com as categorias de beleza, moda e alimentação entre as mais impulsionadas.

O futuro é performático

O que une esses dois movimentos – retail media no PDV e social commerce nas redes – é a quebra da velha lógica de que branding e conversão andam separados. O PDV, antes tratado como custo fixo, é hoje um canal rentável. As redes sociais, antes vistas como vitrine, agora são checkout. A jornada do consumidor não começa mais em um anúncio e termina na loja. Ela é circular.

Nos dois casos, a beleza lidera. É a categoria onde o consumidor busca recomendação, experimentação, prova social e curadoria. E é também a categoria onde as marcas têm mais espaço para performar com criatividade e precisão.

Executivos que ainda se perguntam se vale a pena investir em retail media ou social commerce talvez estejam fazendo a pergunta errada. A questão real é: quanto está se deixando de ganhar ao não transformar seus ativos em mídia?

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Marketing e vendasTendências e inovação

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