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Uma mulher sorrindo e tirando uma selfie ao ar livre em frente a uma placa que diz beautyworld JAPAN TOKYO com NAIL FORUM abaixo, capturando o espírito vibrante do Beleza Ásia. Ela usa um vestido azul-marinho e uma bolsa crossbody marrom.
Home > Lançamentos > O que a Ásia pode ensinar para a indústria da beleza brasileira

O que a Ásia pode ensinar para a indústria da beleza brasileira

Alice Caetano, fundadora da Inside Beauty, estreia em coluna mensal em Negócios de Beleza, trazendo diretamente do Japão seu olhar sobre a maior inovação asiática na beleza. Spoiler: não tem a ver só com produto

2 minutos de leitura

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Alice Caetano

Por Alice Caetano

Meu nome é Alice Caetano, fundadora da Inside Beauty, plataforma e consultoria de inteligência estratégica focada em beleza, bem-estar e saúde. E nesta coluna mensal para o Negócios de Beleza, quero compartilhar observações, movimentos e reflexões sobre como comportamento, cultura e consumo estão transformando a indústria da beleza no Brasil e no mundo.

Publicado em 29/05/2026 Atualizado: 29/05/2026 às 09:59
Com pouco tempo? Experimente o resumo automático.
Alice Caetano, fundadora da Inside Beauty, estreia uma coluna mensal em Negócios de Beleza direto do Japão, onde, na primeira parada da Beauty Expedition pela Ásia, observa que a maior inovação asiática pode estar na forma de pensar: no Japão, inovação é refinamento, funcionalidade que também é desejo, com produtos e embalagens que melhoram a experiência e uma forte camada de ritual e bem‑estar, exemplificada pela cerimônia do chá que enfatiza contemplação e desaceleração; já a Coreia do Sul acelera o ciclo de inovação com velocidade, branding, entretenimento e desejo como sistema de negócio, enquanto a China avança em tecnologia, escala e experiência digital, sinalizando três modelos distintos de inovação coexistindo na região; o Brasil, por sua vez, mantém potência em comportamento, criatividade e consumo de beleza, mas precisa transformar essa força cultural em sistemas de inovação mais consistentes, reforçando a mensagem de que inovação também nasce da cultura, do ritual, do detalhe, da experiência e da visão cotidiana.
Resumo supervisionado por jornalista.

Estou escrevendo esta coluna diretamente do Japão, primeira parada da minha Beauty Expedition pela Ásia, que também passará pela Coreia do Sul. A viagem começou em Tóquio durante a Beautyworld Japan, uma das principais feiras de beleza da Ásia, mas quanto mais observo o comportamento, o varejo, os produtos e as experiências por aqui, mais percebo que talvez a maior inovação asiática na beleza não esteja apenas nos produtos. Ela está na forma de pensar.

No Ocidente, durante muito tempo, associamos inovação à ruptura. Ao lançamento. À novidade. À velocidade.

Mas a Ásia parece trabalhar a inovação de formas diferentes.

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No Japão, por exemplo, inovação muitas vezes significa refinamento. Melhorar profundamente algo que já existe. Criar experiências mais funcionais, mais inteligentes, mais sensoriais e mais conectadas ao cotidiano.

Aqui, tudo parece ter uma função.
O body mist também refresca o corpo no calor.
O bonequinho do sorvete também vira pulseira.
A embalagem não serve apenas para proteger o produto, ela melhora a experiência inteira.

E talvez esse seja um dos maiores aprendizados do Japão para a indústria da beleza: funcionalidade também pode ser desejo.

Ao mesmo tempo, existe uma camada muito forte de ritual e bem-estar em praticamente tudo. Acabei de participar de uma cerimônia do chá em Kyoto e foi interessante perceber que ela nunca foi apenas sobre beber matchá. Ela fala sobre contemplação, presença, saúde, natureza e experiência. Sobre desacelerar.

E isso me faz pensar muito sobre o momento atual da beleza global.

Depois de anos em que o mercado vendeu performance extrema, hiper produtividade e excesso, vemos crescer uma busca por experiências mais gentis, mais sensoriais e mais conectadas ao bem-estar emocional. Talvez por isso o matchá esteja se tornando tão relevante globalmente. Ele não vende apenas energia. Ele vende uma energia mais gentil.

Mas o mais interessante é perceber que a Ásia não é uma coisa só.

Se o Japão parece aprofundar o refinamento e o ritual, a Coreia do Sul acelerou o ciclo de inovação da beleza mundial. Transformou velocidade, branding, entretenimento e desejo em sistema de negócio. Já a China avança rapidamente em tecnologia, escala e experiência digital.

São três modelos diferentes de inovação acontecendo ao mesmo tempo.

Enquanto isso, o Brasil continua sendo uma potência global em comportamento, criatividade e consumo de beleza. Temos um dos consumidores mais emocionalmente conectados à beleza no mundo. Mas talvez ainda falte transformar toda essa potência cultural em sistemas mais consistentes de inovação global.

E talvez seja justamente por isso que olhar para a Ásia neste momento seja tão importante.

Não para copiar.
Mas para entender que inovação também pode nascer da cultura, do ritual, do detalhe, da experiência e da forma como um país enxerga o cotidiano.

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