A categoria de fragrâncias no varejo de beleza segue em expansão, com crescimento de 25,2% em unidades e 38,3% em volume entre julho de 2025 e julho de 2026, enquanto o faturamento sobe 2,9% e o preço médio por unidade cai 17,8% (embalagens maiores, volume impulsionando o negócio). A participação da fragrância no faturamento do canal perfumaria aumentou de 1,34% para 1,48%, sinal de ganho relativo de espaço frente a outras categorias como esmaltes, hidratantes corporais e finalizadores capilares. O mercado ganha mais marcas, especialmente perfumes árabes, que reforçam diversificação; esse segmento movimentou mais de R$ 20 milhões em 2024 (+380% vs. 2023) e o número de marcas árabes no país cresceu 89% entre 2025 e 2026, ampliando opções no varejo. O Pavilhão de Perfumes da Beauty Fair 2026 passa a ser estratégico para lojistas, reunindo fornecedores em um espaço de negócios que facilita conhecer novidades, comparar propostas e ampliar o mix, com curadoria, experiência de compra e ações de marketing que acompanham o comportamento de consumo, incluindo o impacto de redes sociais na seleção de marcas. Acesso é exclusivo para lojistas, fortalecendo a função comercial do espaço.
Resumo supervisionado por jornalista.No varejo especializado de beleza, a categoria de fragrâncias está ganhando espaço e mudando a forma como o lojista precisa olhar para o mix. Entre julho de 2025 e julho de 2026, as vendas de fragrâncias em unidades cresceram 25,2% e o volume avançou 38,3%, segundo a Scanntech. Ao mesmo tempo, o faturamento aumentou 2,9%, enquanto o preço médio por unidade caiu 17,8%. Ou seja, a categoria está crescendo muito mais em quantidade e volume do que em valor.
A fragrância também ampliou sua participação no faturamento do canal perfumaria, de 1,34% para 1,48%, ganho de 0,14 ponto percentual no período. O avanço foi superior ao registrado por esmaltes (+0,05 p.p.), hidratantes corporais (+0,02 p.p.) e finalizadores capilares (+0,11 p.p.). O movimento mostra que, embora ainda não esteja entre as maiores categorias do canal, a fragrância vem ganhando espaço relativo e merece mais atenção na decisão de compra.
É nesse contexto que o Pavilhão de Perfumes da Beauty Fair 2026 entra no radar do comprador. Em um mercado que amplia volume, incorpora novas marcas e diversifica suas propostas, acompanhar a categoria passa a exigir mais do que repor os clássicos: é preciso conhecer fornecedores, tendências e oportunidades de compra.
Mais volume, preço menor: o que está mudando na categoria
O avanço da categoria não se traduz na mesma proporção em faturamento. Enquanto as unidades cresceram 25,2% e o volume, 38,3%, o faturamento avançou 2,9%. A explicação está no preço: o valor médio por unidade recuou 17,8% (de R$ 81,23 para R$ 66,77) e o preço por litro caiu 25,5%, enquanto a embalagem média cresceu 10,4%, de 160,8 ml para 177,5 ml.
Em termos práticos, o mercado passou a movimentar mais produto, com embalagens médias maiores e preços médios menores. É uma diferença importante para o varejista: o crescimento da categoria não está vindo de um aumento do preço, mas principalmente de volume.
Isso também ajuda a entender por que simplesmente acompanhar o crescimento das vendas não basta. Para o varejista, a questão passa a ser como montar um mix capaz de aproveitar o aumento de volume sem perder de vista preço, posicionamento e margem.
Fragrâncias ganham participação dentro do canal perfumaria
O ganho de participação reforça essa mudança. Fragrâncias passaram de 1,34% para 1,48% do faturamento do canal perfumaria, enquanto esmaltes avançaram 0,05 ponto percentual, hidratantes corporais, 0,02 p.p., e finalizadores capilares, 0,11 p.p. Já os dermocosméticos perderam 0,29 ponto percentual.
O dado não significa que fragrâncias tenham se tornado uma das maiores categorias do canal – finalizadores capilares, por exemplo, representam 11,55% do faturamento. Mas mostra que perfumes estão ganhando participação em um ambiente em que outras categorias também disputam espaço. Para o comprador, é um sinal de que a categoria merece ser acompanhada de perto.
Da prateleira complementar à alavanca de faturamento
Do lado de quem abastece o varejo, a leitura é de uma categoria que mudou de status na cabeça do lojista. “Há alguns anos, o perfume era tratado por muitos lojistas como uma categoria complementar. Hoje, ele é visto como uma importante alavanca de faturamento, rentabilidade e fidelização”, afirma Melissa Pagliato, diretora de marketing e trade marketing da BIM Distribuidora. Segundo ela, a decisão de compra passou a ser orientada menos por marcas tradicionais e mais por oportunidade de negócio, diferenciação e potencial de giro. O reflexo, segundo a executiva, é um aumento da participação da categoria nos pedidos, especialmente em lojas de beleza e redes de farmácia que vêm ampliando o sortimento.

Essa mudança vem acompanhada de uma diversificação no que o lojista pede. “O lojista não quer apenas repetir os clássicos: ele busca criar um portfólio que combine marcas consolidadas, novidades e produtos capazes de gerar descoberta no ponto de venda”, explica Melissa. Para ela, a categoria exige um equilíbrio entre marcas conhecidas, capazes de sustentar o giro, e novidades que tragam diferenciação e respondam a novos comportamentos de consumo.
Perfumes árabes aceleram a diversificação da categoria
Entre as mudanças mais visíveis no mercado está o avanço dos perfumes de inspiração árabe, avalia a BIM, que ganham espaço entre os consumidores pela intensidade, fixação, apresentação e relação entre preço e percepção de valor. O fenômeno tem lastro em dados: segundo a Circana, o segmento movimentou mais de R$ 20 milhões em 2024, com alta de 380% sobre o ano anterior. Embora parta de uma base pequena, o ritmo mostra a velocidade com que essa frente vem crescendo. O número de marcas árabes disponíveis no país cresceu 89% entre o primeiro trimestre de 2025 e o de 2026, segundo levantamento da Cosmetic Innovation, ampliando a oferta disponível para o varejo.
Para o comprador, o movimento é relevante não apenas pelo crescimento da demanda, mas pela multiplicação de opções disponíveis. “O desafio deixou de ser encontrar opções e passou a ser escolher aquelas com maior potencial de permanência e giro”, diz Pagliato. Hoje, na sua avaliação, praticamente todo lojista que trabalha perfumaria precisa considerar uma seleção de marcas árabes no sortimento, mas a proliferação de lançamentos torna a triagem mais complexa.
Além dos perfumes árabes, a executiva aponta o crescimento de gourmands, amadeirados modernos, orientais e fragrâncias impulsionadas pelo TikTok e pelo Instagram. São movimentos que ampliam o repertório da categoria e, ao mesmo tempo, tornam mais importante a escolha do que entra no sortimento.
Na ponta do varejo: como a categoria entra no mix
Na operação, essa diversificação já influencia a forma como o varejo seleciona marcas e trabalha a categoria. “A perfumaria é uma categoria muito estratégica para a Danny Cosméticos. Ela faz parte da nossa essência como rede de perfumarias e tem um papel importante tanto em faturamento quanto em posicionamento. Trabalhamos com um portfólio bastante amplo, do acessível ao luxo”, afirma Mariella Scuro Molon, diretora de marketing da Danny Cosméticos.
A executiva confirma um consumidor mais aberto à experimentação, influenciado pelas redes sociais e atento à relação entre preço e benefício, e credita aos perfumes árabes boa parte desse movimento, pela intensidade, fixação e relação entre preço e valor. O avanço da categoria também abriu espaço para uma segunda frente na rede: a de body splashes.
A abertura do consumidor, porém, não elimina o filtro na hora de comprar. Ela relata um processo de curadoria em duas chaves: quando se trata de marca já consolidada trazendo um lançamento, a decisão é mais direta; quando é marca nova, a rede observa o movimento nas redes sociais, o interesse do consumidor e o volume de investimento que acompanha o lançamento, tanto no digital quanto em ações no ponto de venda. Assim, o interesse gerado nas redes funciona como um dos sinais para a entrada de uma marca, mas não determina sozinho sua permanência no sortimento.

Na execução, a categoria é tratada como experiência, não como prateleira passiva. Semanalmente, as consultoras da rede realizam ações de borrifação de perfumes importados e, em algumas unidades, uma ferramenta de inteligência artificial ajuda o cliente a encontrar fragrâncias segundo o perfil comportamental. A equipe também é capacitada para apresentar as características e histórias das fragrâncias, enquanto o digital é usado para aprofundar a descoberta de produtos.
Pavilhão de Perfumes entra no roteiro do comprador
É diante dessa transformação da categoria que o Pavilhão de Perfumes da Beauty Fair 2026 ganha função estratégica para o varejo. Ao concentrar fornecedores de uma única categoria em um mesmo ambiente, o espaço permite ao comprador conhecer novas marcas, acompanhar tendências, comparar propostas e buscar oportunidades comerciais.
O acesso é restrito a lojistas, o que reforça o caráter de negócios do espaço. A proposta vai além de conhecer lançamentos: para o varejista que está revendo seu mix de fragrâncias, o pavilhão reúne fornecedores e marcas em um ambiente voltado à compra e à negociação. Na prática, a concentração de fornecedores facilita um trabalho que, fora da feira, pode exigir contatos e visitas a diferentes fornecedores. Em um mesmo espaço, o varejista pode conhecer portfólios, descobrir novas marcas e avaliar possibilidades comerciais. Para uma categoria que vem incorporando novas marcas e propostas, essa concentração ajuda o comprador a ampliar seu repertório e identificar oportunidades para o mix.
Quem já passou pelo espaço confirma o retorno. “Participamos no ano passado e foi uma experiência muito positiva. O Pavilhão de Perfumes nos aproximou de marcas e distribuidores, possibilitou conhecer novidades e abriu novas oportunidades comerciais”, relata Mariella, da Danny Cosméticos, que projeta para 2026 ampliar esse relacionamento e aprofundar o conhecimento sobre o setor. O relato reforça a função comercial do espaço para quem compra: ampliar o contato com fornecedores, conhecer novidades e abrir novas possibilidades de negócio.
Como profissionais podem acessar o Pavilhão de Perfumes da Beauty Fair
Profissionais e influenciadores do mercado de beleza podem solicitar gratuitamente o Passaporte Negócios, modalidade de credenciamento que dá acesso antecipado à Beauty Fair e aos espaços voltados a negócios, incluindo o Pavilhão de Perfumes. O cadastro passa pela validação do CNPJ e do CNAE da empresa. Clique aqui para se credenciar.
