#Ep1 Beleza no Ponto de Venda: como o Shopping dos Cosméticos usa dados para crescer
7 de março de 2026
#Ep1 Beleza no Ponto de Venda: como o Shopping dos Cosméticos usa dados para crescer
No primeiro episódio do Podcast Beleza no Ponto de Venda, Juvêncio Lessa, do Shopping dos Cosméticos, abre suas estratégias de dados no varejo
Por Redação em 20/02/2026
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#Ep1 Beleza no Ponto de Venda: como o Shopping dos Cosméticos usa dados para crescer
7 de março de 2026
Em meio às discussões sobre inteligência artificial, automação e personalização que dominam a agenda da NRF Retail’s Big Show, a maior feira mundial de varejo, um tema ganha força entre empresários brasileiros do setor de perfumaria: a transição do modelo baseado em experiência e intuição para uma gestão estruturada por dados.
A mudança foi detalhada por Juvêncio Lessa, executivo do Shopping dos Cosméticos, durante a missão internacional promovida pela Beauty Fair, que reuniu os principais lojistas de beleza do país em Nova York.
Segundo ele, o uso sistemático de informações alterou a forma como a rede define metas, negocia com fornecedores, organiza estoques e constrói relacionamento com clientes. Acompanhe a conversa completa no podcast abaixo:
Fim do “achismo” como eixo central
A principal mudança, afirma o executivo, foi abandonar decisões baseadas exclusivamente em percepção de loja. “A utilização correta dos dados tira você do empirismo. Você passa a estabelecer metas dentro de uma realidade medida. Então isso faz com que você tenha uma assertividade também maior”, afirmou.
Com apoio de ferramentas de leitura de mercado, a empresa passou a acompanhar desempenho de marcas e categorias em nível nacional, participação de mercado por canal e indicadores como margem, ruptura e giro por unidade.
A análise permite estratégias distintas por cidade, loja e cluster socioeconômico. “Não faz sentido aplicar a mesma estratégia em uma loja de público A e em uma loja voltada para classes C e D”, disse.
Relação com a indústria ganha precisão
Na ponta do fornecedor, os dados tornaram a negociação mais objetiva. Ao compreender o share de uma marca e sua performance comparada ao mercado, a rede consegue discutir metas de crescimento com base em indicadores concretos.
Do lado do consumidor, a coleta e organização de dados tornou-se pilar do modelo de negócio. A rede, que opera 33 lojas físicas além do e-commerce, registra cerca de metade das vendas digitais no modelo “clique e retire”, integrando operação online e física.
A estratégia de CRM envolve captação sistemática de dados, respeitando a legislação de proteção de dados, e uso dessas informações para segmentação de campanhas, definição de estoque regionalizado e ações conjuntas com indústrias.“Hoje o futuro da empresa passa totalmente pelo CRM”, afirmou o executivo.
Cultura interna, tecnologia e expansão orientada por informação
A adoção de uma estratégia orientada por dados exigiu uma mudança cultural na empresa, com metas mensais de captação de informações por loja, treinamentos e incentivos financeiros para equipes de caixa e gestão. Paralelamente, a rede reestruturou as áreas de tecnologia e marketing, migrou sistemas para a nuvem e integrou plataformas, permitindo que dados de vendas, estoque e CRM fossem analisados de forma unificada e compartilhada por toda a gestão.
Com isso, a informação passou a orientar decisões estratégicas do varejo — da operação diária à expansão, incluindo escolha de novos pontos, definição de sortimento e criação de serviços como cartão próprio — reforçando que o crescimento sustentável do varejo depende cada vez mais de governança e inteligência analítica.
🎧 Para entender em detalhes como essa transformação foi implementada e quais resultados já começam a aparecer, ouça o podcast completo no player acima.