Logo: Negócios de Beleza Logo: Negócios de Beleza
Notícias & Tendências Operação & Estratégia E-commerce & Marketplace Marketing & Vendas Lançamentos Especiais
Menu Fechar menu
Logo: Negócios de Beleza Logo: Negócios de Beleza
Notícias & Tendências Operação & Estratégia E-commerce & Marketplace Marketing & Vendas Lançamentos Especiais
Buscar
Fechar menu
fechar
Ícone de busca
Digite sua busca
Buscando...
Nenhum resultado encontrado.
Home > Operação & Estratégia > QR Code evolui no varejo de beleza e ganha papel estratégico em estoque, CRM e rastreabilidade 

5 minutos de leitura

QR Code evolui no varejo de beleza e ganha papel estratégico em estoque, CRM e rastreabilidade 

Mais do que direcionar consumidores para links e promoções, novo modelo transforma embalagens em pontos de conexão entre operação, experiência de compra e relacionamento com cliente

5 minutos de leitura

X Whatsapp Linkedin Facebook
FigCaption
Por Redação em 17/05/2026 Atualizado: 17/05/2026 às 09:30
Com pouco tempo? Experimente o resumo automático.

O QR Code já é comum no varejo brasileiro, mas no segmento de beleza ele permanece em uso limitado, abrindo apenas portas para links ou campanhas; o QR Code padrão GS1, contudo, transforma a embalagem em uma extensão de dados, integrando informações logísticas, validade, lote, origem e sustentabilidade, além de permitir rastreabilidade, combate à falsificação e atualização de conteúdo sem redesenho; essa estratégia favorece controle de estoque, gestão de recalls e integração com ERPs, e impulsiona relacionamento com o consumidor por meio de conteúdos, tutoriais, fidelização e promoções geolocalizadas, conectando operação, experiência e dados em uma jornada contínua—uma evolução comparável ao estágio inicial do e-commerce em 2012, com o desafio estratégico de mudar mentalidade para realmente transformar a embalagem em identidade digital do produto.

Resumo supervisionado por jornalista.

O QR Code já se tornou parte da rotina do consumidor brasileiro. Está em embalagens, campanhas promocionais, vitrines, cupons e materiais de PDV. Mas, no varejo de beleza, a tecnologia ainda é usada majoritariamente de forma limitada, funcionando apenas como um redirecionador para sites, redes sociais ou páginas promocionais.

“Na prática, o que se vê nas indústrias e no varejo de beleza em geral é um QR Code genérico, que aponta para uma página de produto, um Instagram ou uma landing page promocional. Ele cumpre uma função básica de “portal de entrada digital”, sem nenhuma camada estruturada de dados por trás”, afirma Virginia Vaamonde, CEO da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação.

Virginia Vaamonde, CEO da GS1 Brasil. Foto: divulgação

Segundo ela, existe um movimento global em expansão que começa a transformar o QR Code em uma ferramenta estratégica para operação, relacionamento e rastreabilidade. É o chamado QR Code padrão GS1, modelo que segue padrões globais de identificação de produtos e permite integrar informações logísticas, autenticidade, validade, lote, estoque e relacionamento com o consumidor.

Continua depois da publicidade

“Diferente do QR Code “genérico”, o QR Code padrão GS1 não é estático, ele gera dados de scan, se integra a sistemas logísticos ou de ERP (planejamento de recursos empresariais), se tornando uma ferramenta de negócios”, explica Virginia.

Varejo de beleza usa QR Code de forma limitada

Apesar da popularização do QR Code, o varejo de beleza brasileiro ainda está em estágio inicial no uso estratégico da tecnologia. “Não há captura estruturada de dados, não há integração com CRM e não há rastreabilidade”, afirma Virginia.

No dia a dia, isso significa perder informações importantes sobre comportamento de consumo, recorrência de interação e jornada do cliente. “Um varejista que usa QR Code apenas como link está, essencialmente, abrindo uma porta e não sabendo quem entrou, quantas vezes, de onde, nem o que fez depois”, resume a executiva.

Ao mesmo tempo, categorias ligadas à skincare, maquiagem e perfumaria premium começam a criar um ambiente especialmente favorável para a evolução desse modelo. Produtos com ativos específicos, rotinas mais sofisticadas e maior necessidade de orientação aumentam a demanda por informação antes da compra.

QR Code passa a funcionar como “embalagem estendida”

A evolução do QR Code também acompanha mudanças no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais transparência, rastreabilidade e acesso rápido à informação.

Fátima Merlin, especialista em varejo e comportamento do consumidor, afirma que o QR Code padrão GS1 amplia o papel da própria embalagem física. “Com o conceito de embalagem estendida, o QR Code padrão GS1 pode armazenar não apenas informações logísticas, mas também composição do produto, certificações, origem, pegada ambiental, de carbono, e como deve ser a sua destinação final após o uso, por exemplo”.

Fátima Merlin, especialista em varejo e comportamento do consumidor. Foto: divulgação


Na prática, isso significa que a embalagem deixa de ser limitada pelo espaço físico e passa a funcionar como um ponto contínuo de comunicação entre marca, varejo e consumidor. Esse movimento ganha relevância especialmente em um momento em que consumidores passam a exigir mais informações sobre ingredientes, autenticidade, sustentabilidade e procedência dos produtos que consomem.

Fátima destaca ainda que, no futuro, o tradicional código de barras linear tende a ser gradualmente substituído pelo QR Code padrão GS1, que poderá ser lido tanto no PDV quanto pelo consumidor final.

Foto: divulgação

Mais controle de estoque, rastreabilidade e combate à falsificação

Para a indústria e o varejo de beleza, os ganhos vão além da comunicação com o consumidor.

Segundo Virginia Vaamonde, o QR Code padrão GS1 permite incluir informações como data de validade, lote e instruções de uso, além de direcionar consumidores para conteúdos digitais, vídeos e páginas de e-commerce. “Para a indústria de beleza, os ganhos centrais são rastreabilidade, controle de qualidade e combate à falsificação”, afirma.

Segundo ela, quando varejistas escaneiam o código no ponto de venda, é possível receber alertas em tempo real sobre recalls, vencimentos ou produtos falsificados. Outro ganho importante está na atualização de conteúdo sem necessidade de alterar a embalagem física.

“O conteúdo digital pode ser continuamente atualizado pela marca sem necessidade de mudar o QR Code na embalagem para novos produtos, promoções ou informações regulatórias são atualizados no destino, sem redesenho ou reimpressão”, explica.

A executiva destaca ainda que empresas de beleza que utilizam QR Code padrão GS1 serializado conseguem fortalecer mecanismos de autenticidade e rastreabilidade, especialmente em categorias premium.

Redução de desperdício e ganho real de margem

Para o varejista de beleza, os impactos aparecem diretamente na operação. “A implementação do QR Code padrão GS1 possibilita reduzir em cerca de 30% o desperdício e otimizar a gestão de estoque”, afirma Virginia Vaamonde. Ela explica ainda que esse impacto se torna especialmente relevante em perfumarias que operam centenas de SKUs e trabalham com produtos com validade. “Isso representa ganho real de margem”.

Outro avanço importante está na integração entre lojas físicas e e-commerce. “No varejo e no e-commerce, o padrão melhora a gestão de estoque e facilita a integração com ERPs e marketplaces”, afirma.

A executiva também destaca que o QR Code padrão GS1 amplia a capacidade de comunicação das marcas e varejistas diretamente com o consumidor. “Com as informações não mais limitadas pelo espaço da embalagem, o QR code padrão GS1 possibilita que as marcas e os varejistas que operam marca própria compartilhem tutoriais em vídeo, recomendações, informações sobre ingredientes e promoções diretamente ao consumidor”.

Fidelização, promoções e experiência personalizada

As possibilidades de uso avançam para relacionamento, fidelização e experiência de compra. Segundo Virginia, uma marca pode utilizar o QR Code padrão GS1 para ativar programas de fidelidade por produto, gerar promoções geolocalizadas, oferecer conteúdos exclusivos e acompanhar o comportamento do consumidor em tempo real. “Uma marca pode premiar quem escaneia o produto, gerando dados sobre quais itens são mais consultados, em qual horário e em qual loja”, afirma.

O QR Code também pode conectar consumidores a tutoriais, experimentação virtual, informações detalhadas sobre ingredientes e recomendações de uso, criando jornadas mais personalizadas dentro do ambiente físico e digital. No varejo de beleza, isso significa transformar cada embalagem em um ponto ativo de relacionamento e venda.

Pesquisas da GS1 Brasil indicam ainda que, em 2025, mais da metade dos consumidores entrevistados prefere se comunicar com empresas por canais privados em vez de redes sociais. Para Virginia, isso reforça o potencial do QR Code como porta de entrada para experiências proprietárias e relacionamento direto entre marcas e consumidores.

QR Code vive momento semelhante ao e-commerce de 2012

Para Virginia Vaamonde, o mercado brasileiro ainda está no início dessa transformação, mas a mudança tende a acelerar nos próximos anos. “O QR Code padrão GS1 no varejo de beleza brasileiro está no mesmo ponto que o e-commerce estava em 2012: quem entrar agora não está apostando em tendência, está construindo vantagem competitiva duradoura”, afirma.

Ela reforça que o principal desafio do setor não é tecnológico, mas estratégico, e finaliza com um conselho. “Comece pela mudança de mentalidade antes de mudar a tecnologia. O QR code padrão GS1 não é apenas um QR Code. É a identidade digital do produto”.

No fim, o avanço do QR Code padrão GS1 aponta para uma mudança mais ampla no varejo de beleza. Mais do que direcionar consumidores para links ou campanhas promocionais, a tecnologia começa a conectar operação, experiência, rastreabilidade, relacionamento e dados dentro de uma mesma jornada. 

A embalagem deixa de funcionar apenas como suporte físico do produto e começa a assumir um papel mais ativo dentro da compra, conectando dados, operação e relacionamento em um mesmo ponto de contato. Assim, a evolução do QR Code mostra que investir na tecnologia GSI pode deixar de ser apenas um custo operacional para se tornar uma ferramenta estratégica de relacionamento, eficiência e vendas.

Tags
Experiência de VendasGestãoOperação de LojaTendência de Consumo

Leia mais

Notícias & Tendências
4 min de leitura

Hair care entra na era do skincare e cria novas oportunidades para indústria e varejo

Movimento impulsiona categorias como scalp care, séruns e tratamentos multifuncionais, amplia o ticket médio e leva lojas a vender rotinas completas, não apenas produtos

Operação & Estratégia
7 min de leitura

Reciclagem ganha espaço como estratégia para levar consumidor de volta à loja

No Dia Mundial do Ambiente, redes de beleza multimarcas mostram como programas de logística reversa estão transformando embalagens vazias em oportunidades de relacionamento, recorrência e vendas nas lojas físicas

Notícias & Tendências
6 min de leitura

O novo caminho da beleza massiva: escalar a personalização sem perder alcance

Com 73% dos consumidores dispostos a pagar mais por produtos personalizados, grandes marcas transformam segmentação em estratégia de crescimento. A partir de um lançamento para peles pretas e pardas, a Avon ilustra como esse movimento chega ao mercado de massa

Especiais

Eventos

PROFESSIONAL FAIR RJ
PROFESSIONAL FAIR RJ De 18 a 20 de outubro de 2026 Expo Rio Cidade Nova - Rio de Janeiro (RJ)
HAIR SUMMIT
HAIR SUMMIT De 12 a 14 de abril de 2026 Expo Center Norte - Pavilhão Azul - São Paulo (SP)
BRAZIL LASH CONGRESS
BRAZIL LASH CONGRESS De 30 a 31 de maio e 1 de junho de 2026 Expo Center Norte - São Paulo (SP)
PMU PRIME BRAZIL
PMU PRIME BRAZIL De 27 a 29 de abril de 2025 Pro Magno - São Paulo (SP)

Assine nossa Newsletter

Operação & Estratégia

Granado transforma flagship da CARE em uma experiência que vai além do produto

4 min de leitura
Operação & Estratégia

DI Trends estreia com marcas asiáticas e reforça aposta da Drogaria Iguatemi em curadoria de beleza e wellness

2 min de leitura
Operação & Estratégia

Unilever aposta em IA, neurociência e sensorialidade para criar próxima geração de produtos de beleza

4 min de leitura
Operação & Estratégia

Dia dos Namorados 2026 deve acirrar disputa no varejo de beleza

3 min de leitura
Categorias
  • Notícias & Tendências
  • Operação & Estratégia
  • E-commerce & Marketplace
  • Marketing & Vendas
  • Lançamentos
Destaque
  • Opinião
  • Entrevistas
  • Especiais
  • Podcast
Conteúdo
  • Podcast
Logo: Negócios de Beleza Logo: Beauty Fair

© 2026 todos os direitos reservados