Apenas 33% dos negócios de beleza estão se preparando para a Copa do Mundo, segundo a 1ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios. O estudo foi promovido pelo Sebrae em parceria com o IBGE, em agosto e setembro de 2022.
Segundo o levantamento, apenas 18% do mercado de beleza acredita que o campeonato irá aumentar seu faturamento, o que provavelmente explica a inércia do setor.
Copa do Mundo na área de beleza
Apesar da descrença de parte do mercado de beleza na Copa do Mundo, 29% do pequeno varejo está confiante de que o evento irá aumentar suas receitas. Além disso, os conteúdos relacionados ao tema já tomam os resultados de busca no Google e conteúdos nas redes sociais.
Entre os assuntos mais discutidos nessa área estão as maquiagens, com destaque para a região dos olhos, acessórios para cabelos e inspirações para as unhas. Isso significa que o evento tem potencial para impactar tanto a indústria, quanto o varejo e os salões de beleza.
Por isso, preparar a área de beleza para a Copa do Mundo é fundamental.
Visão pessimista vai contra a expectativa dos consumidores
Ainda que o mercado se movimente em sentido contrário, há quem permaneça pessimista. De acordo com a pesquisa, 9% do setor de beleza acredita que a Copa irá, inclusive, diminuir seu faturamento. Além disso, 73% considera que não deverá ser afetado pelo evento.
Mas não é isso que dizem os consumidores. 60 milhões de brasileiros pretendem fazer compras no período, de acordo com o levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Estima-se também um crescimento de 7,9% em relação ao faturamento de 2014, quando ocorreu a última Copa do Mundo, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Black Friday deverá influenciar vendas
Com a Copa do Mundo iniciando no final de novembro, o campeonato coincidirá pela primeira vez com a Black Friday. De acordo com um levantamento promovido pela Conversion, 96% dos brasileiros pretendem fazer compras durante o período este ano, um aumento de 8% em relação ao ano passado.
No ano passado, as categorias de Produtos de Beleza, Cosméticos e Perfumes foi o segundo com maios intenção de venda no período. O setor ficou atrás somente dos eletrônicos, segundo estudo da GFK.
Nesse sentido, e considerando que nesse mesmo intervalo o poder aquisitivo do brasileiro aumenta, as chances de impactar no faturamento dos negócios de beleza são cada vez mais altos.

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