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Lojas físicas de beleza

 78% dos brasileiros gostam de visitar lojas físicas de beleza e experimentar os produtos pessoalmente

Pesquisa revela que, mesmo hiperconectado, consumidor brasileiro de beleza mantém forte vínculo com a experiência presencial.

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FigCaption Medicine, pharmaceutics, health care and people concept. Female pharmacist taking medications from the shelf.
Por Redação em 03/03/2026 Atualizado: 03/03/2026 às 17:45
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Uma pesquisa do Globo Gente revela que 78% dos brasileiros preferem visitar lojas físicas de beleza para experimentar produtos, destacando a importância da experiência sensorial na decisão de compra. Apesar da influência do digital, onde 85% se informam online antes de ir às lojas, a validação na experiência presencial se mantém essencial, com 47% dos consumidores gastando muito em cosméticos. O setor, que movimentou mais de R$240 bilhões no último ano, se beneficia da integração entre canais e do atendimento personalizado, reforçando a loja física como um espaço de descoberta e curadoria.
Resumo supervisionado por jornalista.

O poder de compra do brasileiro pode até variar, mas os seus hábitos de consumo seguem impulsionando o setor de varejo. Considerado o quarto maior mercado mundial em produtos de cuidado pessoal, o Brasil segue uma verdadeira aceleração no eixo de beleza.

O último levantamento do Globo Gente mostra que 78% dos consumidores de beleza gostam de visitar lojas físicas para experimentar produtos pessoalmente, um dado que recoloca o ponto de venda no centro da estratégia do setor. Em um mercado onde textura, fragrância, cor e performance são determinantes, a experiência sensorial ainda é um dos principais motores de decisão.

E quando o assunto é dinheiro, o estudo revelou que 47% gastam muito com cosméticos. Com 235 mil novos negócios em 2025, o setor movimentou mais de R$240 bilhões somente no ano passado. É importante para o setor  entender o que está por trás destes números.

A loja física como território de descoberta

A pesquisa indica que a experimentação é parte essencial da jornada de compra em beleza. Diferentemente de outras categorias, nas quais preço e conveniência dominam, aqui o consumidor quer testar, comparar, sentir na pele. Esse comportamento reforça o papel da loja como ambiente de descoberta, curadoria e validação. Displays acessíveis, testers organizados, consultoria especializada e iluminação adequada tornam-se elementos de conversão. 

O apoio de profissionais no atendimento para esclarecer dúvidas e o imediatismo de poder levar a compra para casa no mesmo momento também são um grande diferencial que o varejo presencial oferece.

Jornada híbrida consolidada

Embora 78% valorizem a visita física, o estudo também aponta que a decisão não começa necessariamente na loja. 85% dos consumidores se informa sobre os produtos, acompanha influenciadores, compara avaliações  e só depois vai ao ponto de venda confirmar sua escolha.

Ou seja: o digital influencia, mas o físico valida. Essa dinâmica mostra que o comportamento é omnichannel por natureza. Dessa forma, o desafio para o varejo foca em integrar estoques, comunicação e narrativa de marca para que não haja ruptura entre o que o consumidor vê no feed e o que encontra na gôndola.

Comportamento do consumidor

Utilizando dados como frequência, preferência por categoria e local de compra, é possível traçar um perfil do consumidor, muito importante para que o empreendedor entenda diversos fatores determinantes, como o que está dando certo e aquilo que precisa melhorar.

O consumidor brasileiro gosta de tendências, inovação e praticidade. Hoje, um dos comportamentos mais clássicos do cliente nacional é pesquisar antes de tomar uma decisão. O estudo aponta que 91% das pessoas costumam comparar marcas antes de comprar seus produtos de beleza e 86% leem as avaliações antes de realizar o pedido.

O que isso significa

Essa realidade desmonta a narrativa de que o e-commerce teria potencial de apagar o varejo presencial em beleza. No setor, a experiência sensorial continua sendo vantagem competitiva.