O poder de compra do brasileiro pode até variar, mas os seus hábitos de consumo seguem impulsionando o setor de varejo. Considerado o quarto maior mercado mundial em produtos de cuidado pessoal, o Brasil segue uma verdadeira aceleração no eixo de beleza.
O último levantamento do Globo Gente mostra que 78% dos consumidores de beleza gostam de visitar lojas físicas para experimentar produtos pessoalmente, um dado que recoloca o ponto de venda no centro da estratégia do setor. Em um mercado onde textura, fragrância, cor e performance são determinantes, a experiência sensorial ainda é um dos principais motores de decisão.
E quando o assunto é dinheiro, o estudo revelou que 47% gastam muito com cosméticos. Com 235 mil novos negócios em 2025, o setor movimentou mais de R$240 bilhões somente no ano passado. É importante para o setor entender o que está por trás destes números.
A loja física como território de descoberta
A pesquisa indica que a experimentação é parte essencial da jornada de compra em beleza. Diferentemente de outras categorias, nas quais preço e conveniência dominam, aqui o consumidor quer testar, comparar, sentir na pele. Esse comportamento reforça o papel da loja como ambiente de descoberta, curadoria e validação. Displays acessíveis, testers organizados, consultoria especializada e iluminação adequada tornam-se elementos de conversão.
O apoio de profissionais no atendimento para esclarecer dúvidas e o imediatismo de poder levar a compra para casa no mesmo momento também são um grande diferencial que o varejo presencial oferece.
Jornada híbrida consolidada
Embora 78% valorizem a visita física, o estudo também aponta que a decisão não começa necessariamente na loja. 85% dos consumidores se informa sobre os produtos, acompanha influenciadores, compara avaliações e só depois vai ao ponto de venda confirmar sua escolha.
Ou seja: o digital influencia, mas o físico valida. Essa dinâmica mostra que o comportamento é omnichannel por natureza. Dessa forma, o desafio para o varejo foca em integrar estoques, comunicação e narrativa de marca para que não haja ruptura entre o que o consumidor vê no feed e o que encontra na gôndola.
Comportamento do consumidor
Utilizando dados como frequência, preferência por categoria e local de compra, é possível traçar um perfil do consumidor, muito importante para que o empreendedor entenda diversos fatores determinantes, como o que está dando certo e aquilo que precisa melhorar.
O consumidor brasileiro gosta de tendências, inovação e praticidade. Hoje, um dos comportamentos mais clássicos do cliente nacional é pesquisar antes de tomar uma decisão. O estudo aponta que 91% das pessoas costumam comparar marcas antes de comprar seus produtos de beleza e 86% leem as avaliações antes de realizar o pedido.
O que isso significa
Essa realidade desmonta a narrativa de que o e-commerce teria potencial de apagar o varejo presencial em beleza. No setor, a experiência sensorial continua sendo vantagem competitiva.
