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Disputa pelo consumidor: como a Inteligência artificial tem impactado a maneira de comprar

Esforço pelo tráfego orgânico evolui e algoritmos generativos tomam conta das buscas por produtos e serviços na era digital.

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Por Redação em 10/03/2026 Atualizado: 10/03/2026 às 20:17
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Com o advento da Inteligência Artificial, o SEO (Search Engine Optimization) evoluiu para o GEO (Generative Engine Optimization), refletindo uma mudança no modo como os consumidores buscam informações e produtos. Estudo da Accenture revela que 76% dos consumidores de beleza estão abertos a recomendações por IA, com 87% achando as sugestões úteis. A nova dinâmica exige que varejistas adaptem seus conteúdos para serem mais acessíveis aos algoritmos de IA, priorizando clareza, fontes confiáveis e respostas completas. Embora o SEO não tenha desaparecido, sua função se transformou, tornando essencial que marcas de beleza considerem sua visibilidade nas buscas geradas por IA para se manterem competitivas no mercado.
Resumo supervisionado por jornalista.

Quando a internet surgiu, as ferramentas de busca eram extremamente simplificadas. Com o desenvolvimento digital, ainda na década de 90, especialistas em marketing iniciaram o processo de otimizar seus sites para as ferramentas de busca online. O SEO (Search Engine Optimization) nasceu com o intuito de “ranquear” os conteúdos e tornar o acesso mais direcionado a partir de palavras-chave. Com a chegada da Inteligência Artificial, agora é possível encontrar o que se precisa com recomendações de um sistema autossuficiente. Para o varejo, estatísticas de mercado já mostram que o não entendimento deste novo método pode custar caro. 

Um estudo da consultora de mercado americana Accenture revelou que 76% dos consumidores de beleza se consideram abertos a recomendações por IA. Ou seja, existe uma abertura por parte das pessoas em encontrar seus produtos e dicas nestas ferramentas. Se antes a busca por informação acontecia pelo  Google, agora, é possível obter, em questão de segundos, uma resposta e indicações personalizadas por uma IA. 

A ferramenta: antes otimizada, agora automatizada

Segundo dados da Statista de 2025, o mercado de SEO foi avaliado em mais de US$86,8 bilhões. Considerado atemporal, ele evoluiu do método de inserção de metatags e palavras-chave com intuito de ranquear os sites em ferramentas de busca para um robusto sistema de compreensão digital automatizada. A chegada da IA generativa a partir do final de 2022 não tornou o SEO obsoleto, mas serviu como uma nova base para que essa tecnologia pudesse se desenvolver. 

Com o pioneirismo da inteligência artificial, uma parcela de pessoas deixou de utilizar as ferramentas de busca como antigamente. Agora, é possível buscar a partir da IA o que se precisa, e ainda segundo dados da Accenture, 83% dos consumidores dizem confiar nos resultados gerados pela IA para formar opiniões sobre produtos.

O SEO se torna GEO 

O Chat GPT, o Gemini e o Microsoft Copilot são ferramentas de inteligência artificial generativa apelidadas de “chatbots”, sistemas automatizados que geram respostas por comandos e conversação. Antes conhecido como SEO, o processo da busca otimizada evoluiu para o que muitos chamam de GEO (Generative Engine Optimization), definido como o processo de estruturação do conteúdo digital para se destacar nas respostas de ferramentas de IA.

A lógica dessa transformação abandona o sentido da disputa em “ranquear” o conteúdo através das ferramentas de SEO tradicionais e passa a ser sobre aquilo que é referência para a IA. No fim, ainda é preciso encontrar um equilíbrio entre ambas as medidas, já que o GEO não significa necessariamente que o SEO se tornou obsoleto. Nesta nova ordem das coisas, o desafio será identificar as necessidades de um conteúdo e para qual critério será melhor direcioná-lo. 

A IA enquanto nova parceira comercial

A DemandSage averiguou que o ChatGPT já alcança de 800 milhões a 1 bilhão de usuários semanalmente. Isso significa que uma gigantesca parcela da população já utiliza dessa ferramenta para algum tipo de busca. Tendo isso esclarecido, é possível compreender o impacto desses sistemas nas ferramentas de busca e na maneira como ele molda uma nova forma de consumo. Afinal, 87% dos consumidores afirmam ter achado as recomendações feitas pela IA úteis. 

Ao buscarmos informações, dados, referências ou produtos através da Inteligência Artificial, seu algoritmo rapidamente busca via internet resultados que mais agregam às palavras que utilizamos. Buscando entregar uma resposta rápida, as ferramentas generativas sintetizam o conteúdo de fontes, na maioria das vezes, confiáveis e bem estruturadas. 

Ao migrar para o varejo e consumo de produtos de beleza, há uma série de comportamentos por parte do público que evidenciam essa nova fase do processo de busca. São elas:

  • Procura por produtos específicos; 
  • Busca por rotinas e dicas de autocuidado;
  • Sugestão de lugares (varejo) para compras;
  • Comparação entre mercadoria;
  • Recomendação de tendências do momento.

Todas essas alternativas já se destacam entre os hábitos de pesquisa do consumidor na IA eo impacto nas vendas já é significativo.

Roleta da sorte: Como a IA escolhe o que mostrar?

Pesquisas sobre o comportamento generativo da Inteligência Artificial mostram que, no fundo, seu sistema tende para um bias (viés) que costuma favorecer conteúdos validados por terceiros. Isso inclui o design que estes modelos possuem desde sua concepção até a maneira como são treinados através da interação com seus usuários. Logo, compreender completamente seu comportamento chega a ser uma tarefa muito difícil, no entanto, é possível sim, principalmente para o varejo, encontrar estratégias que favoreçam seu portfólio dentro das buscas em IA.

Das medidas que podem ser tomadas, estão entre elas:

Fortalecimento de fontes

Ao disponibilizar uma notícia, ou até mesmo um produto, é importante estabelecer também fontes e maneiras de atestar a veracidade deles. Utilizar não somente o conteúdo gerado por si, como também se aproveitar de fontes externas e confiáveis para embasar ainda mais o ponto de vista.

Clareza e coesão

Um site com design claro, bem estruturado e fácil de ser lido pelas ferramentas de IA faz toda a diferença. Os algoritmos, por serem automatizados, às vezes não conseguem ler e identificar todos os elementos se estiverem dispostos de maneira diferente da qual sua programação permite a leitura. O mesmo vale para textos e descrição de produtos.

Respostas completas

Por serem respostas geradas via prompts enviados por usuários, as buscas da Inteligência Artificial procuram respostas completas para as perguntas. Diferente do SEO, as ferramentas vão além das palavras-chave e buscam também o contexto.

O que é importante para o varejo de beleza?

Encarar este período de inovação tem sido mais do que um desafio para o varejo, ele se tornou uma tarefa conjunta. Por ainda estarmos diante de um contexto novo para muitas pessoas, o momento é encarado com certa relutância.

Varejistas da beleza precisam direcionar parte de seu foco para sanar as dúvidas que as pessoas buscam via Inteligência Artificial. Esquematizar o conteúdo para se destacar nas ferramentas de busca é importante, mas tornou-se essencial encontrar um espaço neste processo para adaptar e pensar no conteúdo de maneira acessível para os algoritmos de IA. Além da presença no digital, é importante para um negócio construir estabilidade e credibilidade nas redes sociais e em veículos de comunicação, afinal, a inteligência artificial também os utiliza como ferramenta de busca. 

Quanto mais dados disponibilizados, melhor, já que os algoritmos buscam elementos como gráficos, tabelas e informações especializadas. 

Marcas de beleza com presença forte no digital se beneficiam da inteligência artificial quando um consumidor busca informações sobre um produto. Seu prompt ativa a procura do algoritmo e a resposta é gerada rapidamente, reunindo de maneira condensada informações relacionadas às demandas do usuário. Mesmo que haja inúmeras opções de um produto, a IAdestacará somente alguns, favorecendo uns em relação a outros em sua resposta. 

No fim, é evidente que o SEO não morreu, ele apenas evoluiu com a chegada da inteligência artificial. As prioridades, no entanto, mudaram, e hoje a pergunta: “será que minha marca aparece na busca de IA” deverá figurar entre as principais questões levantadas durante o planejamento de um conteúdo para o digital. O profissional da beleza que se encarar com otimismo e estratégia estas novas mudanças, não só aprenderá novas formas de se comunicar com seu consumidor, como também fortalecerá seu negócio dentro de um cenário digital que tende a expandir consideravelmente.