A transformação na forma de comprar, impulsionada pela tecnologia e pelo acesso à internet, fez com que um terço da população brasileira optasse por adquirir produtos online, particularmente na plataforma Shopee. Embora o varejo físico continue relevante, o e-commerce, aliado a redes sociais como Instagram e TikTok, redefine hábitos de consumo, tornando as compras online uma prática comum e conveniente. Distribuidores desempenham um papel crucial, conectando marcas e consumidores e utilizando dados para otimizar experiências de compra. Apesar da popularidade do digital, muitos consumidores ainda preferem pesquisar produtos online antes de comprá-los em lojas físicas, evidenciando a importância do contato humano no varejo. Exemplos como o Grupo Boticário mostram que é possível uma coexistência benéfica entre o digital e o físico, reforçando a necessidade de uma abordagem omnicanal no consumo.
Resumo supervisionado por jornalista.O advento da tecnologia e o fácil acesso à internet mudaram completamente a maneira de comprar. Hoje, por exemplo, um terço da população brasileira adquire produtos pela plataforma digital da Shopee. Este comportamento traduz não só um meio popular e atual de consumir, como oferece também um panorama dos hábitos do cliente e das tendências de mercado.
Os distribuidores, nesse caso, empresas que atuam como intermediárias entre fabricante e canal de venda, dominam uma grande parcela do mercado de varejo. O ato de ir a uma loja e fazer compras continua em alta, no entanto, o surgimento do e-commerce e das plataformas de vendas online impactou diretamente na maneira que as pessoas compram seus produtos.
Diante de tais perspectivas, fomenta-se um novo questionamento: afinal, a era digital é uma ameaça ou uma reinvenção?
A independência digital
Antigamente, quando se precisava de um produto, nos dirigíamos imediatamente a um shopping, uma loja, ou qualquer outro meio de compra presencial. Quando as compras online surgiram, o nível de confiança neste segmento era baixo, pessoas tinham medo de comprar online e 1) não receber seus produtos ou 2) levar um golpe. No entanto, a tecnologia evoluiu, e com ela os métodos de segurança e a cobertura da defesa do consumidor. Hoje, fazer compras online é um hábito cotidiano, com a facilidade de receber em casa um produto depois de fazer apenas um clique.
O E-commerce e as redes sociais desempenham um papel fundamental na disseminação do ato de consumo digital. Plataformas digitais como Instagram, Facebook e X agora possuem módulos que facilitam a compra dentro de seus aplicativos. Até mesmo o TikTok e o Kawaii, cuja finalidade é o entretenimento por vídeo, popularizaram as famosas lives, onde um influenciador oferta em tempo real produtos disponíveis para venda.
Marcas de diversos setores fortaleceram seus sites e, além de parcerias com outras plataformas, disponibilizam seu catálogo de produtos digitalmente. Isso diminui diretamente o contato do consumidor com o varejo, tornando a experiência de compra presencial às vezes mais escassa.
Distribuidor que se faz presente
Ainda que o e-commerce possua uma considerável fatia da porcentagem de vendas dentro do setor de beleza, consumidores ainda possuem preferência por compras em lojas físicas. No entanto, muitos afirmam pesquisar na internet sobre os produtos antes de irem atrás deles nas prateleiras das lojas. Este gancho permite que o distribuidor se faça presente na vida do cliente, não só fidelizando-o a partir de uma boa experiência, mas também aproveitando o que o digital pode oferecer para impulsionar seu negócio.
A análise de dados é um assunto muito importante para o sucesso de um empreendimento, ferramentas digitais oferecem uma gama de informações úteis para o varejista. Além de darem insights sobre vendas e comportamento do consumidor, elas também oferecem estratégias que facilitam o sortimento de categoria em lojas, antecipando necessidades e desenvolvendo um plano estrutural de qualidade para o empreendimento.
O papel das distribuidoras também é vital para a logística de operações, afinal, muitas marcas não conseguiriam ofertar seus produtos sem um canal de vendas apropriado. No ramo de cosméticos e produtos de skincare, nomes como Rare Beauty e The Ordinary chegaram ao Brasil por meio de revendedoras como a Sephora. Estas varejistas exercem um papel fundamental no acesso a itens de marcas que possuem predominância no digital.
Comprar uma base demanda mais do que apenas decidir qual marca levar para casa, é necessário analisar tons, aderência, qualidade e o efeito dela na pele. Sem estes conhecimentos definidos, adquirir tal produto em uma loja online representa um risco para o consumidor, e daí, mais uma vez, faz-se necessário a ida a uma loja de cosméticos ou uma perfumaria.
O marketing existe enquanto uma necessidade não somente do produto, mas também de quem o vende (e revende). As estratégias que fortalecem um plano de negócios e, mais adiante, suas vendas, são muito importantes para o empreendedor. Assim, o varejista sempre será uma peça essencial dentro do mercado, já que, embora o digital ofereça benefícios, nada superará o valor do contato face-to-face do ser humano.
Conclusão
Recentemente, o Grupo Boticário atingiu dois grandes feitos: tornou-se a maior varejista monomarca de beleza do mundo em número de lojas e entrou também para o marketplace da Shopee. Estes dois exemplos dentro de uma mesma marca não aconteceram à toa: eles afirmam que é possível haver uma coexistência pacífica entre o digital e o varejo físico, onde ambos se fortalecem mutuamente.
O varejo deve deixar de se ver apenas como um intermediário e se assumir como acelerador de consumo. Dados responsáveis por analisar operações de mercado podem auxiliar perfumarias e lojas a se integrarem cada vez mais no digital, gerando uma presença omnicanal que agregue aos objetivos do empreendimento.

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