Na minha última coluna, compartilhei um pouco do que vivi ao mergulhar pelo Brasil e conhecer de perto quem constrói essa profissão todos os dias. Saí daquele percurso com uma certeza muito forte: o que move o cabeleireiro vai muito além da técnica. É uma transformação inquieta, que não para de evoluir.
E talvez por isso exista algo que une praticamente todos eles, independentemente de onde começaram ou aonde querem chegar: a educação.
O cabeleireiro, por essência, é um profissional que nunca para de aprender. Não porque é uma obrigação, mas porque faz parte da sua identidade, da sua arte. A beleza muda o tempo todo. O que era tendência há três, quatro anos atrás, hoje já não é mais, e com certeza não será amanhã. Técnicas evoluem, estilos se reinventam, e acompanhar esse movimento deixa de ser uma escolha e passa a ser parte do próprio ofício.
Junto com tudo isso vem uma inquietude constante: querer fazer melhor, entregar mais, crescer.
Mas, olhando mais de perto, comecei a perceber que essa relação com a educação vai muito além da atualização técnica. Ela tem a ver com possibilidade.
Possibilidade de crescer.
De ganhar mais.
De ser reconhecido.
De se tornar referência.
De mudar a própria história.
É aqui que entra uma reflexão importante, principalmente para nós, indústria:
Se o profissional já carrega dentro dele essa vontade de evoluir, esse desejo por aprender, o nosso papel não pode ser apenas o de fornecer produtos ou oferecer treinamentos pontuais. A gente precisa ser parceiro de jornada. E essa tem sido minha missão e inspiração desde que assumi essa cadeira.
Parceiro de quem está começando, no puxadinho, no fundo de casa. De quem está tentando dar o próximo passo. E, também, de quem já chegou longe, mas sabe que ainda pode ir além.
Porque a verdade é simples: ninguém cresce sozinho nessa profissão.
Ao longo desse último ano, olhando para tudo o que construímos e para o que ainda queremos construir, uma coisa ficou muito clara para mim: educação só faz sentido quando gera impacto real.
Quando ajuda o profissional a conquistar mais clientes.
Quando aumenta a confiança na execução de um serviço.
Quando destrava uma nova fonte de renda.
Quando gera reconhecimento.
Quando acelera a carreira.
E talvez essa seja a maior mudança de mentalidade que a gente precisa fazer como mercado: entender que educação não é algo pontual, nem acessório, é parte central da construção de uma carreira sólida e de uma profissão mais valorizada. Porque, no fim, não é sobre quantos cursos alguém fez. É sobre o que ele conseguiu construir a partir deles.
Se na primeira coluna eu trouxe a reflexão sobre o reconhecimento da profissão, aqui deixo uma continuação importante: a valorização do cabeleireiro não vai vir só de fora. Ela também se constrói de dentro — através do desenvolvimento, da confiança e da evolução constante.
E a educação é, sem dúvida, o caminho mais potente para isso.
Aqui na L’Oréal, a gente tem olhado cada vez mais para essa jornada de forma completa. Criando caminhos que acompanham o profissional em diferentes momentos da sua carreira, desde plataformas gratuitas, como o Access, com acesso a conteúdos técnicos e de gestão, e o próprio Lorealistar que acabamos de lançar. Esse último é uma grande comunidade profissional com benefícios exclusivos, mas que também oferece educação, até programas mais avançados que ajudam a desenvolver carreira, construir reconhecimento e abrir novas oportunidades. Cursos gratuitos e monetizados por todo o Brasil, mas também nas nossas academias do Rio de Janeiro de São Paulo.
Temos iniciativas que conectam educação com prática, outras que ampliam visão de negócio, e, também, aquelas que ajudam o profissional a ganhar visibilidade e se posicionar no mercado. Tudo isso com um objetivo muito claro: não formar apenas bons técnicos, mas profissionais mais preparados, confiantes e protagonistas da própria trajetória.
Hoje, essa jornada já impacta mais de 100 mil profissionais por ano, e nosso compromisso é seguir ampliando esse alcance, chegando a 150 mil em 2026.
Porque, no final, é isso que a educação faz: ela não muda só a técnica. Ela é capaz de mudar o futuro.

Triskle