A história da Itely com o Brasil não é de hoje, já que há alguns anos a marca teve uma presença relevante no país, em uma fase marcada principalmente pelo sucesso das colorações profissionais nos salões de beleza. Como esperado, essa retomada de relacionamento, iniciada há pouco mais de um ano, exigiu adaptações e ajustes. “2025 foi um período para consolidar aprendizados e calibrar o percurso.
A Itely agora avança de forma consciente e consistente, priorizando decisões fundamentadas para ganhar tração e ampliar capilaridade no momento adequado, com um modelo validado e preparado para sustentar seu crescimento”, diz Murilo Reggiani, sócio-diretor de varejo da marca para Brasil e América Latina, que em entrevista exclusiva fala sobre como estes novos conhecimentos e descobertas vão impactar o 2026 da Itely por aqui; acompanhe.

Não só o público profissional foi impactado pelo retorno da Itely ao Brasil, mas também o consumidor final. Como isso se deu?
Neste retorno, estamos pela primeira vez desenvolvendo produtos voltados ao consumidor final, um canal no qual acreditamos muito. Existe uma memória afetiva forte da marca entre os profissionais da beleza, e queremos ampliar essa relação também com o público final, mantendo a qualidade que sempre definiu a Itely.
O regresso da Itely ao país coincidiu com a sua volta ao setor da beleza. Como tem sido a recepção?
Tive bons anos à frente da Vult, seguidos por sete anos fora do setor. Neste meu retorno ao mercado, agora com a Itely, fui recebido pelo varejo de beleza como quem volta para casa. Reencontrei amigos de muitos anos, pessoas com quem construí relações reais e vivi momentos importantes da minha trajetória. O carinho e a forma como me acolheram superaram todas as minhas expectativas – eu sabia que tinha feito bons amigos ao longo do caminho, mas esse retorno deixou isso ainda mais claro e sou muito grato por isso. Esse apoio e o prestígio de importantes parceiros do varejo de beleza têm sido fundamentais para compreender o mercado e avaliar acertos e oportunidades de melhoria. Esse processo nos permite avançar de forma consistente, potencializando resultados e corrigindo falhas, com o objetivo de conquistar não apenas maior capilaridade, mas, sobretudo, relevância junto aos consumidores.

Conquistar relevância junto aos consumidores é, para você, um dos maiores desafios do momento?
Sim, esse é, sem dúvida, o maior desafio atual. A forma de comunicar a marca, seus diferenciais e atributos ao público consumidor mudou profundamente. As redes sociais redefiniram os rumos da publicidade, e os influenciadores passaram a ocupar um papel central, tornando-se protagonistas de audiências expressivas e construindo relações genuínas com suas comunidades. Trata-se de um cenário incrível e inspirador, porém desafiador para as marcas. Conquistar a atenção e o engajamento do consumidor já não se resume a oferecer bons produtos, preços competitivos ou campanhas bem elaboradas em programas de televisão. Hoje, o sucesso está cada vez mais ligado à criação de comunidades, à conexão verdadeira e à construção de relacionamentos relevantes e duradouros com a audiência.
Pode comentar sobre o interesse da Itely em chegar ao home care e não se limitar mais ao cuidado profissional?
A Itely tem uma história sólida, construída ao longo de quase 40 anos, com presença em mais de 90 países e forte relevância no mercado profissional em todo o mundo. No Brasil, a marca teve uma atuação importante e, em determinado momento, optou por encerrar suas operações locais. Quando nos conhecemos, a proposta inicial foi trazer a linha profissional, importada da Itália. Como minha trajetória sempre foi no varejo da beleza, onde atuo há mais de 30 anos, propus um caminho diferente. Conhecendo a qualidade, relevância e a força global da marca, sugeri desenvolver uma linha dedicada ao varejo, permitindo que o consumidor final tivesse acesso à Itely. A ideia foi bem recebida, e hoje o Brasil é o primeiro país a ter uma linha Itely Home Care.
A estratégia de marketing será focada no digital?
O digital hoje é uma realidade absoluta e incontornável. É ali que estão os públicos mais jovens, que consomem conteúdo, constroem relação com as marcas e têm a maior expectativa de consumo ao longo do tempo. Estar presente nesses canais não é uma escolha, é uma necessidade. Os demais meios de comunicação continuam relevantes, mas passaram a ter um papel complementar. Eles ajudam a ampliar alcance e reforçar a mensagem, enquanto o digital concentra o protagonismo na construção e na continuidade da relação com a marca. Não podemos ficar de fora disto.

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