Séries dramáticas, vídeos de TikTok, grupos de música pop, festivais e uma rotina de skincare conhecida no mundo inteiro fizeram a beleza coreana viralizar. É claro que, em algum ponto, todo esse buzz viraria demanda de prateleira para perfumarias.
O avanço da k-beauty no Brasil já se traduz em dados concretos de mercado e comportamento: as importações de produtos coreanos de skincare cresceram 57% entre 2023 e 2024 segundo a UN Comtrade, enquanto o país movimentou cerca de US$ 15,2 milhões em importações desse segmento em 2025 de acordo com a MDIC. A Circana revelou que esse crescimento já se reflete no varejo, onde marcas asiáticas representam 14% das vendas de cosméticos no Brasil .

No topo do funil, o interesse também acelera: as buscas por “k-beauty” aumentaram 70% em 2025 em comparação com 2024, atingindo recorde histórico, com termos específicos como “peeling coreano” crescendo 1.150%, “máscara de colágeno coreana” 300% e “shampoo coreano” 350% segundo dados do Google Trends. Nas redes sociais, hashtags como #kbeauty registraram crescimento de 200% globalmente e 130% no Brasil, enquanto o consumo já se consolida no digital, com 70% das vendas de k-beauty acontecendo online (NIQ, 2025).
Todo esse movimento evidencia que a tendência deixou de ser nicho para se tornar uma frente relevante e escalável no mercado de beleza brasileiro. Aí vem o desafio: o cliente chega na loja pedindo pelo nome dos produtos, comparando ingredientes e citando influenciadores. E o varejista que não tiver esse mix organizado pode perder a venda.
Por isso, este artigo foi pensado para quem vende, não para quem compra. Aqui você vai entender por que o k-beauty ganhou tanto espaço no mercado brasileiro, quais marcas coreanas apresentam melhor giro, como montar uma comunicação eficiente com base na rotina de skincare coreana, e onde encontrar fornecedores confiáveis para o seu negócio.
O que é k-beauty e por que a Coreia do Sul domina o mercado de beleza
K-beauty é o conjunto de produtos, técnicas e filosofia de cuidados com a pele originados na Coreia do Sul. O que diferencia esse mercado é tanto a qualidade dos produtos, quanto a velocidade de inovação. Muitas vezes, marcas coreanas chegam ao mercado com ingredientes e formatos que as marcas ocidentais vão adotar dois ou três anos depois. Tudo isso é impulsionado pela febre midiática em torno do país.
Para o varejista, entender a lógica do k-beauty é entender o que move o consumidor. A Coreia do Sul exporta não apenas produtos, mas um estilo de vida. Quem compra uma Banila Co não está comprando só um limpador, mas a promessa de uma pele cuidada, de uma rotina com começo, meio e fim. Isso aumenta o ticket médio e fideliza o cliente.
O k-beauty também se sustenta muito bem nas redes sociais. Tutoriais de rotina de skincare coreana têm bilhões de visualizações no TikTok e no YouTube, o que significa que parte do trabalho de educação do consumidor já está sendo feito antes mesmo de ele entrar na sua loja.
As marcas coreanas que mais vendem no Brasil e por quê
Nem toda marca coreana tem o mesmo apelo comercial no mercado brasileiro. Algumas construíram reconhecimento de marca suficiente para gerar demanda espontânea: o cliente entra e já pede pelo nome. Outras exigem mais trabalho de apresentação. Para o varejista, saber quais são quais faz toda a diferença na hora de montar o mix.
Banila Co: presença de prateleira garantida

A Banila Co é hoje uma das marcas coreanas mais conhecidas no Brasil fora do universo k-beauty. Isso se deve em grande parte ao Clean It Zero, mas a linha completa tem crescido em visibilidade. Para o varejista, trabalhar com Banila Co significa apostar em uma marca com reconhecimento crescente e ticket acessível, o perfil ideal para apresentar k-beauty a quem ainda não conhece.
Além do produto estrela, a Banila Co tem uma linha de base, batons e primers que atendem bem o público que busca marcas coreanas famosas de maquiagem, um segmento ainda pouco explorado no varejo nacional. É uma oportunidade de cross-sell natural para quem já compra a linha de skincare.
Cleasing balm Clean It Zero: o produto que vende sozinho
Dentro dos produtos coreanos disponíveis no Brasil, o Clean It Zero está entre os que desempenham a maior demanda espontânea no varejo e faz parte do portfólio da Banila Co. O cliente que já conhece pede pelo nome; o que não conhece, compra quando vê a demonstração. Poucas SKUs têm esse perfil no segmento de limpeza facial.
Para o varejista, o Clean It Zero funciona bem como produto de entrada: preço acessível, resultado visível rápido e proposta de uso clara. Uma vez que o cliente experimenta e aprova, a probabilidade de ele voltar para explorar outras marcas coreanas da sua loja aumenta consideravelmente.
Outras marcas coreanas com bom potencial de giro
Além das duas marcas acima, estas são as melhores marcas coreanas de skincare para incluir no mix varejista com base em demanda crescente e perfil de recompra:
• COSRX — excelente giro entre o público com acne e poros dilatados. Alta recompra.
• Some By Mi — apelo visual forte, boa para exposição de gôndola.
• Laneige — ticket mais alto, atrai o consumidor que já tem familiaridade com k-beauty.
• TIRTIR — crescimento acelerado puxado pelas redes sociais, boa para lançamentos.
• Innisfree — apelo sustentável, diferencial para públicos mais conscientes.
Rotina de skincare coreana: como usar esse conceito para vender mais
A rotina de skincare coreana é um dos maiores ativos de comunicação que um varejista de beleza pode usar. Ela transforma uma compra avulsa em uma jornada de múltiplos produtos e o cliente que entende a lógica da rotina tende a voltar para completar as etapas que ainda não tem.
A rotina de skincare completa tem até dez passos, mas para fins de varejo, trabalhar com uma versão de cinco a sete etapas já é suficiente para aumentar o ticket médio e educar o cliente:
1. Double cleansing — limpeza com óleo ou bálsamo (Clean It Zero) seguida de sabonete.
2. Tônico — prepara a pele e aumenta a absorção dos produtos seguintes.
3. Essência — ativo concentrado exclusivo da metodologia coreana.
4. Sérum ou ampola — tratamento específico (manchas, firmeza, poros).
5. Hidratante — sela a hidratação e protege a barreira da pele.
6. Protetor solar — etapa inegociável para qualquer pele.
Do ponto de vista comercial, cada etapa é uma oportunidade de venda. Varejistas que treinam a equipe para explicar a rotina de skincare coreana podem sair à frente, já que o cliente deixa de comprar um produto e passa a montar um kit.
Outra estratégia eficaz é criar kits de rotina por tipo de pele: pele oleosa, pele seca, pele sensível. As marcas coreanas têm produtos específicos para cada perfil, o que facilita a curadoria e reduz a fricção na decisão de compra.
Marcas coreanas para cabelo: uma oportunidade ainda pouco explorada no varejo

Enquanto o skincare coreano já tem presença consolidada no varejo brasileiro, as marcas coreanas para cabelo ainda são uma lacuna. Poucos varejistas trabalham com esse segmento, o que representa uma oportunidade real para quem quiser se posicionar antes da demanda explodir.
A lógica das marcas coreanas para cabelo segue a mesma filosofia do skincare: ingredientes de alta concentração, fórmulas gentis e foco em saúde do couro cabeludo, não apenas na aparência dos fios. Um diferencial claro para um público cansado de produtos que prometem muito e entregam pouco.
As marcas com maior potencial para o varejo nacional neste segmento:
• DAENG GI MEO RI — especialista em queda capilar com base em ingredientes orientais. Ótimo para público acima de 35 anos.
• La’dor — tratamentos de reconstrução e proteção térmica, popular entre quem faz química.
• Mise-en-scène — óleos e cremes de finalização com resultado imediato, fácil demonstração em loja.
• Ryo — linha para couro cabeludo sensível e oleoso, diferencial claro frente às marcas convencionais.
Marcas coreanas famosas de maquiagem: amplie o mix além do skincare

Muitos varejistas associam k-beauty exclusivamente ao skincare, mas as marcas coreanas famosas de maquiagem têm crescido em visibilidade no Brasil, especialmente entre o público que já usa a rotina de skincare coreana e quer manter a mesma lógica de qualidade na base, no blush e no acabamento.
O diferencial das marcas coreanas famosas de maquiagem está nas fórmulas: produtos com ativos de skincare incorporados, texturas leves que não tapam os poros e tons desenvolvidos para peles asiáticas, o que funciona bem para peles brasileiras de subtom amarelado ou neutro.
Destaques para o varejo:
• Banila Co — bases, primers e batons com fórmulas que mesclam maquiagem e cuidado.
• TIRTIR — cushions viralizados no TikTok, alta demanda entre 18 e 30 anos.
• Peripera — batons e blushes com cores vibrantes e preço de entrada acessível.
• rom&nd — tendência crescente, especialmente nas versões de lip tint.
Marcas coreanas de skincare no Brasil: onde o varejista encontra fornecedores

Para o varejista que quer trabalhar com marcas coreanas de skincare no Brasil, o primeiro passo é identificar distribuidores oficiais que garantam produtos com registro na Anvisa, rastreabilidade e suporte comercial. Evitar canais paralelos protege tanto o negócio quanto o consumidor final.
As principais formas de acessar o mercado de marcas coreanas de skincare no Brasil como varejista:
• Distribuidores oficiais de k-beauty — empresas especializadas que importam e distribuem marcas coreanas com toda a documentação regulatória em ordem.
• Feiras do setor — eventos como a Beauty Fair e Beauty Show são oportunidades para conhecer marcas e fechar condições comerciais diretamente.
• Contato direto com as marcas — algumas marcas coreanas já têm escritórios ou representantes no Brasil e aceitam parceiros varejistas com volume mínimo.
• Plataformas B2B especializadas — marketplaces focados em cosméticos internacionais, com fornecedores verificados e condições para revenda.
Independentemente do canal escolhido, sempre verifique o registro Anvisa do produto antes de colocar em prateleira. Produtos sem registro podem gerar multas e comprometer a reputação da loja, um risco que não vale correr para nenhuma categoria, especialmente em um segmento em crescimento como o k-beauty.
Como posicionar as marcas coreanas na sua loja e começar a vender mais
Ter os produtos é o primeiro passo, mas o varejista que quiser extrair o máximo do k-beauty precisa ir além do sortimento. Posicionamento, comunicação e treinamento de equipe fazem a diferença entre um produto que encalha e um que vira recompra.
Algumas ações práticas para quem está começando com marcas coreanas no varejo:
- Crie um espaço dedicado ao k-beauty — agrupe os produtos por origem e crie uma identidade visual que remeta à estética coreana. O cliente que já conhece o universo se sente em casa; o que não conhece fica curioso.
- Treine a equipe na rotina de skincare — vendedor que entende a lógica das etapas vende kits, não produtos avulsos.
- Use o Clean It Zero como produto de entrada — demonstre, deixe o cliente sentir a textura. A conversão após demonstração é muito alta.
- Comunique nas redes sociais — mostre a rotina de skincare coreana em vídeo. Conteúdo educativo sobre k-beauty gera engajamento e atrai novos clientes.
- Explore maquiagem junto com skincare — quem usa marcas coreanas de skincare tem alta propensão a experimentar maquiagem da mesma origem.
O mercado de marcas coreanas no Brasil ainda tem muito espaço para crescer e o varejista que se posicionar agora como referência em k-beauty vai colher esse crescimento com vantagem competitiva. Comece com um mix enxuto, eduque sua equipe e deixe a qualidade dos produtos fazer o trabalho de fidelização.
