A StarLive, empresa brasileira de live commerce, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas, destacando-se no varejo digital, especialmente no setor de beleza. Em novembro, a companhia alcançou R$ 11 milhões em vendas no lançamento do primeiro espaço público de estúdios de live shop da América Latina, o StarLive(Shop) – Street Studio, localizado na Vila Madalena, que oferece infraestrutura para transmissões simultâneas. Com foco na técnica de venda e não na audiência, a StarLive capacita live sellers, independentemente de seguidores, e já conta com mais de 1.000 profissionais ativos. A interatividade do público brasileiro nas transmissões ao vivo também se mostra vantajosa, superando as vendas de campanhas tradicionais.
Resumo supervisionado por jornalista.O live commerce, modelo de vendas por transmissões ao vivo nas redes sociais, avança no Brasil com números que chamam atenção do varejo de beleza. A StarLive, empresa nativa de social commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema, consolidando o formato como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O pico veio em novembro: a empresa alcançou R$11 milhões em vendas no mês de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de live shop do Brasil, em São Paulo.
O cenário é favorável: um relatório da ResearchAndMarkets.com estima que o mercado de social commerce no Brasil deve movimentar US$4,16 bilhões em 2025, com projeção de chegar a US$6,92 bilhões em 2030. No recorte específico do live commerce, dados da Grand View Research indicam que o setor movimentou US$151,2 milhões em 2024 e pode alcançar US$488,3 milhões até 2030. Para o setor de beleza, que já figura entre as categorias com maior aderência ao formato, o momento representa uma oportunidade concreta de diversificar canais de venda.
O espaço físico do live
Inaugurado no coração da Vila Madalena, o StarLive(Shop) – Street Studio é o primeiro ambiente 100% phygital da América Latina, unindo varejo presencial, transmissão ao vivo e social commerce no mesmo fluxo. A inspiração veio diretamente da China: o espaço reúne 10 estúdios profissionais com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce.
O Street Studio está disponível para marcas, creators independentes e live sellers, sem exigência de número mínimo de seguidores. Empresas como Nívea, Wap, Insider, Avon, Relaxmedic, Maxfem e Payot já utilizaram a estrutura. A possibilidade de alugar estúdios por hora abre o modelo também para vendedores independentes e afiliados que queiram profissionalizar suas transmissões sem grande investimento inicial.
Técnica de venda, não audiência
Um dos diferenciais que a StarLive propõe ao mercado está no perfil de quem conduz as lives. No modelo da empresa, o live seller não é necessariamente um influenciador digital — o critério central não é audiência, mas técnica de venda ao vivo. Para Evelyn B. Marques, essa distinção é fundamental para derrubar uma barreira de entrada que afasta muitas marcas do formato: “Se a pessoa sabe vender ao vivo, ela pode usar o estúdio. Esse é o maior mito que precisamos quebrar no mercado brasileiro.”
Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable vídeos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre e Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook.
A trajetória da fundadora ilustra a expertise da operação. Evelyn iniciou sua carreira em 2018 na China, onde desenvolveu suas metodologias de apresentação ao vivo. Em 2024, ultrapassou R$25 milhões em vendas no Kwai.
O consumidor brasileiro e o live
Embora o modelo tenha sido criado na China e lá opere em escala massiva, o comportamento do público brasileiro exige adaptações. Segundo Evelyn B. Marques, o público local tende a ser mais interativo: faz perguntas no chat, solicita demonstrações detalhadas e valoriza a espontaneidade das transmissões.Para marcas de beleza, acostumadas a comunicar textura, cobertura, resultado e sensorialidade, essa interatividade pode ser um trunfo: a live entrega, em tempo real, o que o e-commerce tradicional tenta compensar com fotos e descrições.
“O consumidor já comprou a ideia. Hoje, lives convertem mais do que campanhas tradicionais em várias categorias”, avalia a fundadora, observando que áreas de performance e comercial já começam a incorporar o live shop como canal de vendas.

Triskle