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StarLive impulsiona o social commerce no Brasil com R$ 11 milhões em vendas

Empresa nativa de live commerce encerrou 2025 com R$ 100 milhões movimentados em seu ecossistema e inaugurou o primeiro espaço público de estúdios de live shop do país, na Vila Madalena.

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Por Redação em 14/03/2026 Atualizado: 14/03/2026 às 09:00
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A StarLive, empresa brasileira de live commerce, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas, destacando-se no varejo digital, especialmente no setor de beleza. Em novembro, a companhia alcançou R$ 11 milhões em vendas no lançamento do primeiro espaço público de estúdios de live shop da América Latina, o StarLive(Shop) – Street Studio, localizado na Vila Madalena, que oferece infraestrutura para transmissões simultâneas. Com foco na técnica de venda e não na audiência, a StarLive capacita live sellers, independentemente de seguidores, e já conta com mais de 1.000 profissionais ativos. A interatividade do público brasileiro nas transmissões ao vivo também se mostra vantajosa, superando as vendas de campanhas tradicionais.

Resumo supervisionado por jornalista.

O live commerce, modelo de vendas por transmissões ao vivo nas redes sociais, avança no Brasil com números que chamam atenção do varejo de beleza. A StarLive, empresa nativa de social commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema, consolidando o formato como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O pico veio em novembro: a empresa alcançou R$11 milhões em vendas no mês de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de live shop do Brasil, em São Paulo. 

O cenário é favorável: um relatório da ResearchAndMarkets.com estima que o mercado de social commerce no Brasil deve movimentar US$4,16 bilhões em 2025, com projeção de chegar a US$6,92 bilhões em 2030. No recorte específico do live commerce, dados da Grand View Research indicam que o setor movimentou US$151,2 milhões em 2024 e pode alcançar US$488,3 milhões até 2030. Para o setor de beleza, que já figura entre as categorias com maior aderência ao formato, o momento representa uma oportunidade concreta de diversificar canais de venda.

O espaço físico do live

Inaugurado no coração da Vila Madalena, o StarLive(Shop) – Street Studio é o primeiro ambiente 100% phygital da América Latina, unindo varejo presencial, transmissão ao vivo e social commerce no mesmo fluxo. A inspiração veio diretamente da China: o espaço reúne 10 estúdios profissionais com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce. 

O Street Studio está disponível para marcas, creators independentes e live sellers, sem exigência de número mínimo de seguidores. Empresas como Nívea, Wap, Insider, Avon, Relaxmedic, Maxfem e Payot já utilizaram a estrutura. A possibilidade de alugar estúdios por hora abre o modelo também para vendedores independentes e afiliados que queiram profissionalizar suas transmissões sem grande investimento inicial.

Técnica de venda, não audiência

Um dos diferenciais que a StarLive propõe ao mercado está no perfil de quem conduz as lives. No modelo da empresa, o live seller não é necessariamente um influenciador digital — o critério central não é audiência, mas técnica de venda ao vivo. Para Evelyn B. Marques, essa distinção é fundamental para derrubar uma barreira de entrada que afasta muitas marcas do formato: “Se a pessoa sabe vender ao vivo, ela pode usar o estúdio. Esse é o maior mito que precisamos quebrar no mercado brasileiro.” 

Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable vídeos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre e Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook. 

A trajetória da fundadora ilustra a expertise da operação. Evelyn iniciou sua carreira em 2018 na China, onde desenvolveu suas metodologias de apresentação ao vivo. Em 2024, ultrapassou R$25 milhões em vendas no Kwai.

O consumidor brasileiro e o live

Embora o modelo tenha sido criado na China e lá opere em escala massiva, o comportamento do público brasileiro exige adaptações. Segundo Evelyn B. Marques, o público local tende a ser mais interativo: faz perguntas no chat, solicita demonstrações detalhadas e valoriza a espontaneidade das transmissões.Para marcas de beleza, acostumadas a comunicar textura, cobertura, resultado e sensorialidade, essa interatividade pode ser um trunfo: a live entrega, em tempo real, o que o e-commerce tradicional tenta compensar com fotos e descrições.

“O consumidor já comprou a ideia. Hoje, lives convertem mais do que campanhas tradicionais em várias categorias”, avalia a fundadora, observando que áreas de performance e comercial já começam a incorporar o live shop como canal de vendas.