O mercado de beleza brasileiro acaba de viver um marco que vai além da estética: é também sobre identidade, empreendedorismo e justiça social.
Em junho, durante as comemorações do Dia da Pessoa Trancista, a profissão de trancista foi oficialmente incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO)
Mais do que uma conquista burocrática, a regulamentação da profissão é o reconhecimento formal de uma atividade que há décadas movimenta bilhões de reais no Brasil.
A profissional trancista carrega, em cada fio trançado, um saber ancestral passado de geração em geração, principalmente entre mulheres negras.
Agora, as profissionais passam a ter acesso facilitado a cursos de qualificação, emissão de notas fiscais, contribuição para o INSS via MEI e abertura de negócios formais.
Além disso, a regulamentação trouxe maior visibilidade e respeito dentro do próprio setor de beleza, onde ainda enfrentavam obstáculos para formalizar sua atuação.